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Cuiabá antes e depois: os avanços conquistados em quase oito anos de gestão Emanuel Pinheiro

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“Quando assumi a administração de Cuiabá, em 1º de janeiro de 2017, encontrei uma cidade repleta de desafios, mas também cheia de potencial. Ao longo desses quase oito anos de gestão, transformamos nossa capital de forma significativa, e é com muita gratidão e orgulho que compartilho tudo o que Cuiabá não tinha antes, mas agora tem.

Hoje, Cuiabá tem uma gestão reconhecida nacional e internacionalmente, inclusive pela ONU, pelo respeito às diretrizes de uma cidade mais resiliente e sustentável. Implantamos iniciativas inovadoras, como a criação e consolidação da~primeira Secretaria da Mulher em todo Estado, que trouxe medidas eficazes para fortalecer a proteção e os direitos das mulheres cuiabanas, além de servir como exemplo à legislação federal, como a que garante o pagamento de pensão a órfãos de vítimas de feminicídio, cuja base foi o Programa de Auxílio aos Órfãos do Feminicídio, da Prefeitura de Cuiabá, criado em 2020. E ainda a lei que assegura às mulheres vítimas de violência o direito a salas de acolhimento exclusivas nos serviços de saúde conveniados ou próprios do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na área da saúde, a transformação foi profunda. Quando cheguei, Cuiabá não tinha uma boa infraestrutura hospitalar, mas hoje temos o maior hospital de Mato Grosso, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), referência em salvar vidas há seis anos. Também entregamos duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs): a do Verdão e a do Jardim Leblon, algo inédito na história da nossa cidade. Ampliamos as equipes de saúde bucal de 10 para 68 e as de Saúde da Família de 72 para 147. Além disso, universalizamos o acesso à água tratada e elevamos a cobertura de esgoto de 33% para 92%, posicionando Cuiabá entre as capitais mais avançadas do país nesse quesito.

Retomamos o programa “AMOR”, que oferece assistência à saúde para quem mora na área rural, garantindo cuidados médicos de qualidade para todos.Na educação, revolucionamos o ambiente escolar. Antes, apenas 17% das salas de aula eram climatizadas; agora, 100% contam com ar-condicionado. Além disso, garantimos que todos os 58 mil alunos da rede pública recebam uniformes e materiais escolares completos anualmente. Isso nunca tinha acontecido, mas agora é uma realidade.

Nosso trabalho em infraestrutura também é motivo de orgulho. Construímos, sem apoio do Estado, dois viadutos importantes: o Juca do Guaraná Pai e o Murilo Domingos, além de entregar a Avenida Contorno Leste, uma obra grandiosa que mudou a mobilidade da cidade. São mais de 300 km de asfalto e mais de 300 espaços públicos revitalizados ou construídos, como parques, praças e áreas de convivência.

“Não posso deixar de mencionar a valorização dos servidores públicos. Concedemos planos de cargos, carreiras e salários a 13 categorias, respeitamos o pagamento da RGA e nunca enfrentamos uma greve. Investimos na dignidade dos nossos mais de 22 mil servidores municipais, cuja dedicação incansável ajudou a transformar nossa cidade. Treze categorias foram beneficiadas com planos de cargos, carreiras e salários, e sempre mantivemos o compromisso de garantir os ganhos reais, como a concessão do Reajuste Geral Anual (RGA) para todas as categorias. Valorizamos a dignidade dos servidores públicos da capital, algo que antes não existia, mas agora é uma realidade.

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Recebemos três premiações por nossas ações no saneamento básico, pelo renomado Instituto Trata Brasil, sendo uma delas por sermos a cidade que mais investiu em saneamento no país. Hoje, temos água tratada disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, em todos os lares de Cuiabá. No que diz respeito ao esgotamento sanitário, que antes cobria apenas 33% da cidade, agora já atingimos 92%.

Deixarei para o meu sucessor a responsabilidade de fazer as conexões finais, principalmente para aqueles que não têm condições financeiras de ligar suas residências à rede coletora. Embora não tenha dado tempo de concluir tudo, já fui muito reconhecido pelo avanço na universalização do saneamento básico. Cuiabá é uma das poucas capitais do país a alcançar esse feito.
Também avançamos no transporte público: renovamos toda a frota de ônibus, que agora é 100% climatizada, sem aumento de tarifa. Cuiabá não tinha, agora tem.

Revitalizamos ícones da nossa cuiabania, como o Estádio Dutrinha, que agora está revitalizado e com uma nova função social. Cuiabá não tinha, mas agora tem um estádio à altura da sua história. Deixei a PPP do novo Mercado Municipal Miguel Sutil pronta, e as obras iniciadas. Entregamos o Mercado Antônio Moysés Nadaf, o nosso querido Mercado do Porto. E tantas outras milhares de ações…

Relembro com muito orgulho os avanços que tivemos ao longo desses anos, sempre com o objetivo de transformar a vida das pessoas e fortalecer nossa cidade. Um dos grandes marcos foi o Qualifica Cuiabá, que já impactou a vida de 8 mil pessoas em suas diversas vertentes, especialmente com o fomento ao empreendedorismo feminino, proporcionando oportunidades para muitas mulheres realizarem seus sonhos e desenvolverem seus próprios negócios.

O cuidado pelas pessoas, nosso compromisso com o Programa Prato Cheio, e a reabertura do Restaurante Popular Elza Fortunato Biancardini, em novembro de 2023, foi citada como exemplo desse compromisso. “Esse restaurante é um alívio para a população de baixa renda, oferecendo refeições completas por apenas R$ 2. Em um ano, servimos cerca de 200 mil refeições, e hoje atendemos 900 pessoas diariamente”, enfatizou.

Além disso, tivemos o Cuiabanco, uma ideia genuinamente cuiabana, que já disponibilizou mais de 1 milhão de reais em empréstimos a juros zero. Esse projeto é uma das nossas grandes vitórias no incentivo ao empreendedorismo e à geração de empregos, permitindo que muitos cidadãos tenham acesso ao crédito e possam expandir suas atividades.

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Outra estratégia de desenvolvimento que trouxe grandes resultados foi o Pra Frente Cuiabá, que tem contribuído significativamente para o fortalecimento da economia local e a melhoria da vida no campo.

Não posso deixar de destacar o Siminina, um projeto que tem um significado muito especial para mim e para minha esposa, Márcia Pinheiro. Com muito empenho e amor, ela tem trabalhado incansavelmente para promover ações que beneficiam mais de 1,2 mil meninas, oferecendo a elas as ferramentas necessárias para que tenham um futuro melhor e mais promissor.

E por fim, me orgulho de dizer que entregamos mais de 20 mil títulos de propriedade, garantindo aos cuiabanos a segurança jurídica de suas terras, algo que vai muito além da simples documentação, pois representa o direito à moradia e ao desenvolvimento pessoal e familiar.

São tantas e tantas ações, e nesse breve espaço, quero expressar minha profunda gratidão à minha família, em especial a companheira de vida, Márcia Pinheiro e aos meus filhos: Emanuelzinho e Elvis. Agradeço muito à Márcia por toda a sua dedicação, por seu esforço constante, e pelos inúmeros momentos de solidão que enfrentou. Sei que minha ausência muitas vezes foi difícil, mas ela sempre entendeu que era por uma causa em que acredito profundamente: fazer mais pelas pessoas.

O meu compromisso sempre foi o de acertar, de fazer o melhor para nossa cidade e para todos aqueles que confiam no nosso trabalho. E, durante toda essa jornada, Márcia esteve ao meu lado, firme e inabalável. Ela foi e é o meu alicerce, o suporte essencial que me permite seguir em frente, mesmo diante das dificuldades.

Ser prefeito de Cuiabá foi muito mais que um cargo, foi uma missão de vida. Governar essa cidade exige dedicação integral, resiliência e, acima de tudo, um profundo amor por esta terra e por sua gente. Enfrentamos críticas, mas com humildade e diálogo superamos adversidades, sempre com o objetivo de construir uma Cuiabá melhor para todos.

Hoje, ao olhar para tudo o que conquistamos, tenho a certeza de que deixamos um legado de desenvolvimento, inclusão e esperança. Cuiabá não tinha, mas agora tem. Esse é o fruto do trabalho coletivo, da confiança do povo cuiabano e da força de uma gestão comprometida com o futuro. Cuiabá transformada, orgulhosa e preparada para os desafios que virão. Esse é o nosso legado”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Certificação RTRS impulsiona soja sustentável e rastreabilidade no Grupo Bom Jesus em parceria com a Bunge

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A certificação de soja responsável ganha cada vez mais relevância no agronegócio brasileiro diante da crescente demanda global por cadeias produtivas rastreáveis, transparentes e alinhadas às boas práticas socioambientais. Nesse cenário, o Grupo Bom Jesus e a Bunge fortalecem sua atuação conjunta dentro da agenda de sustentabilidade e agricultura regenerativa.

O destaque do programa é o Núcleo Piúva, localizado em Nova Mutum (MT), que integra o projeto piloto de Sistema de Incentivos Regenerativos (RIS) da Round Table on Responsible Soy (RTRS), voltado à mensuração e desenvolvimento de indicadores de agricultura regenerativa.

Núcleo Piúva produz soja certificada RTRS e amplia rastreabilidade

Com cerca de 5 mil hectares, o Núcleo Piúva registrou na safra 2025/2026 a produção de 19.611 toneladas de soja certificada RTRS, comercializadas para a Bunge. A unidade também adota rotação de culturas na safrinha, incluindo algodão, milho, braquiária e crotalária, fortalecendo práticas de manejo sustentável no sistema produtivo.

Além da unidade em destaque, o Grupo Bom Jesus já soma mais de 50 mil hectares certificados no padrão RTRS, distribuídos em cinco fazendas. A certificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas de sustentabilidade adotadas pelo grupo.

Segundo a gerente de Sustentabilidade do Grupo Bom Jesus, Bianca Novais Cumpian, o processo de certificação evoluiu de forma gradual e estruturada ao longo dos últimos anos, ampliando a governança ambiental da empresa.

Certificação fortalece gestão, padronização e controle operacional

De acordo com a executiva, a certificação RTRS não apenas amplia o acesso a mercados, mas também fortalece a gestão interna das propriedades rurais.

O processo contribuiu para maior formalização, rastreabilidade e padronização das operações, além de aprimorar sistemas de controle e monitoramento já existentes na empresa.

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A cultura organizacional também foi impactada positivamente, com maior engajamento das equipes e fortalecimento do alinhamento interno sobre práticas sustentáveis.

“Muitas práticas já faziam parte da rotina operacional, e a certificação ajudou a organizar e reconhecer esse trabalho”, destacou Bianca.

Práticas sustentáveis incluem tecnologia, solo e energia renovável

Entre as principais práticas adotadas pelo Grupo Bom Jesus estão o sistema de mínima mobilização do solo, fixação biológica de nitrogênio, agricultura de precisão, uso de insumos biológicos e monitoramento digital das lavouras.

Outro destaque é o uso de energia 100% renovável contratada no mercado, além da realização de inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, com segregação por unidade produtiva.

A fazenda também mantém mais de 5 mil hectares destinados à conservação ambiental, reforçando o compromisso com a preservação da vegetação nativa.

Parceria com Bunge conecta produção sustentável e mercado global

A participação no projeto de agricultura regenerativa foi impulsionada pela parceria entre o Grupo Bom Jesus e a Bunge, alinhada à estratégia de fortalecimento de cadeias produtivas de baixo carbono.

A iniciativa conecta produtores rurais a ferramentas digitais, assistência técnica, tecnologias de agricultura de precisão e apoio ao uso de insumos sustentáveis, promovendo ganhos ambientais e econômicos.

Segundo a diretora de Sustentabilidade da Bunge, Pamela Moreira, o avanço da agricultura regenerativa depende de uma atuação conjunta entre diferentes elos da cadeia produtiva.

A proposta busca atender tanto às metas de redução de emissões das empresas quanto às exigências crescentes dos mercados consumidores por matérias-primas sustentáveis.

Agricultura regenerativa amplia eficiência e valor na produção de soja

Além da sustentabilidade ambiental, o programa também busca gerar benefícios produtivos, como aumento de produtividade, redução de custos e maior resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas.

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A adoção de práticas regenerativas contribui ainda para melhorar a saúde do solo e ampliar o potencial de geração de valor no campo, criando novas oportunidades para o produtor rural.

RTRS revisa indicadores e integra métricas regenerativas

O Núcleo Piúva e a Bunge também tiveram participação ativa no processo de revisão dos indicadores do projeto piloto de agricultura regenerativa da RTRS.

Segundo a consultora externa da associação, Helen Estima Lazzari, a contribuição da propriedade foi essencial para reforçar a importância dos indicadores já existentes no padrão RTRS, além de apoiar a evolução das métricas regenerativas.

A iniciativa buscou aprimorar a forma de mensurar avanços sustentáveis no campo, garantindo que a avaliação considere não apenas novas práticas, mas também a evolução contínua dos produtores certificados.

“A experiência contribui para desenvolver indicadores mais consistentes e aplicáveis à realidade do setor produtivo”, destacou a gerente global de padrões e assurance da RTRS, Ana Laura Andreani.

Integração entre certificação e agricultura regenerativa ganha força

A integração entre certificação RTRS e agricultura regenerativa representa um avanço na consolidação de modelos produtivos mais sustentáveis e rastreáveis no agronegócio brasileiro.

A experiência do Grupo Bom Jesus reforça o papel das propriedades rurais na construção de sistemas agrícolas de baixo carbono, alinhados às exigências do mercado internacional e às metas globais de sustentabilidade.

O movimento indica uma tendência crescente de valorização da soja certificada e da adoção de práticas regenerativas como diferencial competitivo no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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