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Pesquisa da UFSCar Desenvolve Alternativa Sustentável para Combate ao Cancro Cítrico

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A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está liderando um estudo inovador, em parceria com diversas instituições de ensino e pesquisa, voltado para o desenvolvimento de novos insumos para o combate ao cancro cítrico. Esta doença, que afeta as plantações de citros, como limão e laranja, tem sido tratada há décadas com a pulverização de cobre, um metal tóxico e prejudicial ao meio ambiente.

A pesquisa, iniciada em 2009 e coordenada pela professora Maria Teresa Marques Novo Mansur, do Departamento de Genética e Evolução (DGE) da UFSCar, foca na análise proteômica e genética para identificar proteínas-alvo na bactéria causadora da doença. Um dos alvos encontrados foi a proteína XanB, presente na superfície celular da bactéria. O grupo de pesquisa demonstrou recentemente que moléculas orgânicas derivadas de carboidratos, que inibem a XanB, são eficazes no controle do cancro cítrico e podem servir como ingredientes ativos para defensivos agrícolas mais sustentáveis.

O estudo, desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), conta com a colaboração de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), de Araraquara, que contribuem com testes computacionais e experimentos in vivo, respectivamente.

O Impacto do Cancro Cítrico e os Desafios do Controle Atual

O cancro cítrico é causado pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri e afeta diversas variedades de citros. A doença é caracterizada por lesões corticosas, que surgem como erupções ásperas e elevadas nas folhas, frutos e ramos das plantas. Essas lesões podem ser rodeadas por halos amarelos, consequência da redução da clorofila nas áreas infectadas. Além disso, as bactérias se espalham facilmente pelo vento e pela chuva, causando queda prematura de folhas e frutos, o que reduz a qualidade e a produtividade, comprometendo economicamente a citricultura.

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Atualmente, o controle da doença é realizado por meio da pulverização de cobre, uma prática que gera custos elevados, superiores a R$ 200 milhões por safra, e provoca impactos ambientais devido à toxicidade do metal. Além disso, algumas linhagens bacterianas já desenvolveram resistência ao cobre, o que diminui a eficácia do controle. Outras estratégias de manejo, como a erradicação de plantas contaminadas e o uso de quebra-ventos para limitar a disseminação da bactéria, têm se mostrado ineficazes para erradicar completamente a doença.

Alternativa Sustentável: Moleculas Derivadas de Carboidratos

A principal inovação do estudo da UFSCar reside na utilização de uma abordagem inédita para o controle do cancro cítrico. A pesquisa resultou na identificação de moléculas derivadas de açúcares, com a capacidade de interferir de maneira específica na interação entre o patógeno e a planta, sem causar danos à saúde humana. Essas moléculas oferecem uma alternativa ecologicamente viável ao cobre, sendo biodegradáveis, não tóxicas e com baixo impacto ambiental.

“Essas moléculas têm o potencial de se tornar uma solução sustentável para o setor agrícola, uma vez que são eficazes no controle da doença, não afetam a microbiota do solo e podem ser economicamente viáveis para uso comercial”, destaca a professora Novo Mansur.

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O desenvolvimento desses compostos está sendo realizado em parceria com uma start-up, que licenciou a patente do trabalho e realiza testes em campo em maior escala. A pesquisa também contou com a colaboração de Mariana Pegrucci Barcelos, doutoranda da USP, e de Beatriz Brambila, mestranda da UFSCar, além de outros pesquisadores envolvidos em diferentes frentes do projeto.

Outro grupo da UFSCar, liderado pela professora Novo Mansur, também está testando inibidores planejados contra uma outra proteína da bactéria Xanthomonas citri, com resultados igualmente promissores.

A pesquisa da UFSCar e suas colaborações oferecem uma esperança renovada para a citricultura, ao fornecer soluções que não apenas combatem o cancro cítrico de forma eficaz, mas também minimizam os impactos ambientais e oferecem alternativas mais sustentáveis para o agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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