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Perspectivas contidas para o mercado brasileiro de milho: Baixa atividade negocial e desafios de precificação

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O cenário do mercado brasileiro de milho aponta para uma quinta-feira com atividades comerciais limitadas. O setor consumidor, que demonstra tranquilidade em relação aos estoques, mantém uma postura retraída nas aquisições. A persistência do impasse entre os agentes em relação aos preços contribui para uma comercialização lenta e travada. Internacionalmente, a Bolsa de Mercadorias de Chicago reporta baixa, enquanto o dólar mostra avanço em relação ao real.

Na quarta-feira, o mercado brasileiro de milho apresentou um cenário de lentidão, com variações mínimas nos preços. De acordo com a Safras Consultoria, os consumidores adotaram uma postura cautelosa nas negociações, apostando na possibilidade de continuidade da queda nos preços a curto prazo. Além disso, sinalizaram tranquilidade quanto à posição em estoques. As recentes reduções nos valores em alguns estados e o recuo dos futuros na B3 são fatores que influenciam nas decisões.

No Porto de Santos, os preços variaram entre R$ 55,00/65,00 por saca (CIF). No Porto de Paranaguá, a cotação ficou entre R$ 54,00/64,00 por saca. Em Cascavel, no Paraná, a cotação situou-se entre R$ 55,00/58,00 por saca. Em São Paulo, os preços variaram de R$ 57,00/59,00 na Mogiana e, em Campinas CIF, a faixa de preço foi de R$ 61,50/64,00 por saca. No Rio Grande do Sul, os preços ficaram entre R$ 55,00/57,00 por saca em Erechim. Em Minas Gerais, a cotação foi de R$ 57,00/59,00 por saca em Uberlândia. Em Goiás, os preços situaram-se entre R$ 53,00/57,00 por saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, os valores variaram de R$ 40,00/43,00 por saca em Rondonópolis.

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CHICAGO

Os contratos com vencimento em maio operam a US$ 4,25 1/2 por bushel, registrando uma baixa de 3,00 centavos, ou 0,70%, em relação ao fechamento anterior. Após três pregões consecutivos de alta, o mercado busca realizar parte dos lucros acumulados. A perspectiva de uma oferta global ampla de cereal e a queda do petróleo em Nova York também contribuem para a retração dos preços.

Os investidores aguardam o relatório semanal de exportações dos Estados Unidos, a ser divulgado às 10h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura do país. Analistas estimam vendas entre 600 mil e 1,3 milhão de toneladas. De acordo com a Reuters, o governo sul-africano informou que os agricultores devem colher cerca de 14,36 milhões de toneladas de milho na temporada 2023/2024, abaixo dos 16,43 milhões do ano anterior.

Ontem (28), os contratos com entrega em maio de 2024 fecharam com avanço de 5,00 centavos, ou 1,18%, cotados a US$ 4,28 1/2 por bushel. Os contratos com entrega em julho de 2024 fecharam com avanço de 4,25 centavos, ou 0,97%, cotados a US$ 4,40 1/4 por bushel.

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CÂMBIO

O dólar comercial registra alta de 0,34%, atingindo R$ 4,9883. O Dollar Index apresenta um recuo de 0,01%, marcando 103,97 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

As principais bolsas asiáticas encerraram com preços mistos, com Xangai registrando +1,94% e o Japão -0,11%. Na Europa, as bolsas operam de maneira mista, com Paris apresentando -0,01%, Frankfurt + 0,59% e Londres +0,38%.

O preço do petróleo opera em alta, com o barril de abril do WTI em NY atingindo US$ 78,59 (+0,06%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar sobe no mercado internacional, mas preços caem no Brasil com pressão da safra e recuo do etanol

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Mercado internacional do açúcar mantém viés de alta

O mercado do açúcar encerrou a quinta-feira (23) com novos ganhos nas bolsas internacionais, dando continuidade ao movimento positivo observado nos últimos pregões.

Em Nova York, os contratos de açúcar bruto negociados na ICE Futures registraram valorização moderada em diferentes vencimentos:

  • Maio/26: +0,03 cent, fechando a 13,60 cents/lbp
  • Julho/26: +0,08 cent, a 13,89 cents/lbp
  • Outubro/26: +0,08 cent, a 14,31 cents/lbp

Os demais contratos também encerraram o dia em alta, reforçando o movimento de recuperação das cotações no curto prazo.

Açúcar branco também avança em Londres

Na ICE Europe, o açúcar branco manteve o viés positivo ao longo da sessão.

Os principais vencimentos registraram ganhos:

  • Agosto/26: alta de US$ 3,80, para US$ 427,50/t
  • Outubro/26: avanço de US$ 3,00, para US$ 425,00/t
  • Dezembro/26: valorização de US$ 2,00, a US$ 425,60/t

Os demais contratos também acompanharam o movimento de alta, refletindo sustentação no mercado externo.

Mercado interno do açúcar recua com força no Brasil

No mercado doméstico, o cenário foi de pressão sobre os preços. O indicador do açúcar cristal branco Cepea/Esalq, em São Paulo, registrou queda de 3,01% nesta quinta-feira (23).

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A saca de 50 kg foi negociada a R$ 96,06, ampliando o movimento negativo observado ao longo do mês.

Com isso, o indicador acumula retração de 8,91% em abril, refletindo maior pressão de oferta no mercado físico com o avanço da safra 2026/27.

Safra e demanda pressionam preços no mercado brasileiro

Segundo análise de mercado, o cenário interno segue influenciado por dois fatores principais: expectativa de maior oferta com o avanço da colheita e demanda mais cautelosa por parte dos compradores.

A postura retraída de usinas e compradores indica que o mercado aguarda novas oportunidades de compra diante da perspectiva de maior disponibilidade de produto no curto prazo.

Petróleo dá suporte ao açúcar no mercado global

No cenário internacional, a recente alta do petróleo tem contribuído para sustentar os preços do açúcar.

O movimento favorece a competitividade do etanol, o que pode reduzir a destinação de cana para a produção de açúcar e, consequentemente, diminuir a oferta global do produto.

Esse fator tem ajudado a manter o viés positivo nas bolsas internacionais, apesar da volatilidade do mercado.

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Etanol segue em forte queda em abril

No mercado de biocombustíveis, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.523,50/m³ nesta quinta-feira (23), com queda de 1,54% no comparativo diário.

No acumulado de abril, o indicador já registra retração de 16,65%, reforçando o cenário de pressão contínua sobre os preços do etanol no mercado paulista.

Enquanto o mercado internacional do açúcar mantém tendência de recuperação sustentada por fatores energéticos e cambiais, o cenário doméstico brasileiro segue pressionado pela oferta da nova safra e pela demanda mais fraca, com impactos diretos também sobre o mercado de etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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