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Paraná prorroga incentivos fiscais e fortalece indústria do trigo

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A indústria do trigo no Paraná recebeu um importante impulso com a prorrogação dos benefícios fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A medida está prevista no decreto 8.401/2024, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior no final do ano passado, e terá validade até 31 de dezembro de 2028, quando entra em vigor a nova Reforma Tributária. A iniciativa foi celebrada pelo Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Paraná (Sinditrigo), que destaca a relevância do incentivo para manter a competitividade do setor, responsável por 30% da moagem de trigo do Brasil.

O governador se reuniu nesta quarta-feira (19) com representantes do Sinditrigo para discutir os impactos da renovação dos incentivos. Segundo ele, a prorrogação reforça a estratégia do Estado de estimular a industrialização da produção agropecuária. “Nossa vocação é produzir alimentos para o mundo, e a indústria de moagem de trigo é um setor fundamental para essa missão. Queremos consolidar o Paraná como o maior industrializador de trigo do Brasil”, afirmou Ratinho Junior.

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O incentivo fiscal também beneficia outros setores produtivos, como a agropecuária e a indústria, garantindo que os produtos paranaenses mantenham sua competitividade no mercado. A medida também visa garantir a sustentabilidade das políticas públicas e manter o equilíbrio fiscal do Estado.

A prorrogação foi solicitada pela Secretaria de Estado da Fazenda junto ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que valida os tratamentos tributários diferenciados concedidos pelos estados. O pleito também contou com o apoio do G7, grupo que representa as principais entidades do setor produtivo do Paraná.

O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou que a renovação do incentivo assegura previsibilidade ao empresariado, permitindo investimentos de longo prazo com segurança técnica e jurídica. “O Paraná possui uma indústria moageira forte e moderna. A prorrogação até 2028 manterá a competitividade do setor e garantira um ambiente favorável para novos investimentos”, afirmou.

Entre os benefícios estão a concessão de créditos presumidos a estabelecimentos paranaenses, a prorrogação da redução da base de cálculo do ICMS e a isenção fiscal para determinados segmentos. As medidas não implicam em renúncia de receita para o Estado.

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Para o presidente do Sinditrigo, Daniel Kümell, o incentivo tem sido um dos pilares do crescimento da indústria moageira no Paraná, que já atua há mais de 50 anos. “O apoio do governo tem sido essencial para o avanço do setor. Temos recebido grandes investimentos, com moinhos tecnologicamente avançados, e isso é resultado direto dos incentivos concedidos”, explicou.

Atualmente, o Paraná conta com 67 moinhos industriais, que processam cerca de 3,8 milhões de toneladas de trigo por ano, representando 30% da moagem nacional. Do total produzido, 50% da farinha é destinada a outros estados. “A parceria entre o setor público e o privado impulsionou esse crescimento. O Paraná é um dos maiores produtores do país, e a renovação dos incentivos permite que continuemos investindo no desenvolvimento da indústria”, concluiu Kümell.

O encontro também contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Vasconcelos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Senado aprova projeto de renegociação de dívidas rurais e amplia apoio financeiro aos produtores

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O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei nº 5.122/2023, que estabelece medidas para a renegociação das dívidas dos produtores rurais em todo o Brasil. A proposta, considerada estratégica para o agronegócio, cria instrumentos de apoio financeiro para agricultores e pecuaristas afetados pela combinação de juros elevados, queda das commodities, oscilações cambiais e adversidades climáticas.

O texto recebeu aval do Plenário após intensas negociações entre parlamentares e representantes do governo federal. Apesar das discussões com o Ministério da Fazenda, não houve consenso sobre a matéria. Agora, o projeto retorna à Câmara dos Deputados para nova análise.

Setor agropecuário enfrenta cenário de pressão financeira

Durante a votação, lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destacaram que o agronegócio atravessa um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos. Entre os fatores apontados estão a redução dos preços internacionais das commodities agrícolas, o aumento do custo do crédito rural, a valorização do real frente ao dólar em relação ao período de plantio e os impactos climáticos registrados em diversas regiões produtoras.

Segundo parlamentares da bancada ruralista, a medida é necessária para evitar um agravamento da inadimplência no campo e garantir condições para que os produtores mantenham a capacidade de investimento e produção nas próximas safras.

Nova linha de crédito terá recursos de fundos constitucionais e do Fundo Social

Entre os principais pontos do projeto está a criação de uma linha especial de financiamento destinada à renegociação de débitos rurais. Os recursos poderão ser provenientes do Fundo Social e dos fundos constitucionais de financiamento, especialmente para atender produtores das regiões Norte e Nordeste.

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O texto aprovado prevê que a utilização desses recursos seja autorizativa, sem estabelecer um limite financeiro específico para sua aplicação.

Condições favorecem recuperação financeira dos produtores

As regras definidas para a nova linha especial de crédito oferecem condições diferenciadas para os beneficiários:

  • Taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano, conforme o porte do produtor;
  • Limite de financiamento de até R$ 10 milhões por produtor rural;
  • Limite de até R$ 50 milhões para cooperativas e associações;
  • Prazo de pagamento de até 10 anos;
  • Carência de três anos para início da amortização;
  • Possibilidade de extensão do prazo total para até 15 anos em situações específicas.

A expectativa dos defensores da proposta é que as condições oferecidas permitam a reorganização financeira de milhares de produtores que enfrentam dificuldades para honrar compromissos junto às instituições financeiras.

Relatório amplia alcance da medida até 2026

O texto final incorporou alterações que ampliam o alcance da renegociação. Entre elas está a inclusão de operações de crédito rural que tenham sido renegociadas ou prorrogadas até 30 de abril de 2026, desde que estivessem adimplentes no momento da contratação.

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A mudança busca contemplar um número maior de produtores que tiveram suas operações afetadas por fatores externos ao longo dos últimos ciclos agrícolas.

Educação e saúde ficam preservadas

Uma das preocupações levantadas durante as negociações envolvia o possível impacto da utilização dos recursos do Fundo Social sobre áreas prioritárias do orçamento público.

Para evitar esse efeito, o relatório reforçou dispositivos que garantem a preservação dos recursos destinados à educação e à saúde, mantendo a destinação constitucional dessas áreas.

Agronegócio reforça importância econômica da medida

Parlamentares favoráveis ao projeto argumentam que a renegociação das dívidas rurais representa um investimento na sustentabilidade econômica do setor agropecuário brasileiro.

O agronegócio segue como um dos principais motores da economia nacional, respondendo por parcela significativa das exportações, da geração de empregos e da formação do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo representantes da FPA, a recuperação financeira dos produtores é considerada essencial para assegurar a continuidade da produção, a oferta de alimentos e a competitividade do Brasil nos mercados internacionais.

Com a aprovação no Senado, o setor agora acompanha a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados, onde a expectativa é de que a matéria avance rapidamente diante da urgência apontada pelas lideranças do agro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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