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Dólar recua com foco na inflação, pressões contra o IOF e alívio em tarifas internacionais

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Dólar inicia o dia em queda

Nesta terça-feira (27), o dólar abriu em baixa de 0,51%, cotado a R$ 5,6463 por volta das 9h28. O recuo ocorre após a valorização de 0,52% na véspera, quando a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,6751. Já o Ibovespa, que havia encerrado a segunda-feira com alta de 0,23%, aos 138.136 pontos, só inicia os negócios após as 10h.

IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,36% em maio

O principal destaque da agenda econômica nacional é a divulgação do IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país. De acordo com o IBGE, o índice registrou alta de 0,36% em maio, puxada principalmente pelo aumento nos preços da energia elétrica e dos medicamentos.

Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 5,40%, abaixo dos 5,49% registrados até abril. Em abril, o avanço havia sido de 0,43%. Esses dados são acompanhados de perto pelos investidores, que buscam antecipar os próximos passos do Banco Central em relação à taxa básica de juros, a Selic — atualmente em 14,75%, o maior patamar em quase duas décadas.

Indicadores acumulados
  • Dólar
    • Semana: +0,52%
    • Mês: -0,03%
    • Ano: -8,17%
  • Ibovespa
    • Semana: +0,23%
    • Mês: +2,27%
    • Ano: +14,84%
Pressão contra aumento do IOF mobiliza o Congresso

O aumento do IOF, proposto pelo governo na semana passada, tem gerado reações no Congresso Nacional, que já acumula 20 propostas para barrar a medida. O objetivo da elevação do imposto é arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025, contribuindo para o cumprimento da meta de déficit fiscal zero.

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A medida, no entanto, enfrentou críticas especialmente quanto à taxação de investimentos no exterior, levantando preocupações sobre possíveis restrições à movimentação de capitais. Diante da reação negativa, o governo recuou parcialmente, abrindo mão de parte da arrecadação.

Na sexta-feira (23), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou os efeitos do recuo, mas admitiu que isso poderá exigir bloqueios adicionais no orçamento. O governo já havia anunciado um corte de R$ 31,3 bilhões nas despesas, interpretado pelo mercado como um sinal positivo de compromisso fiscal.

Nesta segunda-feira (26), Haddad declarou que o governo ainda estuda como compensar a perda de receita: “Temos até o fim da semana para decidir se será com mais contingenciamento ou com alguma substituição”, disse.

Alívio em tarifas entre EUA e União Europeia

Outro fator que influencia os mercados é o adiamento, por parte dos Estados Unidos, da aplicação de tarifas de 50% sobre produtos da União Europeia, previstas inicialmente para entrar em vigor em junho. O anúncio da medida foi feito na sexta-feira (23) pelo ex-presidente Donald Trump, mas, no domingo, a decisão foi suspensa até o dia 9 de julho após um pedido da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

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A suspensão temporária abriu espaço para novas negociações entre representantes comerciais dos EUA e da UE, que devem se reunir nesta semana. Von der Leyen declarou, em publicação na rede X, que teve uma “boa conversa” com Trump e que a Europa está disposta a avançar rapidamente nas negociações.

O bloco europeu ainda enfrenta tarifas americanas de 25% sobre aço, alumínio e carros, além de impostos de 10% sobre diversos outros produtos — como veículos alemães (BMW e Porsche), azeite de oliva italiano e bolsas de luxo francesas.

Apesar do alívio, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, avaliou que o cenário atual oferece uma oportunidade estratégica para o euro: “As mudanças em curso criam a abertura para um momento global da moeda europeia”, afirmou nesta segunda-feira.

Agenda econômica da semana

Além do IPCA-15, outros dados relevantes serão divulgados ao longo da semana:

  • Quinta-feira (29): Taxa de desemprego (Pnad Contínua) e dados de emprego formal (Caged);
  • Sexta-feira (30): Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre.

Esses indicadores deverão continuar influenciando o comportamento do mercado financeiro nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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