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Aves necessitam de assistência nutricional após tratamento de bico

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O tratamento de bico é um procedimento comum na avicultura, especialmente para aves de postura, visando reduzir a mortalidade e o canibalismo entre os animais. Apesar de ser uma prática que contribui para a produtividade, ela também traz desafios, pois as aves tendem a reduzir drasticamente o consumo de água e ração após o tratamento, comprometendo seu bem-estar e desempenho produtivo. “O procedimento pode ser benéfico para a produtividade, mas requer uma atenção especial no pós-tratamento”, alerta Verônica Silva, zootecnista da Auster Nutrição Animal.

Em grande parte dos casos, o tratamento é realizado no início da vida das aves, um momento crucial para o desenvolvimento dos sistemas imunológico e digestivo. A adaptação ao novo formato do bico, que passa por corte e cauterização da ponta superior e inferior, pode levar a uma redução no consumo de alimentos, resultando em má formação do sistema digestivo e fraqueza do sistema imunológico.

“Se as aves não receberem a devida assistência para retomar o consumo normal, a deficiência nutricional pode trazer prejuízos ao longo de sua vida, como uma resposta vacinal reduzida, menor absorção de nutrientes e uma maior suscetibilidade a doenças”, ressalta Verônica. Para contornar essa situação, é necessário reforçar a alimentação das aves com nutrientes, vitaminas e energia, proporcionando uma transição mais suave durante o período de adaptação.

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Além do reforço alimentar, é importante estimular o consumo de alimentos sempre que possível. Verônica Silva destaca que o uso de aditivos para suporte imunológico pode ser útil para manter a consistência no desenvolvimento das aves, reduzindo o risco de doenças durante o período de estresse. “Mesmo com o uso de aditivos, o estímulo ao consumo de alimentos é fundamental para o bem-estar e a produtividade”, afirma.

O bem-estar das aves tem um impacto direto na produtividade. O estresse gerado pelo tratamento do bico, combinado com a possível desnutrição, pode enfraquecer a defesa natural do organismo, prejudicando o crescimento e afetando negativamente a postura. Se as aves não se recuperarem adequadamente no início da vida, isso pode levar a fragilidade imunológica no futuro e a uma redução na capacidade de absorver nutrientes.

A Auster Nutrição Animal, ciente dos desafios enfrentados pelos avicultores, desenvolveu soluções para atender às exigências do mercado. A Linha Númia Postura é uma dessas soluções, projetada para diferentes períodos da vida das poedeiras, incluindo a fase pós-tratamento de bico. “São produtos nutricionais eficientes que fornecem um suporte essencial para as aves e para os avicultores durante esse período de adaptação”, conclui Verônica Silva.

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Com a abordagem certa para a assistência nutricional, as aves podem superar os desafios pós-tratamento de bico, garantindo sua saúde e bem-estar ao longo da vida, o que é essencial para a produtividade e sustentabilidade da avicultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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