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Sustentabilidade no Agronegócio é Ponto Central em Reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária

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Na terça-feira, 13 de agosto, a reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) foi marcada pela ênfase na sustentabilidade no setor agropecuário. O encontro, que reuniu diversos parlamentares, contou com a participação do inpEV, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias. A entidade, que administra o Sistema Campo Limpo – um programa brasileiro de logística reversa para embalagens vazias e resíduos de defensivos agrícolas – é considerada uma referência global na área.

Marcelo Okamura, presidente do inpEV, aproveitou a oportunidade para apresentar os resultados do programa e destacar sua importância. “O agronegócio brasileiro é um setor crucial, com 28 milhões de trabalhadores e uma contribuição de 20% ao PIB nacional. Nosso trabalho sustentável é essencial para a preservação ambiental, evidenciado pelo manejo adequado de 100% das embalagens vazias que recebemos. Nos últimos 20 anos, mais de 750 mil toneladas de embalagens foram corretamente destinadas, evitando a emissão de 1,05 milhão de toneladas de CO2e na atmosfera, equivalente a 19.830 viagens de caminhão ao redor da Terra”, explicou Okamura.

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Ele também ressaltou o papel fundamental do poder público na cadeia agrícola. “Discutir o Sistema Campo Limpo é falar sobre o sucesso de um modelo sustentável que teve início com uma legislação eficaz para o manejo de embalagens vazias de defensivos agrícolas no Brasil, um país com vocação agrícola e dimensões continentais. É uma oportunidade para demonstrar a todos os setores que, assim como o agronegócio, outros setores também podem adotar práticas sustentáveis”, afirmou Okamura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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