AGRONEGÓCIO

Mercado futuro de açúcar inicia semana em alta; etanol apresenta valorização de 1,45%

Publicado em

O mercado de açúcar começou a semana em uma trajetória ascendente, conforme observado nos contratos futuros negociados nas bolsas internacionais. Na ICE Futures em Nova York, o contrato para maio de 2024 foi cotado a 22,16 centavos de dólar por libra-peso, representando um aumento de 4 pontos em relação aos preços de sexta-feira. Paralelamente, o contrato para julho de 2024 registrou uma elevação de 6 pontos, sendo negociado a 21,82 cts/lb. Os demais contratos apresentaram variações entre 1 e 9 pontos, exceto o contrato para outubro de 2025, que permaneceu estável.

Na ICE Futures Europe em Londres, todos os lotes de açúcar branco encerraram o dia com valorização. O contrato para maio de 2024 foi cotado a US$ 628,00 por tonelada, representando um acréscimo de 4,60 dólares em comparação ao dia anterior. Enquanto isso, o contrato para agosto de 2024 registrou um aumento de 4,70 dólares, alcançando o valor de US$ 612,00 por tonelada. As demais negociações apresentaram variações entre 40 centavos e 2,20 dólares.

Leia Também:  Chuvas e demanda lenta influenciam cotações do açúcar, que encerram em alta

No âmbito das exportações, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que o Brasil exportou 1,577 milhão de toneladas de açúcar e melaços até o momento em março, com uma receita acumulada de US$ 832,693 milhões. Somente na última semana, mais de 480 mil toneladas foram embarcadas. Esses números refletem uma continuidade do dinamismo observado no setor, como destacado pelo jornalista Jhonatas Simião.

No mercado doméstico, o açúcar cristal, conforme medido pelo Indicador Cepea/Esalq da USP, foi comercializado pelas usinas a R$ 144,42, registrando uma valorização de 0,16% em comparação com os preços de sexta-feira.

Quanto ao etanol hidratado, este também iniciou a semana em alta, conforme apontado pelo Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.240,50 o metro cúbico, um aumento de 1,45% em comparação com os preços praticados na sexta-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Etanol volta a ser mais vantajoso que a gasolina em junho após queda de preços, aponta levantamento da Veloe/Fipe

Published

on

O etanol voltou a oferecer maior vantagem econômica em relação à gasolina para os proprietários de veículos flex em junho. Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, desenvolvido com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra que a relação entre os preços médios do etanol e da gasolina caiu para 67,9%, o menor nível registrado desde março de 2024 e abaixo do patamar de 70%, considerado referência para tornar o biocombustível mais vantajoso.

O resultado representa uma mudança importante no mercado de combustíveis, após meses em que essa relação permaneceu próxima ou acima do limite considerado ideal para o abastecimento com etanol.

Oferta maior de etanol impulsiona competitividade

A principal razão para a melhora na competitividade foi a queda de 4,7% no preço médio do etanol hidratado em relação a maio, o maior recuo entre todos os combustíveis monitorados.

Em junho, o litro do etanol foi comercializado, em média, por R$ 4,265 no Brasil. Nas capitais, o valor médio ficou em R$ 4,425.

O movimento acompanha o avanço da moagem da safra 2026/27 de cana-de-açúcar no Centro-Sul, que elevou a oferta do biocombustível e aumentou sua competitividade frente à gasolina.

Nas capitais brasileiras, a relação entre etanol e gasolina também melhorou, alcançando 68,5%, embora ainda existam diferenças regionais na viabilidade econômica do combustível.

Leia Também:  Ex-ministro G. Dias será ouvido na CPMI do golpe na próxima semana
Gasolina e diesel também recuam em junho

Os combustíveis derivados do petróleo também apresentaram redução de preços ao longo do mês, porém em intensidade menor.

A gasolina comum registrou queda de 0,3%, encerrando junho com preço médio de R$ 6,727 por litro. A gasolina aditivada teve retração semelhante, chegando a R$ 6,866.

Entre os combustíveis destinados ao transporte de cargas, o diesel comum caiu 2%, sendo comercializado a R$ 6,988 por litro, enquanto o diesel S-10 recuou 1,4%, para R$ 7,111.

O único combustível que apresentou alta foi o GNV (Gás Natural Veicular), cujo preço médio aumentou 1,4%, atingindo R$ 4,654 por metro cúbico.

Diesel ainda lidera altas acumuladas em 2026

Apesar da sequência de quedas observada nos últimos dois meses, o acumulado de 2026 ainda revela forte pressão sobre os derivados de petróleo.

O diesel continua sendo o combustível com maior valorização no ano:

  • Diesel S-10: +15,1%
  • Diesel comum: +14,1%
  • Gasolina comum: +7,1%
  • Gasolina aditivada: +6,8%

Na contramão, o etanol é o único combustível que apresenta queda acumulada no primeiro semestre, com recuo de 4,7%.

Comparação com junho de 2025 mantém tendência

Na comparação anual, os combustíveis fósseis continuam mais caros.

Em relação a junho de 2025, os preços acumulam:

  • Diesel S-10: +16%
  • Diesel comum: +15%
  • Gasolina comum: +6,6%
  • Gasolina aditivada: +6,2%
Leia Também:  ANPII Bio Oferece Curso Online sobre Fixação Biológica de Nitrogênio para Agricultura Sustentável

Já o etanol registra queda de 0,9% em 12 meses, enquanto o GNV acumula redução de 3,4%.

Cenário internacional segue influenciando os combustíveis

Segundo Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe, o mercado iniciou um processo de estabilização, embora as pressões acumuladas ao longo do primeiro semestre ainda estejam presentes.

De acordo com o executivo, a principal mudança ocorreu justamente no etanol, cuja maior disponibilidade elevou sua competitividade frente à gasolina, enquanto os derivados do petróleo continuam sendo influenciados tanto pelo mercado internacional quanto pela dinâmica dos repasses internos.

O levantamento destaca que a queda dos preços do etanol foi favorecida pelo avanço da safra brasileira de cana-de-açúcar, enquanto o mercado internacional de petróleo apresentou um ambiente menos pressionado após a redução parcial dos riscos logísticos relacionados ao transporte marítimo pelo Estreito de Hormuz.

Demanda elevada limita quedas maiores

Apesar da melhora observada em junho, o estudo aponta que a demanda doméstica continua sustentando os preços dos combustíveis.

O bom nível de atividade econômica e o elevado volume de transporte rodoviário mantêm o consumo aquecido, reduzindo a velocidade dos repasses das quedas de custos ao consumidor final e limitando reduções mais expressivas nos preços praticados nos postos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA