AGRONEGÓCIO
Paraná exporta carne de frango para 150 países e lidera presença brasileira no mercado internacional
Publicado em
16 de março de 2026por
Da Redação
Paraná amplia presença global e exporta frango para 150 mercados
O Paraná consolidou em 2025 sua posição de destaque no comércio internacional de carne de frango ao alcançar 150 mercados compradores, o maior número entre os estados brasileiros exportadores do produto.
O desempenho coloca o estado à frente de importantes concorrentes no setor. No mesmo período:
- Santa Catarina exportou para 138 mercados
- Rio Grande do Sul atingiu 134 destinos
- São Paulo enviou o produto para 119 países
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social.
Exportações superam 2 milhões de toneladas em 2025
Além da ampla presença internacional, o Paraná também lidera o ranking nacional de exportações de carne de frango.
Em 2025, o estado enviou ao mercado externo 2,05 milhões de toneladas do produto, gerando US$ 3,53 bilhões em receita cambial.
O desempenho reforça a importância da cadeia avícola para a economia paranaense e para o agronegócio brasileiro.
Mercados compradores vão de grandes importadores a pequenas nações
A diversidade de destinos é uma das características marcantes das exportações paranaenses.
Entre os países que mais compraram carne de frango do estado estão grandes importadores, como:
- Emirados Árabes Unidos
- China
- México
- Japão
Esses mercados chegaram a adquirir mais de 100 mil toneladas do produto.
Ao mesmo tempo, o frango produzido no Paraná também alcançou mercados menores. Um exemplo é Palau, país da Oceania com cerca de 18 mil habitantes, que importou menos de uma tonelada, mas ainda assim integra a lista de destinos.
Ranking dos principais compradores da carne de frango paranaense
De acordo com o levantamento do Ipardes, os principais mercados de destino das exportações paranaenses foram:
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A presença em países tradicionais e em mercados mais distantes, como nações da África e da América Central, evidencia a capilaridade global da avicultura paranaense.
Produção halal amplia acesso ao mercado islâmico
Outro fator que fortalece as exportações do estado é a capacidade de produção de frango halal, sistema de abate que segue os preceitos religiosos islâmicos.
Essa certificação permite que a carne produzida no Paraná seja comercializada em diversos países do Oriente Médio e do Norte da África, regiões que representam mercados estratégicos para a avicultura brasileira.
Paraná lidera produção de frangos no Brasil
O estado também se destaca na produção nacional de carne de aves.
De acordo com o Ipardes, o Paraná responde por cerca de 34% do abate de frangos no Brasil, liderando com ampla vantagem sobre outros estados produtores.
Somente nos três primeiros trimestres de 2025, foram abatidas 1,7 bilhão de aves, estabelecendo um novo recorde para o período.
Avicultura reforça posição do Paraná no agronegócio global
Para Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social, os números refletem a competitividade da produção agropecuária do estado.
Segundo ele, o desempenho da avicultura contribui para consolidar a imagem do Paraná como um importante fornecedor global de alimentos.
“Há comida paranaense nos quatro cantos do mundo. A carne de frango, que figura entre os principais produtos exportados pelo Paraná, é uma amostra da nossa qualidade e competitividade”, afirma.
O alcance internacional das exportações reforça o papel do estado como um dos principais protagonistas do agronegócio brasileiro no mercado mundial de proteínas animais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de farelo de soja da Índia despencam e abrem espaço para Brasil ampliar vendas globais
Published
15 minutos agoon
19 de maio de 2026By
Da Redação
As exportações de farelo de soja da Índia devem registrar forte retração no ciclo 2025/26, atingindo o menor volume dos últimos quatro anos. A disparada dos preços internos, impulsionada pela quebra na produção de soja e pela demanda aquecida da indústria avícola local, reduziu drasticamente a competitividade do produto indiano no mercado internacional.
O movimento abre espaço para países da América do Sul, especialmente o Brasil e a Argentina, ampliarem sua participação nos mercados asiáticos, tradicionalmente abastecidos pela Índia.
Farelo de soja indiano perde competitividade global
Segundo representantes do setor exportador indiano, os preços do farelo de soja produzido no país ficaram muito acima das cotações praticadas pelos principais concorrentes globais.
Atualmente, o farelo de soja da Índia está sendo ofertado próximo de US$ 680 por tonelada FOB para embarques em junho, enquanto fornecedores sul-americanos trabalham com valores ao redor de US$ 430 por tonelada.
A diferença de preços praticamente inviabilizou novos contratos de exportação para os indianos.
De acordo com Manoj Agrawal, as esmagadoras locais já sentem forte redução nas consultas internacionais.
“Os preços indianos estão muito mais altos do que os preços globais. As usinas sequer estão recebendo novas consultas de exportação”, afirmou o executivo.
Exportações devem cair pela metade em 2025/26
A previsão do setor é de que a Índia exporte cerca de 900 mil toneladas de farelo de soja no atual ano comercial, que termina em setembro de 2026. No ciclo anterior, o país embarcou aproximadamente 2,02 milhões de toneladas.
A retração representa uma queda superior a 55% nos embarques e reforça a mudança no fluxo global do mercado de proteína vegetal.
Segundo Vinod Jain, os compradores asiáticos já migraram para origens mais competitivas da América do Sul.
“O fornecimento vindo dos países sul-americanos aumentou e está muito mais competitivo que o farelo indiano”, destacou.
Brasil e Argentina podem ganhar espaço no mercado asiático
Com a redução da presença indiana no comércio internacional, o Brasil tende a ampliar oportunidades de exportação de farelo de soja para países da Ásia e também da Europa.
A Índia tradicionalmente exporta farelo para mercados como Bangladesh, Nepal, Alemanha e Holanda, aproveitando o diferencial de produzir soja não geneticamente modificada. Entretanto, a forte alta dos preços anulou essa vantagem comercial.
O cenário favorece especialmente a indústria exportadora brasileira, que já opera com ampla oferta de soja e forte competitividade logística em diversos mercados internacionais.
Além do Brasil, a Argentina também deve ampliar participação nas vendas globais de farelo, especialmente diante da maior disponibilidade de produto sul-americano nesta temporada.
Quebra na safra indiana e demanda interna sustentam preços elevados
Os preços internos do farelo de soja na Índia acumulam alta expressiva desde o início da temporada. Na última terça-feira, o produto era negociado a 64.625 rúpias indianas por tonelada, equivalente a cerca de US$ 670, avanço de 47% em relação ao mês anterior e de 85% desde outubro.
A valorização acompanha a escalada dos preços da soja no mercado doméstico indiano.
Segundo Ashok Bhutada, o principal fator por trás da alta é a forte quebra produtiva causada pelo clima adverso.
Além disso, a demanda da indústria avícola da Índia continua aquecida, sustentando o consumo interno de farelo de soja e reduzindo a disponibilidade exportável.
“A oferta restrita mantém os preços da soja firmes e isso deve continuar sustentando os preços do farelo nos próximos meses”, avaliou Bhutada.
Mercado global monitora impacto sobre proteínas e rações
O movimento da Índia ocorre em um momento de forte atenção do mercado global sobre custos de alimentação animal e fluxos internacionais de proteínas vegetais.
A menor oferta exportável indiana tende a reforçar a relevância do farelo sul-americano para os importadores asiáticos, especialmente em um cenário de demanda consistente por carnes e ração animal.
Para o agronegócio brasileiro, o cenário pode representar novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, principalmente para o complexo soja, que segue entre os principais motores das exportações nacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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