AGRONEGÓCIO

Paraná alcança VBP recorde de R$ 212,6 bilhões em 2025 com avanço da soja e do milho

Publicado em

O agronegócio do estado do Paraná encerrou 2025 com novo recorde no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que atingiu R$ 212,6 bilhões, segundo análise preliminar da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB). O resultado representa alta nominal de 13% em relação a 2024 e crescimento real de 9%, já descontada a inflação do período.

VBP reflete recuperação das principais cadeias produtivas

Os dados são consolidados ao longo do ano por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), com base em pesquisas de preços e no acompanhamento das lavouras em todo o estado. O VBP considera cerca de 350 itens da produção agropecuária, abrangendo grãos, proteínas animais, frutas, flores e produtos florestais.

O desempenho de 2025 foi impulsionado pela recuperação das principais culturas de verão e inverno, com destaque para soja, milho e trigo, que registraram aumento de produtividade. Apenas o feijão de segunda safra apresentou retração.

Soja lidera e milho tem forte expansão na produção

A soja manteve a liderança do VBP estadual, com R$ 42,3 bilhões gerados e produção de 21,4 milhões de toneladas, alta de 14% frente ao ciclo anterior. O crescimento real foi de 10%, sustentado principalmente pelo avanço da produtividade.

Leia Também:  Maior fecularia do Brasil abre vagas de trabalho em todo o país

O milho também apresentou forte desempenho. Somadas as duas safras, o estado produziu 21 milhões de toneladas, crescimento de 34% em relação ao ciclo anterior. O VBP do cereal atingiu R$ 19,1 bilhões, com avanço real de 30%, impulsionado sobretudo pelo aumento da oferta.

Avicultura segue como pilar da pecuária paranaense

Na pecuária, a avicultura manteve protagonismo, com o frango de corte permanecendo como a segunda atividade mais relevante do VBP estadual, representando cerca de 17% do total e movimentando R$ 35,5 bilhões, com crescimento real de 8%.

O segmento de recria para engorda também registrou forte expansão, com cerca de 2,4 bilhões de pintinhos comercializados e VBP de R$ 7,1 bilhões, avanço real de 37%.

Na bovinocultura, a produção de leite ultrapassou 4,7 bilhões de litros, crescimento de 3% no ano, com valorização do preço médio pago ao produtor. Já a bovinocultura de corte alcançou VBP de R$ 8,7 bilhões, alta real de 21%, sustentada pela valorização dos animais comercializados.

Leia Também:  Área de cevada no Rio Grande do Sul deve encolher mais de 30% em 2026 com temor do El Niño
Cana-de-açúcar entra no ranking das principais atividades

A cana-de-açúcar passou a integrar o grupo das dez principais atividades do VBP paranaense em 2025, ocupando a décima posição. O setor movimentou R$ 4,8 bilhões, com crescimento real de 4%, produção de 36,7 milhões de toneladas e aumento no preço médio pago ao produtor.

Setor florestal mantém participação relevante

O segmento florestal respondeu por cerca de 5% do VBP estadual, somando R$ 9,7 bilhões. Apesar da relevância econômica, houve retração de 1% em termos nominais e queda de 5% em termos reais.

Revisão técnica dos dados

Após a divulgação preliminar no Diário Oficial, municípios e técnicos poderão analisar os números e encaminhar recursos caso identifiquem necessidade de revisão das informações, conforme o procedimento técnico adotado pelo governo estadual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

Published

on

A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

Leia Também:  FPA atua contra invasões de terras e trabalha pela derrubada de vetos presidenciais

A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

Leia Também:  Mercado Suinícola: Preços Estáveis e Oferta Equilibrada de Animais

Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA