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FPA atua contra invasões de terras e trabalha pela derrubada de vetos presidenciais

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está mobilizando esforços para combater as invasões de terras e derrubar vetos presidenciais que prejudicam o setor. Em reunião nesta terça-feira (23), a FPA discutiu estratégias para aprovar projetos de lei do Pacote Anti-Invasão na Câmara dos Deputados. O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (PP-PR), alertou sobre o aumento das invasões em propriedades rurais, o que pode impactar investimentos e a economia nacional.

“Insegurança jurídica no campo faz com que a gente perca investimentos, empregos e, consequentemente, crescimento do PIB. O setor agropecuário responde por um terço da economia brasileira, mais de 30% dos empregos, e sustentou o PIB durante toda a pandemia. Mesmo enfrentando desafios, devemos continuar desempenhando esse papel”, afirmou Lupion.

O Pacote Anti-Invasão é visto como uma ferramenta para combater esses crimes. O deputado destacou que a Frente Parlamentar da Invasão Zero está atuando para coibir invasões, com coordenadores regionais trabalhando em conjunto com as federações brasileiras. O deputado Zucco (PL-RS) explicou que a frente atuará nos 27 estados da federação, promovendo audiências públicas e conversando com governadores para compartilhar as melhores práticas.

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Sobre o Projeto de Lei 709/2023, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), que teve seu requerimento de urgência aprovado na Câmara, Zucco esclareceu que a proposta visa enfraquecer os movimentos de invasão. “Todo invasor identificado será impedido de ocupar cargos públicos, participar do Programa da Reforma Agrária ou receber auxílios sociais como o Bolsa Família”, explicou ele.

Além disso, a FPA discute a derrubada de vetos presidenciais na próxima Sessão do Congresso Nacional. Lupion ressaltou a importância de derrubar todos os vetos que afetam projetos importantes para o setor agropecuário e mencionou a instabilidade gerada por acordos quebrados. A FPA também recebeu um manifesto do setor produtivo pedindo a derrubada dos vetos ao projeto de modernização de pesticidas, que tramitou por mais de 20 anos no Congresso e teve partes vetadas pelo presidente da República.

A reunião também marcou o lançamento do livro “A Face Oculta do MST”, de Pedro Pôncio, que compartilha relatos de alguém que já esteve envolvido no movimento, mas decidiu se desvincular. Segundo o deputado Evair de Melo (PP-ES), o livro oferece uma visão interna do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), destacando o que Pôncio vivenciou enquanto era parte do movimento.

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Por fim, Lupion comentou sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em relação ao Marco Temporal, que busca garantir a validade constitucional desse conceito. O ministro suspendeu todas as ações que contestavam essa validade, reforçando a legislação existente. “Achei uma sinalização positiva, porque reconhece a validade do trabalho que fizemos e do que foi aprovado no Congresso Nacional”, afirmou Lupion, ao comentar a decisão do STF.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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