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Mercado Suinícola: Preços Estáveis e Oferta Equilibrada de Animais

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Nesta semana, o mercado suinícola brasileiro apresentou estabilidade nos preços, tanto para o quilo vivo quanto para os principais cortes de carne suína no atacado. Segundo Allan Maia, analista da Safras & Mercado, a oferta de animais está equilibrada, embora os produtores não tenham conseguido elevar os preços. Os frigoríficos permanecem cautelosos, avaliando o panorama da carne suína no atacado, onde o escoamento está fluindo bem, mas as cotações permanecem inalteradas.

Maia ressalta que as expectativas de consumo na ponta final são otimistas, impulsionadas pela boa capitalização das famílias na quinzena. Ademais, o aumento significativo nos preços dos cortes bovinos, que são concorrentes diretos, pode levar uma parte da população a optar por alternativas mais acessíveis, como frango e cortes suínos.

Análise de Preços

De acordo com o levantamento realizado pela Safras & Mercado, a média de preços do quilo do suíno vivo no país registrou uma leve alta de 0,19%, encerrando em R$ 7,79. Os preços médios dos cortes de pernil no atacado se mantiveram em R$ 13,35, enquanto a média da carcaça ficou em R$ 12,87.

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Na análise semanal, o preço da arroba suína em São Paulo permaneceu em R$ 168,00. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração foi mantido em R$ 6,20, enquanto no interior do estado, o preço subiu para R$ 8,15. Em Santa Catarina, o quilo na integração se estabilizou em R$ 6,25, enquanto no interior catarinense chegou a R$ 8,35.

No Paraná, o preço do quilo vivo no mercado livre continuou em R$ 8,40, e na integração, subiu de R$ 5,90 para R$ 6,25. Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a cotação se manteve em R$ 7,80, enquanto na integração ficou em R$ 6,20. Em Goiânia, os preços chegaram a R$ 8,60. No interior de Minas Gerais, os preços estabilizaram em R$ 9,00, enquanto no mercado independente, houve uma leve queda de R$ 9,20 para R$ 9,10. Por fim, em Rondonópolis, Mato Grosso, o quilo vivo permaneceu em R$ 7,90, enquanto na integração do estado se manteve em R$ 6,25.

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Exportações

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil totalizaram US$ 56,747 milhões em outubro, considerando quatro dias úteis, com uma média diária de US$ 14,186 milhões. A quantidade total exportada no período alcançou 22,389 mil toneladas, resultando em uma média diária de 5,597 mil toneladas, enquanto o preço médio se situou em US$ 2.534,50.

Em comparação a outubro de 2023, os dados mostram um aumento de 57,8% no valor médio diário, um crescimento de 42,4% na quantidade média diária e uma elevação de 10,8% no preço médio. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

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Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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