AGRONEGÓCIO

Pacientes são remanejados após vazamento no Pronto-Socorro causado vandalismo

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Pacientes do Pronto-Socorro de Cuiabá precisaram ser remanejados após um vazamento provocado por atos de vandalismo identificados na manhã desta quarta-feira (8). Um boletim de ocorrência foi registrado pela diretoria da unidade e o caso será investigado pela Polícia Civil. A Prefeitura também determinou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), caso seja constatada a participação de servidores públicos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, os danos foram identificados em encanamentos e ralos novos, recém-colocados no Centro Médico Infantil (CMI) e na estrutura do pronto-socorro. Os problemas hidráulicos, provocados de forma intencional, comprometeram parte do sistema que atende também o antigo Pronto-Socorro, o que levou à necessidade de reagendamento de cirurgias e remanejamento de pacientes.

No total, 14 pacientes da enfermaria 3 precisaram ser transferidos para leitos de reserva cirúrgica, resultando na suspensão temporária de internações para cirurgias eletivas. Outro vazamento na enfermaria 2 obrigou a transferência de 13 pacientes para a enfermaria 3, que foi rapidamente recuperada para manter os atendimentos.

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A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, classificou o episódio como grave e lamentável. “Vamos identificar quem danificou os encanamentos. Essa ação é vista com muita preocupação, porque impactou diretamente os pacientes e interrompeu até cirurgias. Não compactuamos com qualquer atitude que coloque em risco a saúde pública”, afirmou.

O prefeito Abilio Brunini também se manifestou sobre o caso, garantindo que todas as medidas legais serão tomadas. “Estamos tratando esse episódio com total seriedade. A Prefeitura não vai tolerar sabotagem ou vandalismo dentro de unidades de saúde. Vamos identificar os responsáveis e responsabilizá-los conforme a lei”, destacou.

A gestão municipal reforçou que, apesar do ocorrido, as equipes trabalham para garantir a normalização dos atendimentos e a entrega do novo CMI dentro do prazo, assegurando qualidade e segurança à população cuiabana.

#PraCegoVer

A foto mostra um profissional realizando reparos na estrutura elétrica no teto de uma sala. Ele utiliza equipamento para recorte no forro de gesso.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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