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Conab Dobra Investimentos em Armazenagem para Reforçar Segurança Alimentar no Brasil

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Com a retomada das políticas de abastecimento e segurança alimentar no Brasil, o orçamento destinado à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para investimentos, recuperação e manutenção de sua rede de armazéns dobrou de 2022 para 2024, saltando de R$ 7,4 milhões para R$ 14,8 milhões. A informação foi divulgada pela própria estatal, que destacou a importância desses recursos para a implementação de políticas estratégicas de estocagem e distribuição de alimentos.

“Recentemente, aprovamos o Plano Nacional de Abastecimento Alimentar, e nossos armazéns são essenciais para várias políticas, como os estoques reguladores, o Programa de Venda em Balcão (milho), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o armazenamento de cestas de alimentos destinadas a populações vulneráveis”, afirmou Arnoldo de Campos, diretor de Operações e Abastecimento da Conab.

Nos últimos dois anos, os investimentos em armazenagem somaram R$ 26,8 milhões, levando em consideração os recursos empenhados e os previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA). Só no ano passado, R$ 12 milhões foram destinados à manutenção das unidades armazenadoras da Companhia. “Passamos anos sem investir adequadamente em nossos armazéns. Agora, precisamos modernizar a gestão da nossa rede e recuperá-la para enfrentar os desafios da nova política de abastecimento estabelecida pelo Governo Federal”, ressaltou Campos.

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Com o objetivo de fortalecer a rede de armazenagem e aprimorar sua gestão, a Conab reúne em Brasília, entre os dias 22 e 24 de outubro, os gerentes das 64 Unidades Armazenadoras (UAs) para discutir as operações em andamento, promover a troca de experiências e buscar soluções que melhorem a integração e o desempenho das unidades.

Em 2023, por meio de sua rede de armazéns, a Conab comercializou cerca de 57,3 mil toneladas de milho a pequenos produtores, por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB). Além disso, as unidades de armazenamento da estatal foram responsáveis por guardar e conservar aproximadamente 198,2 mil cestas de alimentos, destinadas a famílias em situação de insegurança alimentar. Ao todo, 4,33 milhões de quilos de alimentos beneficiaram cerca de 83,6 mil famílias no último ano.

Além de suas atividades relacionadas ao abastecimento, a Conab também oferece apoio a políticas e ações sociais de outras instituições, concedendo abonos tarifários a órgãos públicos. “Esse apoio viabiliza a distribuição de alimentos, sementes, equipamentos e ferramentas para a agricultura familiar em vários estados, além de oferecer suporte logístico a diversas iniciativas públicas no setor agropecuário”, explicou Stelito dos Reis Neto, superintendente de Armazenagem da Companhia. Ao todo, foram concedidos 12 pedidos de abonos tarifários pela estatal.

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Atualmente, a rede de armazéns da Conab estoca grãos como milho, trigo e soja, além de outros produtos como leite em pó, feijão e cestas de alimentos destinados a populações em situação de insegurança alimentar ou afetadas por desastres climáticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

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A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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