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Ovo é bom e faz bem!

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Mas sempre fica aquela dúvida na hora da escolha: o ovo vermelho é mais nutritivo que o ovo branco? O ovo vermelho é de galinha caipira e o ovo branco é de galinha de granja? – A qualidade nutricional de ambos os ovos é igual, independente da cor de sua casca! A cor dos ovos varia de acordo com a genética da ave. Por exemplo, galinhas Leghorn põem ovos brancos, Orpington põem ovos marrons, Ameraucana produzem azuis e Olive Egger põe ovos verde-oliva.

Dica interessante: todos os ovos começam brancos e mudam de cor à medida que se desenvolvem. Você sabia que existem outras cores de ovos além do branco e do vermelho? Existem ovos creme, rosa, azul, verde…

Um estudo publicado em 2021 analisou os efeitos da combinação de dois aditivos (CLOSTAT, um probiótico e KemTRACE Cromo, um micro mineral orgânico) na qualidade dos ovos de poedeiras . Os resultados foram promissores, demonstrando melhorias na qualidade da casca dos ovos. Houve um aumento no peso específico, na espessura e na força da casca.

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“A demanda dos consumidores levou a adaptações nos sistemas produtivos, incluindo a redução do uso de antibióticos. O CLOSTAT® é reconhecido mundialmente como um probiótico benéfico na avicultura. É estável, resistente a altas temperaturas e compatível com premixes e rações. Além de equilibrar a microbiota intestinal e melhorar o desempenho das aves, o CLOSTAT contribui para a redução do uso de antibióticos na produção. A saúde intestinal é essencial para um maior desempenho animal”, explicou Gisele Neri, da Kemin.

Além disso, muitos aditivos também apresentam benefícios para as aves em si. Os níveis de colesterol e glicose no sangue das aves suplementadas com o KemTRACE Cromo foram reduzidos significativamente. Esses resultados indicam que os aditivos podem contribuir para a produção de ovos ainda mais saudáveis e nutritivos.

O KemTRACE™ Cromo, um mineral orgânico à base de propionato de cromo, tem eficácia e segurança comprovadas. “Ele tem a capacidade de reduzir os efeitos negativos do estresse, convertendo a energia em melhor eficiência alimentar e produção. A qualidade desse produto, que é aprovado pelo FDA (Federal Drug Administration), órgão governamental dos EUA que faz o controle dos alimentos, permite benefícios econômicos, com segurança”, contou Neri.

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Essas descobertas são muito relevantes, já que o consumo de ovos continua crescendo no Brasil. Em média, cada brasileiro consumiu cerca de 255 ovos em 2021, ultrapassando a média mundial em aproximadamente 25 unidades. Isso demonstra que os ovos são amplamente apreciados e consumidos no país.

O ovo oferece muitos benefícios para a saúde, já que é rico em proteínas; cálcio; zinco; fósforo; ferro; vitaminas A, D, E e do complexo B (B1, B2, B3, B6 e B12); aminoácidos; biotina; potássio; selênio.

Fonte: Kemin Industries

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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