AGRONEGÓCIO

Conab Estabelece Novos Parâmetros para Contratos de Opção de Venda de Arroz, Incluindo Agricultura Familiar

Publicado em

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou novos parâmetros para a operacionalização dos Contratos de Opção de Venda Público (COV) de arroz, conforme estabelecido pela Portaria Interministerial MAPA/MDA/MF nº 20, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (21). A principal inovação trazida pela portaria é a inclusão de condições especiais para agricultores familiares. A partir de agora, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), poderá autorizar a Conab a realizar operações de COV Público com condições exclusivas para pequenos produtores e suas cooperativas, oferecendo-lhes acesso facilitado e condições mais vantajosas de comercialização do arroz.

Essa ação integra um esforço contínuo do governo federal para fortalecer a agricultura familiar no Brasil, promovendo maior participação do setor no mercado e garantindo a segurança alimentar do país. A medida atualiza a Portaria Interministerial nº 19, de 14/10/24, que já havia regulamentado o lançamento do COV Público para o arroz longo fino em casca, Tipos 1 e 2, da safra 2024-2025.

Leia Também:  Acomodação no mercado: Queda de quase 8% nas cotações do arroz no Rio Grande do Sul

O Contrato de Opção de Venda é uma modalidade de seguro de preços que confere ao produtor rural ou sua cooperativa o direito, mas não a obrigação, de vender seu produto para o governo em uma data futura, por um preço previamente acordado. Essa ferramenta visa incentivar a produção do arroz, um item essencial da cesta básica brasileira, ao mesmo tempo em que oferece suporte financeiro aos agricultores. Espera-se que essa medida também estimule a produção em regiões com grande potencial agrícola, como o Centro-Oeste, além de utilizar novas tecnologias para o cultivo do grão.

Além disso, a Conab garantirá maior transparência nas transações, com a divulgação, até o 45º dia após o pagamento do produto, das quantidades efetivamente vendidas, valores recebidos e datas de pagamento. A Conab também fornecerá informações detalhadas sobre as cooperativas participantes, incluindo CPF/CNPJ, quantidade vendida, e o município e estado de produção.

Com essa mudança, o governo busca criar um mercado mais inclusivo, permitindo que pequenos produtores e cooperativas tenham uma participação significativa na comercialização do arroz da safra 2024-2025, ao mesmo tempo em que fortalece a estabilidade do mercado interno e contribui para a segurança alimentar do país.

Leia Também:  Polícia Civil prende integrantes de facção e fecha ponto de venda de drogas em Nova Mutum

A portaria foi assinada pelos ministros Carlos Fávaro (MAPA), Luiz Paulo Teixeira (MDA) e Fernando Haddad (MF) e está disponível para consulta pública.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

Published

on

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

Leia Também:  Mercado de café permanece volátil, indica analista da StoneX, Fernando Maximiliano

A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

Leia Também:  Micotoxinas em grãos e rações: riscos, impactos e soluções para a segurança alimentar

Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA