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Acomodação no mercado: Queda de quase 8% nas cotações do arroz no Rio Grande do Sul

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A trajetória de acomodação nas cotações do arroz, iniciada na segunda quinzena de janeiro de 2024, já impactou negativamente os preços no Rio Grande do Sul, principal referencial nacional. A média da saca do grão em casca de 50 quilos, com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (08) cotada a R$ 119,10, refletindo uma queda de 7,88% em relação ao mesmo período de janeiro, quando atingia R$ 129,20. No entanto, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o cereal ainda acumula alta de 35,2%.

O analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, destaca que a combinação de preços em forte alta nos principais fornecedores globais e a queda na produção doméstica levaram os preços a níveis recordes. Com a proximidade da intensificação da colheita nacional entre março e abril, que representa mais de 90% da safra gaúcha, a expectativa é que ocorra uma acomodação no mercado, pressionando os preços até atingir a paridade de importação.

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No cenário internacional, o relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima a produção mundial de arroz beneficiado em 513,74 milhões de toneladas para 2023/24, um leve aumento em relação ao mês anterior. As exportações, o consumo e os estoques finais mundiais também foram projetados, influenciando a dinâmica do mercado global de arroz. A Índia, Tailândia, Vietnã, Brasil, Indonésia e China destacam-se como principais produtores e influenciadores do mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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