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Demanda e controle de oferta impulsionam cotações do mercado brasileiro de feijão

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Durante a semana, observou-se um cenário de controle de oferta no mercado brasileiro de feijão carioca, acompanhado por um aumento notável na presença de compradores e uma relativa estabilidade nos preços negociados na Bolsa. Cerca de 20 mil sacas foram disponibilizadas para venda, com aproximadamente 11 mil delas sendo efetivamente negociadas.

Variações nos Preços e Demanda

No início da semana, os destaques recaíram sobre os padrões de feijão nota 9, especialmente das cultivares Estilo e Sabiá, alcançando até R$ 300,00 por saca. A ausência de feijões de padrão mais elevado, como o nota 9,5 da cultivar Dama, levou os compradores a optarem por produtos de qualidade próxima, como o feijão extra (nota 9) da cultivar Estilo.

Análise do Mercado

Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, ao longo dos dias, a demanda diminuiu, com destaque para um lote de feijão nota 9 da cultivar Agronorte, embora não tenha sido negociado, com pedidas em torno de R$ 310,00 por saca. Apesar disso, o mercado permaneceu estável, com a demanda concentrada em lotes de qualidade superior.

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Feijão Preto

No segmento do feijão preto, o ritmo foi mais lento, com um volume moderado de amostras na Bolsa. Nas regiões produtoras, a oferta aumentou enquanto o interesse de compra diminuiu, resultando em um viés de queda nos preços. A projeção para a segunda safra de feijão preto 2023/24 indica um notável crescimento na produção, impulsionado por diversos fatores, incluindo preços atrativos e margens mais favoráveis em comparação com o feijão carioca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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