AGRONEGÓCIO

Operação de limpeza retira 20 toneladas de lixo no bairro Santa Amália

Publicado em

Com o intuito de atender todas as regiões e bairros de Cuiabá, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), realizou neste final de semana uma ampla operação de limpeza e manutenção urbana. O bairro Santa Amália foi o ponto de partida desta ação, que integra o cronograma estratégico de zeladoria na capital.

A iniciativa contou com o apoio da concessionária Energisa, que realizou serviços na subestação localizada no bairro. Durante os dias de trabalho, 20 toneladas de resíduos foram removidas, garantindo mais organização e limpeza para a comunidade local.

O mutirão englobou serviços de varrição, capinagem, poda, roçagem em calçadas e canteiros, pintura de meio-fio e manutenção do sistema de iluminação pública. Também foram eliminados bolsões de lixo e retirados materiais que acumulam água parada, como pneus, plásticos e latas, contribuindo para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

O diretor-geral da Limpurb, Reginaldo Teixeira, destacou a importância da ação para a saúde pública e o bem-estar da população. “Nosso objetivo é proporcionar uma cidade mais limpa e segura para todos. Além de melhorar o aspecto urbanístico dos bairros, esses serviços são fundamentais para o combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Estamos intensificando os trabalhos e não vamos medir esforços para atender toda a capital”, afirmou.

Leia Também:  Saúde de Cuiabá avança com atendimento noturno em 28 USFs e cobertura em toda a capital

Além do bairro Santa Amália, os serviços também beneficiaram o Residencial Santa Inês, a Avenida Dante de Oliveira (Trabalhadores), Avenida Fernando Corrêa da Costa, Jardim Passaredo e Jardim Petrópolis.

As equipes começaram os trabalhos às 7h e seguiram até as 17h, percorrendo as avenidas e atendendo praças e parques localizados nos bairros. O mutirão contou ainda com o apoio do caminhão cata-treco, que garantiu o recolhimento e a destinação correta dos resíduos descartados pela população e da vegetação removida.

A ação faz parte das diretrizes da gestão do prefeito Abilio Brunini, que prioriza a manutenção urbana e o atendimento integral às comunidades, promovendo uma Cuiabá mais organizada e limpa para todos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

Published

on

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

Leia Também:  Prefeitura apresenta projeto da Casa do Autista a especialistas em reunião institucional no Fórum

A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

Leia Também:  Embrapa pode influenciar padrões de produção globais com diplomacia científica e inovação

Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA