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Óleo de soja dispara com metas de biocombustíveis dos EUA e óleo de palma reage a tensões geopolíticas

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Óleo de soja registra forte alta após divulgação de metas dos EUA

Impulsionado pela divulgação das metas oficiais de combustíveis renováveis para 2026 e 2027 nos Estados Unidos, o preço do óleo de soja disparou na última semana, conforme dados da StoneX. O contrato com vencimento em julho de 2025 fechou cotado a 50,6 centavos de dólar por libra-peso (US¢/lb), representando uma alta semanal de 6,5%.

Após dias de preços estáveis, o mercado reagiu de forma vigorosa na sexta-feira — dia da publicação do documento — com avanço de 6,3% no pregão. Na segunda-feira seguinte, o óleo de soja voltou a subir, atingindo cerca de 54,45 US¢/lb no final da manhã, o maior patamar para o primeiro vencimento desde outubro de 2023, com ganho adicional superior a 7%.

Demanda por biodiesel reforça otimismo no mercado

A alta foi sustentada pela perspectiva de crescimento na demanda por biocombustíveis, já que o óleo de soja é a principal matéria-prima para a produção de biodiesel nos EUA. O anúncio renovou o otimismo dos investidores, atraindo compradores e impulsionando os preços na Bolsa de Chicago (CBOT), mesmo após um período de estabilidade nos valores.

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Óleo de palma reage positivamente em meio a cenário geopolítico

No mesmo período, o óleo de palma, que vinha sofrendo pressão devido à confirmação de estoques elevados e à produção crescente na Malásia, também apresentou reação positiva na sexta-feira. A escalada do conflito entre Israel e Irã impulsionou o preço do petróleo, ajudando a sustentar os valores da palma, que encerrou a semana com leve recuo de 0,2%, cotado a USD 925,5 por tonelada para o contrato de agosto de 2025.

Alta contínua do óleo de palma com maior volatilidade

Ainda refletindo a valorização do óleo de soja na CBOT, o óleo de palma manteve a tendência de alta na segunda-feira, com avanço expressivo de 4,6% durante o pregão noturno. Esse movimento reforça o cenário de maior volatilidade nos mercados de óleos vegetais, diretamente influenciados por fatores geopolíticos e pelas políticas energéticas adotadas pelos Estados Unidos.

A dinâmica dos preços do óleo de soja e do óleo de palma evidencia a forte interligação entre decisões regulatórias internacionais, tensões geopolíticas e o comportamento dos mercados globais de commodities.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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