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Exportações de peixes de cultivo atingem US$ 8,7 milhões e crescem 48% no primeiro trimestre de 2024

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O setor de piscicultura do Brasil começou 2024 com resultados promissores nas exportações de peixes de cultivo. No primeiro trimestre, os embarques internacionais tiveram um aumento significativo, tanto em valor quanto em volume, em relação ao mesmo período de 2023. De janeiro a março deste ano, a balança comercial do setor registrou um crescimento expressivo de 20% em toneladas embarcadas, chegando a 2.085 toneladas, e uma receita 48% maior, alcançando US$ 8,7 milhões.

“Viemos de um ano com bom crescimento nas exportações e iniciamos 2024 com resultados ainda melhores, com um aumento de quase 50% em receita nos três primeiros meses. Esse cenário mostra um setor em franca expansão. Em dez anos, passamos de 638 mil toneladas por ano para 887 mil toneladas em 2023. Embora as exportações ainda representem uma parcela pequena, o potencial é enorme”, afirmou Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

O Informativo do Comércio Exterior da Piscicultura, produzido pela Embrapa Pesca e Aquicultura em parceria com a Peixe BR, revelou que as 2 mil toneladas exportadas no primeiro trimestre deste ano são o maior volume registrado para o período desde 2020. A tilápia, como era esperado, lidera as exportações, representando 95% do total. O filé fresco ou refrigerado responde por 65% do valor, gerando US$ 5,6 milhões.

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Além da tilápia, que teve um aumento de 50% nas exportações em relação ao mesmo período do ano passado, outras espécies como o tambaqui e o bijupirá também foram exportadas. Os Estados Unidos permanecem como o principal destino dos peixes de cultivo brasileiros, absorvendo 89% das exportações e gerando US$ 7,7 milhões em receita. China, Japão, Colômbia e Canadá seguem como mercados importantes.

Entre os estados brasileiros, o Paraná mantém a liderança nas exportações de tilápia, sendo responsável por 81% do total, o equivalente a US$ 6,7 milhões. São Paulo e Bahia ocupam a segunda e terceira posição, com 12% e 4%, respectivamente.

Os números mostram um setor de piscicultura em crescimento e evidenciam o potencial do Brasil para se destacar no mercado global de peixes de cultivo. O aumento nas exportações reflete um esforço conjunto de produtores, associações e órgãos de pesquisa para promover a piscicultura brasileira no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota da China se aproxima do limite e pressiona preço do boi gordo no Brasil; mercado reage com recuo nas praças e ajustes no abate

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O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão nas cotações da arroba ao longo da última semana no Brasil, mesmo com a oferta ainda ajustada e dificuldade na composição das escalas de abate pelos frigoríficos. O movimento é influenciado principalmente pela expectativa de esgotamento antecipado da cota de importação da China, principal destino da carne bovina brasileira.

Segundo analistas de mercado, o cenário adiciona incertezas ao fluxo de exportações no curto prazo e leva a indústria a revisar sua estratégia de abate e compra de gado no país.

Possível esgotamento da cota chinesa aumenta pressão sobre frigoríficos

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos já operam testando preços mais baixos diante da aproximação do preenchimento da cota anual da China, estimada em 1,106 milhão de toneladas.

A expectativa é de que esse limite seja atingido entre junho e julho, o que pode gerar uma redução temporária da demanda chinesa pela carne bovina brasileira, afetando diretamente a formação de preços no mercado interno.

“Essa cota está para ser preenchida entre os meses de junho e julho, o que deve fazer com que o Brasil passe a contar com uma ausência parcial e temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira”, explica Iglesias.

Com isso, a indústria tende a ajustar o ritmo de abates, reduzindo turnos e elevando a ociosidade das plantas frigoríficas, em um movimento de adequação à nova dinâmica de demanda.

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Arroba do boi recua nas principais praças brasileiras

Mesmo com oferta limitada de animais, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram queda em importantes regiões produtoras do país. Confira os preços registrados no dia 18 de junho na modalidade a prazo:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00/@ (-1,41%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00/@ (-4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325,00/@ (-1,52%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@ (-2,82%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@ (-2,78%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ (-2,90%)

O movimento reflete a tentativa dos frigoríficos de recompor margens em um cenário de maior incerteza no fluxo exportador.

Atacado do boi tem estabilidade, mas demanda segue sob atenção

No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,70/kg e o traseiro a R$ 27,00/kg, sem variações em relação ao período anterior.

Apesar da estabilidade, analistas apontam expectativa de recuperação pontual nos próximos dias, impulsionada por fatores sazonais de consumo. Ainda assim, a menor competitividade frente à carne de frango segue como limitador para altas mais consistentes.

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Exportações brasileiras seguem em forte crescimento em junho

Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações de carne bovina do Brasil seguem em ritmo forte em junho.

Até o momento (9 dias úteis), o país exportou:

  • US$ 850,786 milhões em receita
  • 129,685 mil toneladas embarcadas
  • Preço médio de US$ 6.560,40 por tonelada

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 44,0% na receita média diária
  • Crescimento de 19,6% no volume exportado
  • Aumento de 20,4% no preço médio

Os dados reforçam a força do Brasil no comércio global de proteína bovina, mesmo em um ambiente de maior volatilidade no mercado físico interno.

Mercado do boi entra em fase de ajuste com atenção ao cenário externo

O mercado brasileiro do boi gordo encerra a semana sob influência direta do cenário internacional, especialmente das relações comerciais com a China. A possível mudança temporária no fluxo de exportações, somada aos ajustes da indústria frigorífica, tende a manter a volatilidade nas cotações no curto prazo, enquanto o desempenho das exportações segue sendo fator de sustentação para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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