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Oferta elevada pressiona preços do café, apesar de ganhos moderados nas bolsas internacionais

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Os preços do café apresentaram leve alta nas bolsas internacionais na manhã desta segunda-feira (9), com o mercado ainda influenciado por fatores ligados à oferta global e ao clima.

Oferta do grão robusta melhora e impulsiona estoques

Segundo informações da agência Bloomberg, a perspectiva de fornecimento global está mais positiva, especialmente para o café robusta. As exportações do Vietnã cresceram 11% em abril, enquanto os embarques de Uganda também aumentaram nesta temporada, favorecendo os estoques monitorados pelas bolsas internacionais.

Fundamentos do mercado permanecem instáveis

De acordo com o Boletim do Escritório Carvalhaes, os fundamentos que sustentam o mercado de café seguem os mesmos: estoques baixos, clima irregular e um equilíbrio ainda frágil entre produção e consumo mundial. A chegada do inverno no hemisfério sul adiciona incertezas ao cenário.

O boletim também destaca que o ambiente político e econômico global segue instável, o que tem gerado oscilações fortes e rápidas nos mercados financeiros ao redor do mundo.

Café robusta pressiona preços, mas mercado esboça recuperação técnica

Segundo a Reuters, embora o aumento da oferta do robusta tenha pressionado os preços nos últimos dias, o mercado ficou tecnicamente sobrevendido, o que o torna suscetível a uma recuperação.

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Cotações do arábica e do robusta apresentam alta nesta manhã

Por volta das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros do café arábica apresentavam os seguintes valores:

  • Julho/25: alta de 115 pontos, cotado a 359,20 cents/lbp
  • Setembro/25: ganho de 125 pontos, negociado a 356,70 cents/lbp
  • Dezembro/25: avanço de 75 pontos, a 351,65 cents/lbp

No caso do café robusta, os contratos futuros registravam:

  • Julho/25: alta de US$ 50, a US$ 4.490 por tonelada
  • Setembro/25: aumento de US$ 43, cotado a US$ 4.382 por tonelada
  • Novembro/25: valorização de US$ 47, negociado a US$ 4.335 por tonelada
Clima instável segue impactando as lavouras brasileiras

A previsão da Climatempo indica grande amplitude térmica nos próximos dias, com madrugadas frias e tardes quentes no interior do Brasil. Um novo sistema deve provocar chuvas em áreas do Sudeste, desde São Paulo até o Espírito Santo, embora as pancadas devam ser pontuais. As oscilações de temperatura podem afetar as atividades no campo, mas não há previsão de frio extremo por enquanto.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo integrado pode reduzir perdas por geadas no trigo do Sul, alerta Vittia

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A adoção de manejo integrado nas lavouras de trigo do Sul do Brasil pode ser decisiva para reduzir perdas causadas por geadas e outros eventos climáticos típicos do inverno. A avaliação é da Vittia, que defende o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas como forma de fortalecer as plantas e ampliar sua capacidade de tolerar o estresse térmico.

Com a chegada do período mais frio do ano, produtores da região Sul enfrentam desafios recorrentes relacionados a baixas temperaturas, excesso de umidade e ocorrência de geadas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Produção de trigo projetada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo na safra 2026 deve atingir cerca de 6,38 milhões de toneladas. A área cultivada, por sua vez, tende a recuar para aproximadamente 2,14 milhões de hectares, o que reforça a necessidade de maior eficiência produtiva e redução de perdas no campo.

Nesse contexto, o manejo adequado da lavoura passa a ser um fator estratégico para proteger o investimento do produtor rural, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático.

Geada é um dos principais riscos da cultura do trigo

Segundo a Vittia, a geada está entre os principais fatores de risco para a cultura do trigo no Brasil, podendo impactar diferentes fases de desenvolvimento da planta.

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O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a Região Sul, Gustavo Rubim, destaca que o planejamento antecipado é essencial para reduzir os impactos das baixas temperaturas.

“Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirma.

Além do frio intenso, Rubim ressalta que o período de inverno também traz outros desafios, como excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais no campo.

Manejo integrado é fundamental para reduzir riscos climáticos

De acordo com a Vittia, a combinação de práticas de manejo é determinante para aumentar a resiliência das lavouras. Entre as principais estratégias estão:

Principais pilares do manejo integrado:

  • Manejo adequado do solo
  • Nutrição equilibrada das plantas
  • Controle fitossanitário eficiente
  • Uso de soluções biológicas
  • Monitoramento climático constante
  • Escolha correta da época de semeadura
  • Cultivares adaptadas à região

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de que fases críticas da cultura coincidam com períodos de maior incidência de geadas.

Impactos da geada variam conforme o estágio da cultura

A Vittia alerta que os danos provocados pelo frio intenso dependem diretamente do estágio fenológico do trigo no momento da ocorrência.

Fase vegetativa: danos geralmente limitados à queima de folhas e redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação

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Espigamento, florescimento e enchimento de grãos: riscos mais elevados, com possível esterilidade de espiguetas, falhas na formação dos grãos e redução da produtividade e qualidade

Nutrição foliar e bioestimulantes ajudam na recuperação das plantas

Entre as ferramentas recomendadas para mitigar os efeitos do estresse térmico estão fertilizantes foliares e bioestimulantes. Segundo a empresa, esses produtos atuam como suporte fisiológico, ajudando a manter as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar condições adversas.

Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o equilíbrio metabólico da planta. Já compostos como aminoácidos e extratos de algas auxiliam na recuperação após eventos de geada.

Além disso, os bioestimulantes estimulam mecanismos naturais de defesa, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo danos celulares causados pelo frio.

Estratégia deve ser preventiva e integrada, reforça Vittia

Para a Vittia, o uso dessas tecnologias deve estar inserido em uma estratégia de manejo mais ampla, com foco preventivo e planejamento antecipado.

“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, destacou Gustavo Rubim.

O cenário reforça a importância de tecnologias agrícolas e práticas integradas como ferramentas essenciais para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva no trigo cultivado na região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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