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O Valor do Agro para o Brasil: Desafios e Potencial de Crescimento Global

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O agronegócio brasileiro, especialmente o setor agrícola, tem sido injustamente subestimado quando se trata de seu papel na mitigação de desafios globais como as mudanças climáticas, a transição energética e a segurança alimentar. A crítica é de Maurilio Biagi, presidente do Conselho de Administração da Maubisa e membro do Cosag/Fiesp, que aponta a fragilidade da imagem do setor, especialmente no cenário internacional.

O Brasil, ao longo dos últimos anos, demonstrou, com dados concretos, como o agronegócio tem contribuído significativamente para a produção de alimentos e para a sustentabilidade ambiental. Desde a década de 1990, a área cultivada com grãos no país aumentou 111%, enquanto a produção de soja, milho e outros produtos cresceu 445%. Esse avanço foi possível sem a expansão da fronteira agrícola, com a utilização de tecnologias que permitiram a produção de duas safras por ano em várias regiões, poupando cerca de 115 milhões de hectares de novas áreas. O resultado desse esforço é uma produção mais eficiente e com menor impacto ambiental.

Além disso, o Brasil preserva 6,5 milhões de hectares de mata nativa e 10 milhões de hectares de florestas plantadas, utilizadas para a produção de papel, celulose e lenha. Contudo, a contabilidade global sobre descarbonização frequentemente ignora as captações de CO2 realizadas pelo setor agrícola brasileiro, focando apenas nas emissões. Biagi defende que o agronegócio brasileiro tem sido exemplo de sustentabilidade, destacando o fato de que 48% da matriz energética do país é renovável, muito acima da média global de 15%. Aproximadamente 25% dessa matriz vem diretamente da agricultura, um dado que reforça a importância do setor para a transição energética do Brasil.

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Entretanto, Biagi destaca que é necessário corrigir equívocos frequentes, como a confusão entre desmatamento legal e ilegal. A legislação ambiental brasileira, com destaque para o Código Florestal, é uma das mais rigorosas do mundo e foi fundamental para combater o desmatamento ilegal, mas ainda há avanços a serem feitos. O cadastro ambiental rural (CAR) e a regularização fundiária, especialmente em estados como São Paulo e Mato Grosso, precisam ser reforçados para coibir práticas ilegais e garantir a sustentabilidade do setor. O governo federal também tem um papel fundamental em fortalecer a fiscalização e promover a regularização de terras.

A dinâmica da produção agrícola também se reflete nos números das exportações. Enquanto em 2000 o agronegócio brasileiro exportou US$ 20 bilhões, em 2023 esse valor subiu para US$ 166 bilhões. Com um potencial de aumento de produção de 30% nos próximos dez anos, o Brasil possui as condições para consolidar-se ainda mais como líder global no fornecimento de alimentos. Contudo, o empresário ressalta que a estratégia de comunicação e diplomacia internacional do Brasil ainda precisa de ajustes. Para que o agronegócio continue a prosperar, é necessário um alinhamento entre o setor e o governo, que deve atuar como parceiro estratégico, não só nas políticas internas, mas também nas negociações externas.

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Biagi conclui que é essencial romper com a polarização política que tem prejudicado o setor. Valorizar o agronegócio é, na sua visão, valorizar o Brasil, pois é ele que garante a soberania alimentar, ambiental e energética do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura entrega cobertores e filtros a indígenas Warao em Cuiabá

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Com a chegada da frente fria em Cuiabá, a Prefeitura intensificou nesta terça-feira (19) o atendimento social às famílias indígenas venezuelanas da etnia Warao que vivem na comunidade Pequizeiro, na região do Nova Esperança. Durante a ação coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, foram entregues 98 cobertores e 25 filtros de barro para cerca de 25 famílias, totalizando aproximadamente 100 pessoas.

A iniciativa foi realizada após pedido da cacique Hernaida Ribeiro Estrela, líder da comunidade, que relatou a preocupação com crianças e idosos expostos às baixas temperaturas dos últimos dias. Segundo ela, a solicitação foi feita diretamente à equipe da assistência social diante da necessidade urgente de proteção contra o frio. “Vendo o frio intenso que faz aqui e olhando para as crianças que estavam sem cobertor, eu senti a dor delas e falei com o assistente social para que nos ajudasse com cobertores, para dar um abrigo tanto para as crianças quanto para os mais velhos”, afirmou a líder indígena. Ela também agradeceu o atendimento realizado pela Prefeitura de Cuiabá e destacou a continuidade do acompanhamento social prestado às famílias Warao.

Hernaida explicou que a comunidade é originária do estado de Delta Amacuro, na Venezuela, e chegou ao Brasil passando por Roraima até se estabelecer em Mato Grosso. Segundo ela, os indígenas vivem há nove anos no estado e há cerca de um ano estão instalados na comunidade Pequizeiro, após passarem por bairros como Tijucal, Coxipó e Nova Esperança.

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Além da entrega dos itens, a comunidade também apresentou outras demandas durante a visita. A principal delas foi o pedido de apoio para a realização periódica da coleta de lixo na região, devido ao acúmulo de resíduos nas proximidades das moradias. Em resposta, a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, informou que irá dialogar com a direção da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) para avaliar a possibilidade de instalação de um contêiner no local, medida que deve facilitar o descarte adequado dos resíduos e a posterior coleta do material.

A vice-cacique Malvília também apresentou uma demanda ligada aos costumes tradicionais da comunidade. Segundo ela, muitas famílias mantêm o hábito cultural de dormir em redes, prática preservada desde o período em que viviam na Venezuela. “Nós precisamos muito de redes para cada família, pois as crianças estão acostumadas a dormir em rede”, relatou. Diante da solicitação, a Secretaria Municipal de Assistência Social informou que irá avaliar alternativas e possíveis parcerias para atender a demanda apresentada pela comunidade.

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De acordo com a gerente do CRAS Getúlio Vargas, Andrielly Karine Ferreira da Silva Guidini, a ação foi organizada após comunicação feita pela secretária Hélida na noite de segunda-feira (18), diante da mudança brusca de temperatura registrada na capital. Ela explicou que as famílias já são acompanhadas pela rede socioassistencial do município desde 2021. “Todos estão inseridos no Cadastro Único, quase todas as famílias recebem o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de serem assistidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social de forma contínua, com entrega de cesta básica, caixas de leite e outros benefícios eventuais”, informou.

A secretária Hélida Vilela ressaltou que o atendimento à comunidade ocorre por meio do CRAS Getúlio Vargas, responsável pela região do Pequizeiro. Segundo ela, além das ações emergenciais, o município desenvolve outras iniciativas voltadas à inclusão social e ao fortalecimento da autonomia das famílias indígenas. “Nós temos outros projetos e ações para fortalecer a inclusão dessas famílias por meio da oferta de emprego e de outros serviços da nossa rede. Os indígenas Warao já foram cadastrados e estão incluídos no sorteio de casas cuiabanas”, afirmou a secretária.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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