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Novo Tomate Nivus Aumenta Produtividade e Qualidade nas Lavouras de Salada

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Uma nova variedade de tomate tem causado impacto no setor agrícola brasileiro, oferecendo aos produtores uma alternativa para otimizar a produtividade e superar desafios comuns nas lavouras. O tomate Nivus, cultivar híbrida da linha Topseed Premium, tem conquistado o mercado desde o seu lançamento durante a Hortitec em junho, destacando-se por sua alta produtividade, resistência a doenças e qualidade superior dos frutos.

Com uma arquitetura de planta compacta e internódios curtos, o Nivus facilita o manejo nas lavouras, permitindo uma maior densidade de plantio e proporcionando uma maior produtividade por área cultivada. Segundo o consultor técnico de vendas para a área Serrana do Rio de Janeiro, Alexandre Brantes, a principal vantagem do Nivus é sua capacidade de produzir mais frutos por metro quadrado. “O Nivus é um campeão em produtividade por área, graças às pencas próximas e ao excelente pegamento de frutos”, afirma Brantes.

Além de sua produtividade, o Nivus também se destaca pela qualidade dos frutos. Com um peso médio de 230 a 270 gramas, os tomates apresentam uma coloração vermelha intensa, são firmes e possuem sabor apreciado pelos consumidores. O consultor Fábio Leite, atuante no Paraná, ressalta também a excelente capacidade de transporte do Nivus, que suporta longas distâncias sem comprometer a qualidade dos frutos.

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Resiliência a Doenças e Desempenho em Solo Desgastado

Outro aspecto fundamental da nova variedade é sua resistência a doenças. O Nivus é resistente a murchas de Fusário e Verticílio, além de viroses como o vira-cabeça, frequentemente encontradas em regiões produtoras. Thiago Teodoro, especialista em tomates e pimentões, explica que essa resistência proporciona maior segurança aos produtores, especialmente em períodos de maior pressão de doenças.

O produtor Jocimar Moura, de Nova Friburgo, compartilhou sua experiência positiva com o Nivus. Mesmo em solo desgastado e enfrentando um ataque de verticílio, ele obteve uma colheita de 300 caixas por mil plantas, com frutos firmes e uniformes. “A fruta se manteve firme e de boa qualidade, o que me motivou a plantar mais Nivus na próxima safra. O comprador elogiou a firmeza e a qualidade do fruto”, relatou Moura.

A aceitação da variedade no mercado tem sido crescente. Leite menciona que um produtor de Reserva (PR), que inicialmente cultivou 3 mil pés de Nivus, já planeja expandir para 70% de sua área na próxima safra. Outro produtor de Cândido de Abreu (PR) aumentou sua plantação de 5 mil para 50 mil pés, refletindo a confiança crescente no potencial da variedade.

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Suporte Técnico e Adoção Rápida entre os Produtores

A transição para o cultivo do Nivus, apesar de ser um novo tipo de tomate, tem sido bem-sucedida graças ao apoio técnico oferecido pela equipe Agristar e parceiros locais. “Realizamos palestras, visitas técnicas e acompanhamento contínuo, mostrando na prática os benefícios que o Nivus pode oferecer”, afirmou Teodoro.

Com colheitas mais produtivas e frutos que atendem às exigências do mercado, o tomate Nivus se consolidou como uma opção estratégica para os produtores que buscam unir rentabilidade e qualidade em suas lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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