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Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) de SC se Torna Modelo Nacional

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O Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) de Santa Catarina, executado desde 2016 pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), tornou-se referência nacional ao combinar melhoria na produção rural, gestão eficiente e geração de renda. Representantes do Senar/PR e da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) visitaram o estado catarinense nos dias 10 e 11 para trocar experiências e conhecer a estrutura do programa, a fim de aprimorar a implantação do ATeG no Paraná.

O primeiro encontro ocorreu em Chapecó, onde a diretora técnica do Senar/PR, Débora Grimm, e os técnicos Daniel da Silva e Guilherme Norberto foram recebidos pela coordenadora estadual do ATeG do Senar/SC, Paula Coimbra Nunes, além do supervisor regional Helder Jorge Barbosa e dos supervisores técnicos Fernando da Silveira e Leandro Simioni. Durante a reunião, foram apresentados os principais dados do programa em Santa Catarina e seus impactos na vida dos produtores rurais.

Segundo Paula Nunes, em 2023, 8.710 produtores e trabalhadores rurais foram capacitados em todo o estado, abrangendo 11 cadeias produtivas, como agroindústria, apicultura, bovinocultura de leite e corte, fruticultura, maricultura, olericultura, ovinocultura, piscicultura e turismo rural. “Nossa missão é melhorar a vida dos produtores, suas famílias e as comunidades rurais”, destacou Paula.

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Débora Grimm, por sua vez, ressaltou a importância do intercâmbio entre federações, afirmando que essa troca de experiências contribui para o sucesso na implementação do programa no Paraná. “Não existe uma fórmula única, mas ao buscar aprimorar o trabalho, aumentamos as chances de bons resultados desde o início”, disse a diretora.

A comitiva do Senar/PR também visitou propriedades atendidas pela ATeG em Santa Catarina. Em Nova Itaberaba, conheceram a propriedade de Alcidinei Maroso, assistida pelo técnico Edgar Durante, da ATeG Bovinocultura de Corte. Em Seara, o técnico Eduardo dos Santos apresentou os processos gerenciais da ATeG Bovinocultura de Leite na propriedade de Idacir Biondo. Já em Xaxim, o técnico Edmar Custódio conduziu visitas às propriedades de Luis Carlos Valentini, da ATeG Ovinocultura de Corte, e à Casa Bianchi, uma agroindústria assistida pela ATeG Ovinocultura de Leite.

A diretora técnica do Senar/PR avaliou a visita como essencial para definir prioridades e entender a prática do programa. “Embora as realidades estaduais sejam diferentes, há muitas similaridades nos processos, o que permite evitar erros e adaptar as melhores práticas à realidade do Paraná”, afirmou Débora.

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O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, enfatizou o impacto positivo do programa na vida de inúmeras famílias e sua relevância para o fortalecimento do agronegócio em Santa Catarina. “A ATeG de Santa Catarina está no caminho certo e já serve de exemplo para outros estados. Receber visitas de equipes interessadas em nosso trabalho demonstra o compromisso da nossa equipe em oferecer um serviço de excelência em prol dos produtores rurais”, destacou Pedrozo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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