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Novas plantações de café devem aliviar mercado global apenas a partir de 2027, aponta OIC

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Alívio na oferta de café só virá com novas áreas em produção

A diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC), Vanúsia Nogueira, afirmou nesta quinta-feira (1º) que o mercado global de café poderá começar a sentir algum alívio apenas daqui a três anos, quando as novas áreas plantadas nos últimos anos entrarem em produção. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas após sua participação no Coffee Dinner & Summit.

Déficit global pode se encerrar em 2026, dependendo do clima

Segundo Vanúsia, a sequência de déficits no mercado mundial de café — responsável por impulsionar os preços a patamares recordes — pode chegar ao fim em 2026, caso o clima favoreça o desenvolvimento das safras nos principais países produtores, como Brasil, Vietnã e Colômbia.

“Vai depender muito da questão climática. Ainda há risco de geada no Brasil em julho”, alertou.

Ela lembrou que as geadas de 2021 no Brasil, a seca no Vietnã e o excesso de chuvas na Colômbia afetaram negativamente a produção global nos últimos anos, o que acabou reduzindo os estoques mundiais desde outubro de 2023.

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Estoques apertados e consumo resiliente sustentam preços elevados

A combinação entre produção limitada e estoques baixos tem sustentado preços elevados, mesmo com o consumo global se mantendo forte. Segundo Vanúsia, o “cobertor está curto” e a pressão nos preços foi intensificada pela demanda resiliente, conforme destacado por especialistas presentes no evento promovido pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Altos preços incentivaram expansão de lavouras

Apesar das dificuldades de oferta, os preços recordes registrados neste ano motivaram a renovação e ampliação de lavouras em diversos países produtores. No entanto, a diretora da OIC pondera que esses investimentos levam tempo para gerar resultados, sendo necessários ao menos três anos para que as novas plantações comecem a produzir.

“Se o mercado continuar atrativo para o produtor, essa produção adicional virá. Mas é fundamental que o produtor continue tendo condições de manter sua lavoura”, avaliou.

Preços ainda remuneram produtores do Brasil e do Vietnã

Mesmo com a recente queda das cotações — atualmente um pouco abaixo de US$ 3 por libra-peso para o café arábica na bolsa ICE, após alcançar mais de US$ 4/libra-peso em fevereiro —, Vanúsia acredita que os preços seguem remuneradores para produtores do Brasil e do Vietnã.

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Por outro lado, ela alerta que em muitos outros países o aumento dos preços não é sentido diretamente pelo produtor, o que dificulta a sustentabilidade da produção nessas regiões.

Perspectiva para o mercado global

A fala da diretora da OIC reforça a percepção de que o mercado de café deve permanecer ajustado no curto prazo, com estoques ainda limitados e oferta pressionada pelas condições climáticas. A expectativa de um reequilíbrio estrutural só se concretiza a partir de 2027, caso as lavouras recém-plantadas se desenvolvam adequadamente e os preços sigam incentivando a produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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ABPA rebate denúncia de contaminação em frango brasileiro exportado à Grécia e reforça segurança sanitária

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) contestou informações divulgadas por um veículo internacional sobre uma suposta contaminação por Salmonella em carne de frango brasileira exportada à Grécia. Segundo a entidade, a narrativa apresenta inconsistências técnicas e não encontra respaldo nos sistemas oficiais de monitoramento sanitário da União Europeia.

Inconsistências técnicas colocam denúncia em dúvida

De acordo com a ABPA, o volume citado na reportagem — cerca de 3 toneladas — não condiz com os padrões logísticos do comércio internacional de carne de frango. As exportações brasileiras são realizadas, majoritariamente, em contêineres refrigerados com capacidade entre 25 e 27 toneladas, o que torna o dado apresentado incompatível com a prática do setor.

Outro ponto destacado pela entidade é a impossibilidade de vincular o suposto caso ao início de qualquer fluxo comercial relacionado ao acordo entre União Europeia e Mercosul. Isso porque o processo envolve etapas rigorosas de certificação sanitária, autorização e logística internacional, que demandam tempo e cumprimento de protocolos específicos.

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Sistema europeu não registra ocorrência

A ABPA também ressaltou que não há qualquer registro do caso no Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), sistema oficial da União Europeia utilizado para notificações sanitárias envolvendo alimentos.

A ausência de notificação no sistema europeu, segundo a entidade, impede a confirmação do episódio nos termos divulgados, enfraquecendo a credibilidade da informação veiculada.

Critérios sanitários seguem padrões internacionais

No âmbito técnico, a associação destaca que a interpretação apresentada sobre a presença de Salmonella não considera os critérios aplicáveis à carne crua. Esses parâmetros seguem normas internacionais e são monitorados de forma rigorosa pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

O sistema brasileiro de controle sanitário conta ainda com auditorias frequentes realizadas por autoridades da Comissão Europeia, o que reforça a confiabilidade dos processos produtivos e de exportação.

Brasil reforça compromisso com segurança dos alimentos

Diante do episódio, a ABPA reiterou a robustez do sistema sanitário nacional e o compromisso da cadeia produtiva com os mais elevados padrões internacionais de segurança alimentar.

O Brasil é um dos maiores exportadores globais de carne de frango, com presença consolidada em mercados exigentes, incluindo países da União Europeia, o que exige conformidade contínua com protocolos rigorosos de qualidade e rastreabilidade.

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Setor mantém credibilidade no mercado internacional

Mesmo diante de episódios pontuais de questionamento, a indústria brasileira de proteína animal segue respaldada por sistemas de controle reconhecidos internacionalmente, o que sustenta sua competitividade e acesso a mercados estratégicos.

A ABPA reforça que segue acompanhando o caso e à disposição para esclarecimentos, mantendo o compromisso com a transparência e a segurança dos produtos exportados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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