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Netafim na Femagri 2024: Imersão tecnológica em irrigação por gotejamento e destaque para incremento de produtividade

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Aconteceu entre os dias 20 e 22 de março a aguardada FEMAGRI 2024 (Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas), organizada pela Cooxupé, em Guaxupé, Minas Gerais. O evento, que já é uma referência nacional para o setor cafeeiro, reuniu produtores, fornecedores e especialistas em uma atmosfera de negócios e troca de conhecimentos. Entre as empresas participantes, destacou-se a presença da Netafim, líder mundial em soluções para irrigação.

Para a Netafim, a participação na FEMAGRI foi mais do que estratégica, foi uma oportunidade de fortalecer laços com parceiros e apresentar suas mais recentes inovações aos cooperados e visitantes. Rafael Gonzaga, especialista agronômico da Netafim, destacou a importância da feira como um espaço para intercâmbio de conhecimento e promoção de soluções que visam aumentar a produtividade e a eficiência no campo.

Ele ressaltou a presença significativa de produtores e cooperados, que superou até mesmo as expectativas da Cooxupé, que esperava cerca de 10 mil cooperados. Para a Netafim, a feira representou um espaço crucial para fortalecer a parceria com a Coxupé e distribuidores. A empresa teve dois espaços distintos na feira: um estande e uma área demonstrativa na “Fazendinha”, onde realizaram diversas demonstrações, incluindo projetos de irrigação funcional.

No espaço de irrigação, foram apresentados projetos de irrigação para café adulto e recém-plantado, demonstrando diferentes técnicas de implementação do sistema: irrigação superficial e gotejo enterrado. Essa área foi fundamental para atender diversos perfis de cooperados, e de não cooperados, interessados em conhecer a tecnologia de irrigação.

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Outro destaque foi a divulgação de tecnologias de monitoramento e manejo, como o uso de tensiômetros automáticos e o medidor de umidade NetaCap. “Na área demonstrativa conseguimos destacar monitoramento automático, gotejo enterrado e superficial, ganho em produtividade e a técnica de irrigação por gotejamento por si só. Além disso evidenciar os benefícios da irrigação bem manejada na cafeicultura do sul de Minas, com base em dados concretos de experimentos realizados pelo Procafé ao longo de 17 anos, com ganhos médios de 30% em produtividade”, contou Gonzaga.

Durante o evento, a Netafim, além de expor suas soluções, dividiu o espaço de seu estande com os distribuidores parceiros na região: Bolsa Irriga, Inovar, Irrigasul e Terra Café. Essas parcerias são fundamentais para oferecer suporte completo aos agricultores, fornecendo soluções personalizadas e acompanhamento técnico especializado.

Leandro Mangili, da Bolsa Irriga, elogiou a estrutura, destacando que “o estande ficou muito bom, conseguindo agregar e ao mesmo tempo permitindo que cada distribuidor tivesse privacidade para reuniões com seus clientes”. Já Leidiane Portugal, da Terra Café, ressaltou a organização da feira e o interesse dos visitantes em questões técnicas, como tempo de irrigação e profundidade dos tubos. Lucas Gonçalves, da Inovar, enfatizou a comodidade proporcionada pelo modelo de parceria entre Netafim e distribuidor, mencionando que foi “totalmente confortável tanto para os distribuidores quanto para os visitantes, com excelente visibilidade”. Enquanto isso, Leandro Gonçalves, da Irrigasul, destacou o potencial de negócios da feira e aprovou o modelo de estande compartilhado, revelando que fecharam 5 negócios durante o evento.

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O especialista Rafael Gonzaga contou ainda que muitos cafeicultores da região não conheciam a irrigação por gotejamento. “No estande gravamos um vídeo com o Guy Carvalho, importante consultor e influenciador, que atestou a eficiência dos produtos e apresentou os benefícios deles. Foi uma oportunidade de apresentar nossa solução, fechar negócios, prospectar diversos outros e reforçar de forma muito sólida a parceria Cooxupé, Netafim e Distribuidores”, comemorou.

A FEMAGRI, criada em 1997 pela Cooxupé, tem se consolidado como um ponto de encontro fundamental para o setor cafeeiro, proporcionando oportunidades únicas de negócios e networking. Já a Netafim, com sua trajetória de quase 60 anos de liderança em soluções para irrigação, reafirma seu compromisso com a cafeicultura brasileira, oferecendo tecnologia de ponta e parcerias sólidas para impulsionar o desenvolvimento do campo.

Fonte: Alfapress Comunicações

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Semi-hidroponia impulsiona produção de tomate com mais produtividade, qualidade e sustentabilidade

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A busca por sistemas de cultivo mais eficientes e sustentáveis tem impulsionado a adoção da semi-hidroponia na produção de tomate no Brasil. A tecnologia vem se consolidando como uma alternativa capaz de aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos frutos e reduzir problemas fitossanitários, especialmente aqueles relacionados ao solo.

De acordo com o especialista em agronegócio Felipe Vicentini Santi, que atua nas áreas de grãos e horticultura, o sistema semi-hidropônico tem proporcionado resultados expressivos no cultivo de diferentes variedades de tomate, como caqui, italiano, cereja e grape. Entre os principais avanços observados estão a maior uniformidade das plantas, ciclos produtivos mais longos e ganhos significativos de rendimento em comparação aos sistemas convencionais.

Nutrição precisa favorece o desenvolvimento das plantas

Na semi-hidroponia, as plantas recebem uma solução nutritiva composta por água e fertilizantes, formulada para atender de forma precisa às necessidades da cultura em cada fase do desenvolvimento.

Esse controle nutricional permite maior equilíbrio no fornecimento dos nutrientes essenciais, favorecendo o crescimento vigoroso das plantas e a expressão máxima do potencial produtivo.

Além dos ganhos agronômicos, o sistema também promove maior eficiência no uso dos recursos naturais, reduzindo desperdícios de água e fertilizantes e contribuindo para uma produção mais sustentável.

Principais vantagens da semi-hidroponia no cultivo de tomate

Entre os benefícios observados pelos produtores que adotam o sistema, destacam-se:

  • Maior eficiência na absorção de nutrientes;
  • Controle mais preciso do pH e da condutividade elétrica;
  • Redução da incidência de doenças associadas ao solo;
  • Correção rápida de deficiências nutricionais;
  • Maior uniformidade de desenvolvimento das plantas;
  • Frutos com melhor padrão de qualidade;
  • Melhor aproveitamento dos insumos utilizados na produção.
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Produtividade pode chegar a 12 quilos por planta

Quando cultivado em ambiente protegido, como estufas, e manejado com nutrição equilibrada e boas práticas agrícolas, o tomateiro pode apresentar período de colheita entre quatro e seis meses.

O ciclo completo da cultura varia entre sete e nove meses, proporcionando maior permanência das plantas em produção e, consequentemente, maior retorno econômico ao produtor.

Nessas condições, a produtividade pode alcançar entre 10 e 12 quilos por planta, dependendo da variedade cultivada, do manejo adotado e das condições climáticas ao longo do ciclo.

Redução das doenças do solo é um dos maiores diferenciais

Um dos principais desafios da tomaticultura convencional é o controle das doenças de solo, especialmente a murcha bacteriana, considerada uma das enfermidades mais destrutivas da cultura.

No sistema semi-hidropônico, a utilização de substratos adequados reduz significativamente os riscos de contaminação, podendo levar a níveis próximos de zero de incidência dessas doenças.

Esse diferencial proporciona maior segurança produtiva e reduz perdas ao longo do ciclo.

Mistura de areia e casca de arroz se destaca como substrato

Entre as opções de substrato disponíveis, uma das combinações que vem apresentando excelentes resultados técnicos e econômicos é a mistura de areia e casca de arroz carbonizada na proporção de 50% para cada componente.

Para garantir maior sanidade, a areia pode passar pelo processo de solarização, utilizando lona transparente e exposição ao sol durante aproximadamente 30 dias. Já a casca de arroz necessita apenas do processo de carbonização antes da utilização.

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Os recipientes mais indicados para o cultivo semi-hidropônico de tomate possuem capacidade entre 11 e 14 litros, oferecendo volume adequado para o desenvolvimento radicular das plantas.

Controle biológico fortalece a proteção fitossanitária

Outra estratégia que vem ganhando espaço na produção semi-hidropônica é o uso de agentes biológicos para o manejo preventivo de doenças.

Microrganismos como Trichoderma asperellum e Bacillus amyloliquefaciens auxiliam no fortalecimento das defesas naturais das plantas e contribuem para o controle de problemas como:

  • Nematoides;
  • Podridão radicular;
  • Podridão de caule;
  • Mofo branco;
  • Murcha de fusarium.

A combinação entre substratos esterilizados e controle biológico aumenta a eficiência do sistema e reduz a dependência de produtos químicos para o manejo fitossanitário.

Tecnologia amplia a competitividade da tomaticultura

Com ganhos em produtividade, qualidade dos frutos e sustentabilidade, a semi-hidroponia se consolida como uma ferramenta estratégica para a modernização da produção de tomate.

A adoção de práticas adequadas de manejo nutricional, utilização de substratos de qualidade e estratégias eficientes de proteção fitossanitária permite aos produtores obter maior estabilidade produtiva, reduzir limitações impostas pelo solo e ampliar a rentabilidade da atividade.

Diante dos resultados observados em diferentes regiões produtoras, o sistema semi-hidropônico surge como uma alternativa cada vez mais viável para atender à crescente demanda por alimentos produzidos com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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