AGRONEGÓCIO

Natureza, cultura e ciência: Salgadeira reabre de cara nova em Mato Grosso

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, participou ao lado do governador Mauro Mendes da reinauguração do Complexo da Salgadeira, no sábado (28), após reforma e readequação realizadas pelo Governo do Estado em parceria com a Fecomércio.

O espaço turístico, localizado na região próxima a Chapada dos Guimarães, recebeu nova estrutura e organização para melhor acolher visitantes que buscam contato com a natureza. A revitalização foi viabilizada com recursos oriundos de Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público e o Governo do Estado, com atuação da promotora de Justiça Ana Peterlini, da Vara do Meio Ambiente.

Durante o evento, o prefeito Abilio destacou a importância da Salgadeira para Cuiabá e a integração com Chapada dos Guimarães. Ele também agradeceu os investimentos realizados pelo Governo do Estado e pelo Sesc, ressaltando que a parceria garante sustentabilidade e uso adequado do espaço.

O gestor ainda reconheceu a atuação da promotora Ana Peterlini na destinação de recursos para o município e reforçou o compromisso de ações conjuntas com Chapada dos Guimarães, cidade pela qual declarou ter grande apreço. Abilio também interagiu com integrantes do grupo Flor Ribeirinha, experimentou a viola de cocho e atendeu moradores que participaram da cerimônia.

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A concessão do espaço ao Sesc Mato Grosso foi formalizada em fevereiro deste ano, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Com isso, a Salgadeira passa a integrar a rede do Sesc, consolidando um modelo de gestão compartilhada iniciado em 2024. A parceria entre o poder público e o sistema Fecomércio amplia a atuação em áreas como cultura, lazer, saúde, educação e assistência, promovendo qualidade de vida à população e valorizando um dos principais pontos turísticos do Estado.

Autoridades dos poderes Executivo e Legislativo participaram da solenidade, entre elas o prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner de Melo, além de convidados e moradores. A programação incluiu apresentação do Grupo Flor Ribeirinha e a abertura da exposição “A Era dos Dinossauros”, que passa a integrar o complexo.

O presidente da Fecomércio, José Venceslau Junior, afirmou que a entrega representa a concretização de um projeto construído ao longo do último ano. “O projeto evoluiu e hoje celebramos a 22ª unidade do Sesc em Mato Grosso, símbolo de crescimento planejado e responsável do sistema Fecomércio no Estado”, disse.

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Sobre a Salgadeira, o governador ressaltou que, apesar de investimentos anteriores, o modelo de gestão não se sustentava ao longo do tempo. Segundo ele, a parceria com o sistema Fecomércio garante uma administração mais eficiente e duradoura. Ele também agradeceu ao Ministério Público pela viabilização dos recursos utilizados na revitalização do espaço, agora sob gestão do Sesc.

Ao final, o prefeito Abilio reforçou o convite à população. “Esse é um patrimônio importante para todos nós, que fortalece o turismo e o lazer da região. A Salgadeira está a 39 km de Cuiabá. Venham conhecer”, convidou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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