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Preços do leite e derivados seguem em queda, enquanto balança comercial do setor registra déficit em maio

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Boletim do Leite de junho do Cepea aponta novos recuos nos preços ao produtor

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou seu boletim mensal sobre o mercado de leite, com dados atualizados de maio. A análise traz uma série de informações importantes sobre os preços pagos ao produtor, o comportamento do mercado de derivados, a balança comercial e os custos de produção.

Preço do leite ao produtor recua 3,3% em abril

De acordo com o boletim, o preço do leite captado em abril caiu 3,3%, fechando o mês com valor médio de R$ 2,7415 por litro na chamada “Média Brasil”. Mesmo com a retração, esse valor ainda é 5,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2023, considerando o IPCA de abril.

Segundo o Cepea, o movimento de baixa, ainda que atípico para o período, é consequência do aumento da oferta de leite aliado a uma demanda enfraquecida por derivados lácteos. A tendência é de que essa pressão de baixa se intensifique em maio, com estimativas preliminares indicando nova redução de aproximadamente 4% na Média Brasil.

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Derivados lácteos mantêm trajetória de queda no atacado em maio

As pesquisas do Cepea, com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), também indicam que os preços dos principais derivados do leite seguiram em queda no atacado paulista durante o mês de maio. As variações negativas registradas foram:

  • Queijo muçarela: -2,62%
  • Leite UHT: -2,32%
  • Leite em pó: -2,43%

Essas desvalorizações refletem o atual cenário de oferta maior que a demanda, como apontaram agentes do setor consultados pelo Cepea.

Comércio exterior: exportações e importações de leite em pó crescem em maio

O mercado internacional de lácteos também apresentou movimentações significativas no último mês. As exportações brasileiras de derivados lácteos aumentaram 59,05% em relação a abril e 59,82% na comparação com maio de 2024.

As importações, por sua vez, subiram 8,59% no mês e 18,13% no comparativo anual. Com esses resultados, o déficit da balança comercial em volume aumentou 7,1% entre abril e maio, alcançando 169,4 milhões de litros em equivalente leite, o que representa um saldo negativo de US$ 75,7 milhões.

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Custos de produção recuam após quatro meses consecutivos de alta

Após um início de ano marcado por aumentos nos custos de produção, o mês de maio trouxe alívio para os produtores. O Cepea registrou uma queda de 0,72% no Custo Operacional Efetivo (COE), considerando a Média Brasil (estados de BA, GO, MG, SC, SP, PR e RS).

Esse recuo foi impulsionado pela desvalorização de insumos para nutrição do rebanho e pela redução nos preços das operações mecanizadas.

O boletim de junho do Cepea retrata um cenário desafiador para o setor leiteiro, com queda nos preços, demanda retraída e déficit na balança comercial. Em contrapartida, a redução nos custos de produção surge como um ponto de alívio para os produtores, que seguem atentos às movimentações do mercado nos próximos meses.

Boletim do Leite

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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