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Programa Carne Angus Certificada realiza desossa técnica na Coopavel e destaca criação no Paraná

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O Programa Carne Angus Certificada terá uma desossa técnica ao vivo durante a edição 2026 da Coopavel, em Cascavel, no oeste do Paraná. A apresentação ocorrerá no Pavilhão B do Parque Tecnológico, no dia 11 de fevereiro, às 12h30, e contará com o apoio da Padrão Beef.

O objetivo é demonstrar o máximo aproveitamento das carcaças Angus nos frigoríficos, destacando o refile preciso e o acabamento das peças certificadas, evidenciando a qualidade reconhecida do selo do programa.

Demonstração ao público e produtores

A ação será conduzida pelo especialista Maicon Moraes e integra a agenda da raça na Coopavel, que ocorre entre os dias 9 e 13 de fevereiro. O gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges, destacou:

“É uma feira de produção, mas que também reúne um público significativo de consumidores de carnes premium. Queremos mostrar tanto a qualidade das carcaças Angus quanto o rigor no padrão de desossa e embalagem.”

Segundo Borges, a genética Angus potencializa o aproveitamento do gado na linha de abate, aumentando a rentabilidade do frigorífico e valorizando o gado no campo.

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Programação da Coopavel inclui debates, degustações e apresentações

Durante os cinco dias de feira, a programação do Programa Carne Angus Certificada inclui:

  • Debates com pecuaristas e parceiros;
  • Degustação de cortes premium;
  • Demonstrações com animais Angus de genética selecionada;
  • Apresentação de pratos especiais, como o hambúrguer Angus Certificado, produzido pela Padrão Beef.

O presidente da cooperativa, Lindonez Rizzotto, ressalta que a iniciativa reforça os diferenciais da raça Angus:

“Iremos mostrar a conformação de padrão racial que faz do Angus um destaque da pecuária nacional. Angus é sinônimo de excelência genética e demonstra a qualidade da carne brasileira.”

Fortalecimento da cadeia Angus no Paraná

Para o diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, a participação do programa na Coopavel reforça o vínculo com produtores e consumidores locais:

“A Coopavel é uma das feiras mais importantes para nós, e o Paraná é um grande celeiro de carne Angus de alta qualidade. Queremos estar próximos desse produtor, onde atuamos com frigoríficos e marcas consolidadas.”

A presença do Programa Carne Angus Certificada na feira busca valorizar a pecuária regional, promover a genética Angus e aproximar o público de carnes de alto padrão.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Paraná identifica 69 municípios aptos ao cultivo de oliveiras e fortalece potencial da olivicultura

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O Paraná deu mais um passo para consolidar a olivicultura como alternativa de diversificação e agregação de valor no agronegócio estadual. Um novo boletim técnico divulgado pelo IDR-Paraná identificou 69 municípios com condições climáticas favoráveis para o cultivo comercial de oliveiras no Estado.

A publicação “Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná” traz um amplo mapeamento das áreas mais adequadas para a produção de azeitonas e azeites, oferecendo informações técnicas que auxiliam produtores na redução de riscos, no planejamento de investimentos e na implantação de novos pomares.

Regiões mais frias concentram potencial produtivo

Segundo o levantamento do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater), os municípios mais indicados para a olivicultura estão localizados nas regiões mais altas dos Campos Gerais, Centro-Sul, Sudoeste e Sul paranaense.

Entre os municípios considerados aptos ao cultivo estão:

  • Guarapuava;
  • Palmas;
  • Pato Branco;
  • São Mateus do Sul;
  • Campo Largo;
  • Piraquara;
  • Prudentópolis;
  • União da Vitória;
  • General Carneiro;
  • Rio Negro.

O principal diferencial dessas regiões é a combinação entre altitude elevada e maior acúmulo de horas de frio durante o outono e inverno, condição essencial para o desenvolvimento adequado das oliveiras.

Frio é determinante para produtividade das oliveiras

O estudo destaca que a oliveira necessita de um período de dormência provocado pelo frio para estimular a brotação e a formação das flores. Sem essa etapa, a produtividade e o desempenho dos pomares podem ser comprometidos.

“O sucesso da olivicultura depende da associação entre a cultivar e as condições climáticas. O produtor precisa conhecer os riscos antes de investir”, explica a engenheira-agrônoma e extensionista do IDR-Paraná, Laís Gomes Adamuchio de Oliveira, uma das autoras do boletim.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram mais de 30 anos de dados meteorológicos do IDR-Paraná, Simepar e Inmet, avaliando fatores como:

  • acúmulo de horas de frio;
  • risco de geadas;
  • excesso de chuva durante a floração;
  • estiagem na maturação dos frutos;
  • umidade relativa do ar.
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Com base nessas variáveis, foram elaborados mapas de zoneamento climático e classificação de risco para diferentes grupos de cultivares.

Cultivares adaptadas ganham destaque

O boletim aponta que algumas variedades de oliveiras têm apresentado melhor adaptação às condições climáticas do Paraná, principalmente aquelas com menor exigência em frio.

Entre as cultivares com melhores resultados comerciais no Estado estão:

  • Arbequina;
  • Arbosana;
  • Koroneiki;
  • Grappolo.

Além da escolha correta da cultivar, o estudo alerta para cuidados importantes dentro das propriedades, como evitar áreas baixas sujeitas ao acúmulo de ar frio e excesso de umidade, fatores que aumentam os riscos de geadas e doenças.

O documento também recomenda a intercalação de diferentes cultivares para favorecer a polinização cruzada e elevar a produtividade dos pomares.

Olivicultura cresce no Brasil e amplia oportunidades no agro

Apesar dos desafios impostos pelo clima subtropical brasileiro, especialmente o excesso de chuvas durante o florescimento, a olivicultura vem avançando nas regiões Sul e Sudeste do país.

A produção nacional de azeites de oliva tem conquistado reconhecimento internacional pela qualidade, abrindo novas oportunidades de mercado e agregação de valor à agricultura brasileira.

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Para a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o novo estudo representa um avanço estratégico para o setor.

“Estamos entregando ao setor produtivo uma ferramenta capaz de reduzir incertezas e qualificar a tomada de decisão. Esse tipo de conhecimento é fundamental para estimular uma atividade com grande potencial de agregação de valor à agricultura paranaense”, destaca.

Setor ainda enfrenta desafios

Embora o potencial produtivo seja considerado promissor, o boletim aponta gargalos que ainda precisam ser superados para fortalecer a cadeia da olivicultura no Paraná.

Entre os principais desafios estão:

  • desenvolvimento de cultivares mais adaptadas;
  • ampliação de programas de melhoramento genético;
  • produção de mudas certificadas;
  • avanço das técnicas de manejo;
  • maior assistência técnica aos produtores.

O estudo foi elaborado por pesquisadores do IDR-Paraná e da Embrapa, consolidando uma base técnica inédita para expansão sustentável da cultura no Estado.

O boletim técnico “Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná” está disponível gratuitamente no portal do IDR-Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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