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Movimentação Moderada no Mercado Doméstico de Algodão com Negócios Pontuais

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Nesta semana, o mercado brasileiro de algodão apresentou uma movimentação moderada, caracterizada por negócios pontuais entre indústrias e tradings, enquanto os produtores mostraram-se mais cautelosos. Ao longo dos últimos dias, as cotações internas mantiveram-se estáveis, ao passo que o mercado internacional, representado pela Bolsa de Nova York, apresentou maior volatilidade, conforme relatado pela Safras Consultoria.

Na quinta-feira, dia 24, o preço do algodão colocado em armazém no estado de São Paulo, sem considerar o ICMS, variou entre R$ 3,97 e R$ 3,98 por libra-peso. Na semana anterior, em 17 de outubro, o preço estava em torno de R$ 3,99 por libra-peso, representando uma queda de 0,50%. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, a base de compra para a pluma foi fixada em R$ 3,76 por libra-peso, equivalente a R$ 124,30 por arroba. Comparado à semana anterior, quando a pluma era comercializada a R$ 3,79 por libra-peso (ou R$ 125,25 por arroba), houve uma desvalorização de 0,76%.

De acordo com a quarta estimativa do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) para o Valor Bruto de Produção (VBP) de 2024 em Mato Grosso, o VBP total da agropecuária do estado está projetado em R$ 168,50 bilhões, uma redução de 16,13% em relação à oitava estimativa de 2023. Essa retração é atribuída, em grande parte, à queda anual de 21,54% no VBP da Agricultura e Floresta, que representa 80,26% do VBP total.

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Em relação ao VBP do algodão, que corresponde a 15,08% do VBP total do setor agropecuário mato-grossense, a estimativa é de R$ 25,41 bilhões, o que representa uma diminuição de 1,64% no mesmo período de comparação. Esse declínio é reflexo dos preços mais baixos da pluma e do caroço no estado, influenciados pela maior oferta no mercado interno, pelas incertezas relacionadas ao panorama macroeconômico global e pelas demandas da fibra mato-grossense. Essas informações são oriundas do Imea.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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