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Movimentação intensa no mercado doméstico de café marca início de semana promissor

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A primeira semana de janeiro promete agitação nos negócios do mercado físico brasileiro de café. O avanço de cerca de 2% na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e a ascensão do dólar frente ao real criam um cenário positivo para os preços domésticos, incentivando os produtores a explorar oportunidades de negociação.

Na quinta-feira (28), o mercado brasileiro de café manteve preços estáveis, influenciados pela semana mais curta de negócios devido ao período entre o Natal e o Ano Novo, resultando em menor atividade dos operadores. Mesmo com a robusta em Londres apresentando uma forte subida, as cotações permaneceram equilibradas.

Os valores das sacas de café arábica, como o “bebida boa” com 15% de catação, permaneceram inalterados em R$ 990,00/995,00. No cerrado mineiro, o arábica “bebida dura” com 15% de catação também não apresentou variações, mantendo-se em R$ 1.000,00/1.005,00 por saca.

Em relação ao café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, o preço foi estável, registrando R$ 825,00/830,00 por saca. O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 765,00/770,00 a saca, e o 7/8 em R$ 760,00/765,00, sem alterações.

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Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) atingiram 258.399 sacas de 60 quilos em 28 de dezembro de 2023, com um aumento de 11.458 sacas em relação ao dia anterior, conforme informações da ICE Futures.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), os contratos com entrega em março/24 apresentam uma alta de 1,77%, cotados a 191,65 centavos de dólar por libra-peso. Já a posição março/2024 fechou a sexta-feira com uma baixa de 9,70 centavos, ou 4,9%.

No cenário cambial, o dólar comercial registra alta de 0,28%, atingindo R$ 4,8665, enquanto o Dollar Index apresenta um aumento de 0,60%, alcançando 101,94 pontos. Quanto aos indicadores financeiros, as principais bolsas da Ásia encerraram em baixa, com Xangai registrando -0,43%, e no cenário europeu, Paris, Frankfurt e Londres operam em baixa, com percentuais de -0,34%, -0,12% e -0,29%, respectivamente. O preço do petróleo opera em baixa, com o barril de fevereiro do WTI em Nova York cotado a US$ 73,37, apresentando um aumento de 2,40%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão valida Moratória, mantém leis estaduais e encerra ações

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O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (12.08) o julgamento sobre a Moratória da Soja com uma decisão que preserva o acordo privado, mas também permite que Mato Grosso e Rondônia retirem incentivos fiscais das empresas participantes. A Corte determinou ainda o encerramento de processos judiciais e administrativos que discutiam a legalidade e os efeitos concorrenciais do pacto.

O resultado não representa vitória integral de nenhum dos lados. As tradings continuam autorizadas a estabelecer critérios ambientais próprios para a compra da soja. Os Estados, por sua vez, não são obrigados a conceder benefícios públicos a empresas que adotem restrições comerciais superiores às previstas na legislação brasileira.

Criada em 2006, a Moratória da Soja é um compromisso privado firmado por tradings, indústrias e organizações da sociedade civil. As empresas participantes se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008.

A restrição abrange também áreas abertas com autorização dos órgãos ambientais. Isso ocorre porque o Código Florestal permite que produtores utilizem parte de suas propriedades no bioma Amazônia, desde que preservem os percentuais de reserva legal e cumpram as demais exigências ambientais.

Por maioria, o STF entendeu que a Moratória é legítima por decorrer da liberdade empresarial. Na avaliação da Corte, uma companhia privada pode definir critérios próprios para escolher seus fornecedores, inclusive com exigências ambientais mais rigorosas do que aquelas estabelecidas em lei.

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O reconhecimento da validade do pacto, entretanto, não obriga o poder público a acompanhar essas regras. O Supremo manteve as leis de Mato Grosso e Rondônia que permitem negar incentivos fiscais e terrenos públicos às empresas vinculadas a acordos privados que limitem a expansão da atividade agropecuária legal.

Na prática, as tradings poderão aderir à Moratória e deixar de adquirir determinados lotes de soja. Mato Grosso e Rondônia, por outro lado, poderão retirar os benefícios públicos concedidos a essas empresas.

A aplicação das leis estaduais deverá respeitar as regras tributárias de anterioridade. Também não poderá desconsiderar a proteção concedida a incentivos fiscais com prazo determinado e vinculados a condições já cumpridas pelas empresas beneficiárias.

O resultado não provoca a retomada automática da Moratória. As principais tradings haviam anunciado a saída do acordo diante da entrada em vigor das restrições estaduais. Cada empresa terá agora de decidir se volta a participar do pacto, considerando a possibilidade de perder benefícios fiscais.

A parte mais controversa da decisão foi o encerramento dos processos relacionados à Moratória. Por seis votos a três, o STF determinou a extinção de ações indenizatórias e de procedimentos administrativos baseados na suposta ilegalidade ou inconstitucionalidade do acordo.

A determinação alcança investigações em andamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão apurava se a adoção conjunta das mesmas restrições pelas grandes compradoras de soja poderia configurar uma prática coordenada capaz de limitar a concorrência.

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Com o julgamento, essas apurações não deverão avançar com fundamento na suposta ilegalidade da configuração atual da Moratória. O STF considerou o pacto objetivo, público e voluntário e afastou, nos processos analisados, a tese de que o acordo seria necessariamente uma conduta anticoncorrencial.

A decisão também reduz o espaço para ações de produtores que buscavam indenizações por supostos prejuízos provocados pela recusa de compra de soja produzida em áreas abertas legalmente. Para a maioria dos ministros, a continuidade dessas disputas aumentaria a insegurança jurídica sobre a comercialização do grão.

O entendimento do Supremo se restringe ao modelo atual da Moratória. Eventuais mudanças no acordo ou novas condutas empresariais poderão ser analisadas posteriormente pelos órgãos competentes e pelo Judiciário.

Para o produtor, o resultado mantém dois cenários simultâneos. A soja produzida em conformidade com o Código Florestal poderá continuar sendo recusada por empresas que adotem critérios ambientais próprios. Essas companhias, contudo, poderão perder incentivos concedidos pelos Estados que considerem essas exigências prejudiciais à produção agropecuária legal.

O julgamento foi concluído pelo plenário, mas o acórdão ainda será publicado e poderá receber embargos de declaração. Esses recursos servem para esclarecer omissões ou contradições e, em regra, não reabrem o mérito central da decisão.

Fonte: Pensar Agro

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