AGRONEGÓCIO

Movido pelo Agro – Etanol completa um ano evitando emissões de 140 toneladas de CO2

Publicado em

O projeto Movido pelo Agro – Etanol completa um ano, em março, com resultados expressivos em favor do meio ambiente. Desde o início da campanha, realizada pelo Sistema Faemg Senar com o apoio da a Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (SIAMIG), cerca de 140 toneladas de CO2 deixaram de ser lançadas na atmosfera com o uso do etanol para abastecimento da frota do Sistema Faemg Senar.

Caso este valor tivesse sido lançado com o uso de combustíveis fósseis, seria necessário realizar o plantio de 970 árvores para compensação dos gases. O projeto, que já havia tido destaque durante a COP-28, em Dubai, ganha também grande roupagem no Brasil. No próximo dia 12/3, o Sistema Famasul e a Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) vão lançar o projeto no Estado para incentivar o consumo de etanol.

“O Movido pelo Agro é um sucesso e pode continuar contribuindo não só para a melhoria do ar que nós respiramos, mas também potencializando o setor sucroenergético tão positivo e tão forte no Brasil. E agora, para nossa surpresa positiva, estamos não só com a Federação do Mato Grosso do Sul, também aderindo a esse projeto Movido Pelo Agro, mas também a Federação da Paraíba, mostrando que o produtor rural está ficando sensível à utilização de um combustível limpo, renovável e que emite menos do que o próprio petróleo”, frisou o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo.

Leia Também:  Castrolanda celebra 40 anos de reflorestamento e projeta produção de 100 mil toneladas de madeira até 2030

Ele também destacou a sanção, pelo governador Romeu Zema, em janeiro, da Lei nº 24.652, que institui a Política Estadual de Incentivo ao Consumo de Etanol em Minas. O objetivo da norma, dentre outros pontos, é promover o agronegócio, fortalecer o setor sucroenergético e os produtores rurais e fomentar ações para a baixa emissão de carbono na agropecuária.

Mário Campos, presidente da SIAMIG, ressaltou a importância estratégica do etanol na matriz energética brasileira, destacando seu papel crucial no programa Movido pelo Agro. “Este projeto, que completa um ano, não apenas evitou a emissão de 140 toneladas de CO2, mas também trouxe um sentimento de pertencimento aos produtores rurais de Minas Gerais. A adesão de outras federações, como a do estado Mato Grosso do Sul, mostra que os agricultores estão sensíveis à utilização de um combustível limpo e renovável, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e o fortalecimento do setor sucroenergético no Brasil”.

Movido pelo Agro

Lançado em 2023, o projeto marcou os 20 anos do carro flex no Brasil e busca conscientizar sobre as vantagens ambientais do etanol, um combustível limpo e renovável proveniente da cana-de-açúcar, valorizar o setor sucroenergético e os produtores rurais, além de fortalecer toda a cadeia produtiva.

Leia Também:  Cuiabá quita mais de R$ 1,6 milhão em plantões extras e incentivos da Saúde para 578 servidores

Fonte: FAEMG

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

Published

on

O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

Leia Também:  O Rabobank estima que a produção de milho no Brasil alcance 127 milhões de toneladas

Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

Leia Também:  Programação de Embarques de Açúcar Cai para 3,6 Milhões de Toneladas

Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA