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Moraes afirma que tarifa de Trump visa interferir no STF e aponta crimes de Bolsonaro e Eduardo

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em sua decisão que as tarifas anunciadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil têm como finalidade interferir no andamento do processo em que Jair Bolsonaro é réu no STF. Segundo Moraes, a medida busca criar uma crise econômica no país para gerar pressão política e social sobre o Poder Judiciário brasileiro, além de prejudicar as relações diplomáticas entre Brasil e EUA.

Crimes atribuídos a Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro

Na decisão que impôs medidas cautelares contra o ex-presidente, Moraes apontou que Jair Bolsonaro e o deputado federal licenciado, seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), cometeram crimes. Entre eles estão:

  • Coação no curso do processo
  • Obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa
  • Atentado à soberania nacional

O ministro destacou que não há dúvidas sobre a materialidade e autoria desses delitos.

Medidas cautelares impostas a Bolsonaro

Moraes determinou várias restrições ao ex-presidente, incluindo:

  • Uso de tornozeleira eletrônica
  • Proibição de uso de redes sociais
  • Recolhimento domiciliar das 19h às 6h em dias úteis e integral nos fins de semana e feriados
  • Proibição de contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e aproximação de sedes de embaixadas e consulados
  • Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA fazendo campanha por sanções contra autoridades brasileiras
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O ministro alertou que o descumprimento de qualquer medida pode levar à revogação das cautelares e prisão preventiva.

Reação de Bolsonaro e de seus advogados

Após a decisão, Bolsonaro declarou que as medidas visam sua “suprema humilhação”. Seus advogados manifestaram “surpresa e indignação” diante das restrições consideradas “severas”. O ex-presidente nega participação em qualquer plano de golpe de Estado após a eleição de 2022.

Contexto das tarifas e reação dos Bolsonaro

Trump anunciou as tarifas, que entrarão em vigor em 1º de agosto, vinculando a decisão ao tratamento dado a Bolsonaro pelo Judiciário brasileiro. Eduardo Bolsonaro comemorou publicamente a medida e agradeceu o presidente norte-americano.

Risco de fuga e andamento das investigações

A Procuradoria-Geral da República (PGR) indicou risco de fuga de Bolsonaro, justificando as medidas cautelares. A Polícia Federal solicitou mandados de busca e apreensão para aprofundar as investigações.

Decisão do colegiado do STF sobre as medidas

O presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin, convocou uma sessão virtual do colegiado de cinco juízes, que ocorrerá entre sexta-feira e segunda-feira, para decidir sobre as medidas cautelares impostas por Moraes a Bolsonaro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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