AGRONEGÓCIO
Modelo Inovador Estima Necessidade de Forragem no Semiárido para Sustentar a Pecuária
Publicado em
27 de setembro de 2024por
Da Redação
Uma pesquisa colaborativa entre especialistas da Embrapa e universidades do Brasil e dos Estados Unidos resultou em um modelo que estima a quantidade de forragem a ser armazenada anualmente em propriedades rurais do Semiárido brasileiro. O objetivo é assegurar uma produção animal mais eficiente. Os dados obtidos indicam que o armazenamento de aproximadamente 1.500 kg de forragem por hectare é suficiente para complementar a dieta de caprinos leiteiros, considerando uma taxa de lotação de um animal por hectare. Essa taxa mensura a relação entre o número de animais e a área de pastagem disponível para eles.
O estudo, intitulado “Stabilized Forage Guarantee System: defining a forage storage capacity to stabilize livestock production in vulnerable ecosystems” e publicado na revista Ciência Agronômica, da Universidade Federal do Ceará (UFC), analisou três localidades no Semiárido: Sobral e Quixadá, no Ceará, e Ouricuri, em Pernambuco. Foram considerados dados sobre histórico de chuvas, tipos de solo e vegetação da Caatinga.
A pesquisa utilizou ferramentas de modelagem para simular a variabilidade da produção de pastagens em sistemas de leite de cabra, correlacionando-a com a capacidade do pasto em suportar o consumo pelos animais, tendo como base o estoque de forragem disponível. O estudo revela que, considerando o tamanho médio das propriedades no Semiárido, de 28,9 hectares, é possível sustentar um rebanho de 35 a 45 caprinos nas áreas analisadas, desde que a produção e o armazenamento de forragem sejam adequados. Assim, o aumento da forragem armazenada pode eliminar a necessidade de ampliação constante das áreas de pasto para alimentar os animais.
Superando Incertezas Climáticas por Meio da Modelagem
Os pesquisadores afirmam que a modelagem de sistemas produtivos pode ajudar a enfrentar desafios como a incerteza climática e a irregularidade das chuvas no Semiárido. Ana Clara Cavalcante, pesquisadora da Embrapa Caprinos e Ovinos, destaca que a escassez de forragem durante o período seco é o principal obstáculo tecnológico na região. As simulações fornecem referências sobre as quantidades de forragem a serem armazenadas, de forma a minimizar os impactos da seca na produção pecuária.
Magno Cândido, professor do Departamento de Zootecnia da UFC, acrescenta que a modelagem não apenas gera dados confiáveis, mas também possibilita uma melhor gestão dos custos de produção. “Com a modelagem, é possível realizar análises de longo prazo com 95% de garantia, estimando a real necessidade de alimentos a serem estocados, evitando assim a compra externa e a redução de custos com mão de obra, maquinário, energia e combustível”, ressalta.
Os pesquisadores consideram que o modelo pode ser adaptado para outras regiões do Semiárido. “Ele é aplicável a qualquer área, pois analisa o padrão de produção dos alimentos volumosos, levando em conta as condições de solo e clima, e, a partir disso, determina a capacidade de suporte da propriedade”, explica Rodrigo Gregório, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).
Ana Clara também enfatiza a importância do modelo na pesquisa agropecuária, evidenciando a necessidade de estoques anuais de forragem produzida durante a estação chuvosa. “O modelo comprova a necessidade de produção anual de forragem para armazenamento, reduzindo os riscos de perdas em períodos de seca. Há quantidades específicas de forragem determinadas pelo modelo para diferentes níveis de risco”, destaca.
Desafios na Pecuária do Semiárido
A modelagem de sistemas oferece diversas possibilidades para resolver desafios enfrentados pela pecuária no Semiárido. Ela pode acelerar a busca por soluções para problemas prioritários dos produtores, como a implementação de sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis, além de contribuir para a gestão sanitária dos rebanhos e a disponibilização de ferramentas para comercialização de produtos.
As simulações realizadas no estudo ajudaram a prever cenários que auxiliarão os produtores no planejamento da alimentação dos rebanhos e na gestão de suas propriedades. Essas ferramentas são especialmente valiosas em contextos de variabilidade climática, imprevisibilidade das chuvas e riscos de secas severas.
Outros desafios incluem práticas inadequadas de manejo que podem levar à desertificação e ao superpastejo, além de limitações do solo que dificultam a mecanização e perdas de qualidade da forragem durante o armazenamento. Esses fatores comprometem o uso sustentável dos recursos alimentares, gerando um aumento nos custos de produção, com a necessidade de mais insumos para a suplementação dos animais.
Magno Cândido observa que, embora os estudos tenham quantificado a necessidade de estocagem de alimentos, muitos produtores carecem de mão de obra e maquinário adequados para realizar esse armazenamento. Além disso, há uma necessidade urgente de assistência técnica para planejar as operações de colheita e estocagem nos momentos ideais.
O artigo propõe recomendações para melhorar a eficiência agrícola, incluindo a diversificação dos recursos forrageiros por meio da introdução de diferentes espécies nas propriedades, seguindo a estratégia do “cardápio forrageiro” recomendada pela Embrapa, e a otimização do uso da terra, alinhando a produção pecuária com a agricultura.
Aperfeiçoamento Contínuo do Modelo
A equipe de pesquisa pretende aprimorar o modelo, incorporando parâmetros adicionais, como indicadores sobre a qualidade da forragem armazenada e a eventual necessidade de suplementação para os animais. “A Embrapa e seus parceiros estão comprometidos em registrar esses dados em bancos para aprimorar os modelos. Também incentivamos a pesquisa para formar profissionais capacitados na aplicação de ferramentas de modelagem que ajudem na resolução de problemas e na formulação de políticas públicas”, conclui Ana Clara.
As informações obtidas em pesquisas sobre pastagens e recursos forrageiros no Semiárido já serviram para o desenvolvimento de soluções tecnológicas, como o aplicativo Orçamento Forrageiro. A expectativa é que, no futuro, essas informações também sejam integradas a novas ferramentas de apoio à tomada de decisões, como sistemas de alerta precoce para riscos climáticos que possam afetar os rebanhos.
Os autores do estudo incluem Magno José Duarte Cândido (UFC), Samuel Rocha Maranhão (PDCTR-CNPq/Funcap), Jay Peter Angerer (Texas A&M University), Ana Clara Rodrigues Cavalcante (Embrapa), Valdson José da Silva (UFRPE) e Rodrigo Gregório da Silva (IFCE).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Café recua nas bolsas internacionais, mas colheita lenta no Brasil sustenta preços no físico
Published
53 minutos agoon
29 de abril de 2026By
Da Redação
O mercado de café encerrou esta quarta-feira (29) em queda nas bolsas internacionais, refletindo um movimento técnico de ajuste e a pressão do cenário global. Apesar do recuo, o ritmo mais lento da colheita no Brasil tem reduzido o impacto negativo no mercado físico, sustentando os preços internos.
Bolsas internacionais registram queda
Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica fecharam em baixa. O vencimento julho/26 recuou para 293,85 cents por libra-peso, com perda de 105 pontos. O contrato setembro/26 terminou em 284,05 cents/lb, também com queda de 105 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 276,05 cents/lb, com baixa de 95 pontos.
Em Londres, o café robusta acompanhou o movimento negativo. O contrato julho/26 fechou em US$ 3.446 por tonelada, com recuo de 35 pontos. O setembro/26 caiu para US$ 3.359 por tonelada, enquanto o novembro/26 terminou em US$ 3.288 por tonelada, com perdas de 33 e 31 pontos, respectivamente.
Expectativa de safra pressiona o mercado
O movimento de baixa está ligado, principalmente, ao ajuste de posições no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta com a entrada da safra brasileira. Esse fator segue como principal vetor de pressão no curto prazo.
A perspectiva de uma produção elevada, com possibilidade de recorde, continua no radar dos agentes e reforça o viés baixista estrutural.
Colheita lenta no Brasil muda dinâmica
No cenário interno, porém, o mercado apresenta sinais distintos. De acordo com o Cepea, a colheita de café arábica ainda avança de forma lenta na maior parte das regiões produtoras.
Os trabalhos estão mais adiantados apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. Já regiões relevantes, como Sul de Minas e Cerrado Mineiro, ainda não iniciaram a colheita de forma consistente. Em estados como São Paulo e Paraná, o avanço também é limitado, com volumes reduzidos.
Esse atraso na entrada da nova safra reduz a pressão imediata de oferta, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado físico.
Mercado físico segue travado e seletivo
No Brasil, o comportamento das negociações segue heterogêneo. O café arábica apresenta negócios pontuais, com produtores mais cautelosos diante da volatilidade e aguardando melhores oportunidades de venda.
Por outro lado, o café conilon mantém maior fluidez, impulsionado por demanda ativa e maior volume de negociações.
Câmbio segue no radar do produtor
Outro fator relevante é o câmbio. A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, pressionando os preços internos. Em contrapartida, a alta da moeda norte-americana melhora a paridade de exportação e pode estimular a comercialização.
Mercado entra em fase de transição
O mercado de café vive um momento de transição. Enquanto as bolsas refletem o peso das expectativas de maior oferta, o atraso na colheita brasileira impede quedas mais acentuadas no curto prazo.
A combinação entre ritmo da safra, comportamento do câmbio e dinâmica da demanda será determinante para a formação dos preços nas próximas semanas. A volatilidade segue elevada, exigindo estratégia e atenção redobrada por parte dos produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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