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Milho avança em Chicago com impulso da demanda por etanol e cenário externo favorável

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Chicago fecha em alta com suporte da demanda por etanol

O mercado internacional do milho encerrou o pregão desta quinta-feira (16) em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago, impulsionado principalmente por sinais de fortalecimento na demanda por etanol de milho nos Estados Unidos.

De acordo com análise da TF Agroeconômica, o movimento positivo reflete uma combinação de fatores fundamentais e macroeconômicos que sustentaram as cotações ao longo do dia, indicando um viés mais firme no curto prazo.

Produção de etanol cresce e sustenta preços do milho

Dados da Administração de Informação de Energia mostram que a produção de etanol de milho nos Estados Unidos aumentou 0,36% na semana encerrada em 10 de abril, atingindo 1,120 milhão de barris por dia, frente aos 1,116 milhão da semana anterior.

Já os estoques de etanol avançaram 2,3% no mesmo período, passando de 26,1 milhões para 26,7 milhões de barris, sinalizando maior oferta. Por outro lado, as exportações semanais recuaram 60%, totalizando 81 mil barris.

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Mesmo com a queda nas exportações, o aumento na produção reforça a demanda interna por milho destinado ao biocombustível, fator que tem sustentado os preços no mercado internacional.

Dólar mais fraco e petróleo em alta reforçam cenário positivo

Além dos fundamentos ligados ao etanol, o milho também encontrou suporte no ambiente macroeconômico. A desaceleração do dólar frente a outras moedas torna as commodities americanas mais competitivas no mercado global.

Outro fator relevante foi a alta do petróleo em Nova York, que tende a estimular a demanda por biocombustíveis, como o etanol, fortalecendo indiretamente o consumo de milho.

Cotações do milho registram ganhos consistentes

Os contratos futuros do cereal encerraram o dia com valorização significativa:

  • Maio/2026: US$ 4,51 1/4 por bushel, alta de 8,25 centavos (+1,86%)
  • Julho/2026: US$ 4,60 3/4 por bushel, avanço de 8,25 centavos (+1,82%)

Segundo a TF Agroeconômica, o movimento técnico também contribuiu para a alta, com recomposição de posições após recentes oscilações no mercado.

Mercado brasileiro acompanha cenário externo

No Brasil, o comportamento do milho tende a seguir influenciado pelo cenário internacional, especialmente diante da importância das cotações de Chicago na formação dos preços domésticos.

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A análise da TF Agroeconômica indica que, embora o avanço externo traga suporte, o mercado interno ainda deve observar fatores como o ritmo da colheita, logística e demanda doméstica, que podem limitar ou ampliar os movimentos de alta.

Perspectiva: atenção à demanda e ao câmbio

Para os próximos dias, o mercado deve seguir atento à evolução da demanda por etanol nos Estados Unidos, ao comportamento do dólar e às oscilações do petróleo.

Esses fatores continuam sendo determinantes para o direcionamento das cotações, tanto no mercado internacional quanto no Brasil, exigindo atenção redobrada dos produtores e agentes do setor na definição de estratégias comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Período chuvoso exige híbridos mais tolerantes e desafia a produção de tomate no Brasil

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Excesso de chuvas aumenta pressão sobre a lavoura de tomate

O período chuvoso, que integra o calendário agrícola brasileiro em diversas regiões, impõe desafios importantes à tomaticultura. O aumento das precipitações intensifica as variações climáticas, favorece a disseminação de doenças e compromete o desenvolvimento das plantas.

Esse conjunto de fatores torna o manejo mais complexo e exige maior atenção do produtor para evitar perdas de produtividade ao longo do ciclo.

Impactos diretos na produção e na rentabilidade

Entre os principais problemas enfrentados pelos tomaticultores durante o período chuvoso estão a redução no pegamento de frutos, o aumento da incidência de doenças foliares e a maior ocorrência de rachaduras nos frutos.

Essas condições afetam diretamente o rendimento da lavoura e, consequentemente, a rentabilidade da atividade, tornando a escolha do material genético uma decisão estratégica.

Malibu se destaca pela rusticidade e desempenho em campo aberto

De acordo com o especialista em tomates e pimentões, Thiago Teodoro, o tomate salada híbrido Malibu, da TSV Sementes, vem ganhando destaque especialmente na região Sul do país, onde as oscilações climáticas são mais frequentes, além de avançar no Centro-Oeste.

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Segundo ele, o híbrido apresenta plantas vigorosas e forte pegamento de frutos, característica que contribui para maior produtividade em sistemas de cultivo a campo aberto.

Resistência a doenças e adaptação ao período chuvoso

O Malibu também reúne um pacote de resistência a importantes doenças da cultura, incluindo vira-cabeça, nematoides, verticílio e fusarium.

Outro diferencial é a boa sanidade foliar, fator que favorece a adaptação em períodos de alta umidade e reduz os impactos causados pelo excesso de chuvas nas lavouras.

Taos F1 combina qualidade de fruto e resistência a rachaduras

Outra alternativa indicada para cenários de maior pressão climática é o tomate salada Taos F1, também da TSV Sementes. O híbrido se destaca pelo tamanho dos frutos, além de características comerciais como ombro liso e pequena inserção.

Um dos principais diferenciais do Taos F1 é a pele mais resistente, que confere maior tolerância à rachadura, um dos principais problemas em períodos chuvosos.

Uniformidade e estabilidade produtiva em condições tropicais

O Taos F1 apresenta plantas vigorosas, com pencas compactas e menor distância entre elas em comparação a outros materiais disponíveis no mercado.

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Com média de quatro a cinco frutos por penca, o híbrido garante boa uniformidade e padronização da produção, o que contribui para melhor rendimento final.

Adaptado às condições tropicais, o material também se destaca pela sanidade foliar, reforçando seu potencial como opção para produtores que buscam estabilidade produtiva mesmo sob condições climáticas adversas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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