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Mercados globais operam em alta com impulso da IA; Ibovespa Futuro ronda 174,5 mil pontos e dólar avança com cautela fiscal

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Mercados globais: tecnologia e IA sustentam apetite por risco

Os mercados internacionais operam com sinal misto, mas viés positivo nesta quinta-feira, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia e pelo otimismo renovado com inteligência artificial (IA) e semicondutores.

Na Ásia, o destaque ficou para a forte valorização dos índices:

  • Nikkei (Japão) disparou cerca de +4,6%, refletindo fluxo comprador em tecnologia e exportadoras
  • Kospi (Coreia do Sul) avançou +5,42%, entre as maiores altas da região
  • CSI 300 (China) subiu +1,56%, sustentado por ações de tecnologia e chips
  • Índice de Xangai teve leve alta de +0,23%
  • Hang Seng (Hong Kong) recuou -1,43%, na contramão do restante da região

O movimento de alta foi impulsionado por resultados positivos no setor de semicondutores e pelo otimismo com o ciclo global de IA, que voltou a atrair fluxo para ações de tecnologia chinesas e sul-coreanas.

Analistas destacam que, apesar da volatilidade de curto prazo, o ciclo estrutural de crescimento em IA e chips segue intacto, sustentando o apetite por risco.

Europa e Estados Unidos: cautela com juros e dados de inflação

Nos mercados ocidentais, o sentimento é mais contido, com investidores à espera de novos indicadores de inflação e sinais dos bancos centrais.

  • Futuros em Wall Street operam próximos da estabilidade, após sessões recentes de correção em tecnologia
  • O foco segue na trajetória dos juros americanos e no impacto sobre valuations de crescimento
  • Commodities e câmbio seguem como vetores de volatilidade global
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Brasil: Ibovespa Futuro testa estabilidade e dólar sobe a R$ 5,21

No Brasil, o Ibovespa Futuro abriu a sessão próximo da estabilidade, em torno de 174,5 mil pontos, refletindo um dia de ajuste técnico após oscilações recentes.

O dólar comercial iniciou o pregão em leve alta, cotado a cerca de R$ 5,21, com investidores atentos ao cenário fiscal e às expectativas para a Selic após a divulgação do Relatório de Política Monetária.

Principais vetores do mercado brasileiro:

  • Petróleo em queda
    • Pressão sobre ações de energia, com impacto direto em:
      • Petrobras
      • PRIO
  • Movimentos acompanham recuo das commodities no mercado internacional
  • Minério de ferro e Vale no radar
    • Oscilação do minério na Ásia mantém atenção sobre a:
      • Vale
  • Setor financeiro busca sustentação
    • Bancos operam com viés de estabilidade após sessões voláteis:
      • Itaú, Bradesco e outros grandes nomes tentam sustentar o índice
  • B3 no centro das atenções regulatórias
    • A B3 segue no foco após discussões envolvendo decisões do Cade e governança corporativa, além da distribuição de proventos e ajustes de mercado.
  • Risco corporativo e governança
    • Mercado também monitora:
      • disputas internas na Vale
      • desdobramentos da investigação contábil da Americanas
      • fluxo de recomendações e revisões de analistas
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Commodities e câmbio: volatilidade segue no curto prazo

O cenário global de commodities continua sendo determinante para os ativos brasileiros:

  • Petróleo em baixa pressiona energia
  • Minério de ferro oscila com demanda chinesa
  • Dólar mantém força moderada frente a moedas emergentes
  • Juros globais ainda sustentam postura defensiva em parte dos investidores
Panorama do dia

O pregão desta quinta-feira é marcado por um equilíbrio entre otimismo global em tecnologia e cautela macroeconômica.

Enquanto Ásia e semicondutores puxam o humor dos mercados, o Brasil acompanha de perto o comportamento das commodities, o fluxo estrangeiro e as expectativas para política monetária e fiscal.

O resultado é um cenário de volatilidade controlada, com investidores seletivos e foco em ativos de maior qualidade e liquidez.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Empresas do agro têm até 31 de agosto para declarar “projetos do bem”

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Empresas do agronegócio que utilizaram incentivos fiscais da Lei do Bem em 2025 têm até 31 de agosto para enviar ao governo as informações sobre seus projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A prestação deve ser feita pelo Formulário de Pesquisa e Desenvolvimento, o FormP&D, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O prazo não representa uma nova rodada de inscrições. Trata-se da obrigação de informar os investimentos e benefícios já utilizados no ano-base de 2025. A empresa deve apresentar os projetos desenvolvidos, as dificuldades tecnológicas enfrentadas, os resultados alcançados e os gastos vinculados a cada atividade.

Instituída pela Lei nº 11.196, de 2005, a Lei do Bem permite que empresas tributadas pelo Lucro Real reduzam as bases de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Para utilizar o incentivo, a companhia também precisa ter apurado lucro fiscal e manter regularidade tributária.

A exclusão adicional corresponde, em regra, a 60% dos gastos elegíveis com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação. O percentual pode subir para 70% ou 80%, conforme o aumento do número de pesquisadores contratados. Há ainda uma exclusão adicional de até 20% para projetos que resultem em patente concedida ou cultivar registrado.

Isso não significa que 60% do imposto devido será abatido. Se uma empresa registrar R$ 1 milhão em despesas elegíveis, por exemplo, poderá excluir outros R$ 600 mil da base tributável. Considerando uma alíquota combinada de IRPJ e CSLL de 34%, a economia tributária nominal poderia chegar a aproximadamente R$ 204 mil, desde que exista lucro suficiente para aproveitar integralmente o benefício.

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O agronegócio reúne atividades com potencial para enquadramento porque grande parte das tecnologias precisa passar por experimentação antes da adoção comercial. Projetos com fertilizantes, bioinsumos, genética vegetal e animal, máquinas, sensores, automação, inteligência artificial, agricultura de precisão, rastreabilidade e processamento de alimentos podem ser considerados.

Ensaios de laboratório, testes de campo, construção de protótipos, plantas-piloto e desenvolvimento de novas formulações também podem integrar um projeto. O elemento central, entretanto, é a existência de incerteza tecnológica. A empresa precisa demonstrar que buscou resolver um problema técnico cujo resultado não era conhecido no início do trabalho.

A simples compra de uma máquina moderna, a instalação de um programa disponível no mercado ou a atualização rotineira de um produto não caracteriza automaticamente pesquisa e desenvolvimento. Melhorias administrativas, mudanças estéticas e adaptações sem desafio tecnológico também não costumam ser aceitas.

No campo, a comprovação pode exigir atenção adicional. Um projeto pode envolver testes realizados em diferentes propriedades, safras, solos e condições climáticas. Por isso, a empresa deve manter relatórios técnicos, contratos, notas fiscais, registros de ensaios, horas dedicadas pelos pesquisadores e critérios usados para vincular cada despesa ao projeto.

A legislação exige controle analítico dos custos. Gastos com pessoal técnico, materiais utilizados nos experimentos, testes e determinados serviços contratados no Brasil podem ser considerados, desde que atendam às regras. Recursos públicos recebidos na forma não reembolsável não podem integrar a mesma base do incentivo.

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O benefício é de utilização automática, sem aprovação prévia do MCTI. Isso não elimina a fiscalização posterior. O ministério analisa as informações técnicas, enquanto a Receita Federal pode verificar a apuração tributária e os documentos que sustentam os valores declarados.

Caso um projeto seja considerado uma melhoria comum, ou as despesas não estejam suficientemente comprovadas, a empresa poderá perder o incentivo e ser obrigada a recolher a diferença de impostos, acrescida de juros e penalidades.

A reforma tributária sobre o consumo não extingue a Lei do Bem. O novo sistema altera tributos incidentes sobre bens e serviços, enquanto o incentivo à inovação atua sobre IRPJ e CSLL. Para agroindústrias, fabricantes de máquinas, empresas de insumos, cooperativas e outras companhias do setor tributadas pelo Lucro Real, o mecanismo permanece como uma alternativa para reduzir o custo de projetos tecnológicos.

Em 2023, último resultado consolidado destacado pelo MCTI, 3.878 empresas utilizaram a Lei do Bem e declararam quase R$ 42 bilhões em investimentos. Para as companhias do agro que aproveitaram o incentivo em 2025, a prioridade agora é revisar os projetos e concluir o FormP&D até 31 de agosto.

SERVIÇO

Prazo: até 31 de agosto de 2026
Onde declarar: FormP&D do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Como acessar: o primeiro acesso deve ser feito pelo representante legal da empresa, mediante identificação na plataforma Gov.br. Depois da validação cadastral, outros usuários podem ser autorizados a preencher o formulário.
Quem deve declarar: empresas que utilizaram os incentivos da Lei do Bem no ano-base de 2025.

Fonte: Pensar Agro

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