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Mercados globais despencam com tensão geopolítica e apostas no Fed; Ibovespa recua e dólar sobe no Brasil

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Mercados globais operam em forte aversão ao risco nesta terça-feira

Os mercados financeiros internacionais iniciam a terça-feira em clima de forte instabilidade, com queda generalizada nas bolsas da Europa e da Ásia, refletindo o aumento da aversão ao risco global, pressões ligadas às expectativas de política monetária dos Estados Unidos e incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

Na Europa, os principais índices operam em baixa nas primeiras horas do pregão. O DAX, da Alemanha, recua cerca de 0,99%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, cai 0,48%. O CAC-40, da França, também apresenta queda de 0,62%, acompanhando o movimento global de correção.

Ásia registra queda forte liderada por tecnologia e temores sobre juros nos EUA

Na Ásia, o pregão foi marcado por perdas mais intensas, com destaque para ações de tecnologia e crescimento das apostas de que o Federal Reserve pode manter juros elevados por mais tempo.

Entre os principais índices:

  • Nikkei (Japão): -3,6%
  • Kospi (Coreia do Sul): -9,99%
  • Hang Seng (Hong Kong): -1,82%
  • SSE Composite (Xangai): -1,4%
  • CSI 300 (China): -2,77%
  • Taiwan Taiex: -1,34%
  • S&P/ASX 200 (Austrália): -0,33%
  • Straits Times (Cingapura): estável

A forte pressão vendedora foi intensificada pela reprecificação de juros nos Estados Unidos. Os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir, com o título de 2 anos atingindo o maior nível em 16 meses, reforçando a percepção de manutenção de política monetária restritiva.

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Além disso, a valorização do dólar pressionou commodities e ativos ligados a metais, com queda relevante em setores sensíveis ao ciclo econômico global.

China e Hong Kong seguem tendência global de baixa com foco no Fed e petróleo

As bolsas da China continental e de Hong Kong também encerraram o dia em queda, acompanhando o movimento global.

  • SSE Composite (Xangai): -1,4%
  • CSI 300: -2,8%
  • Hang Seng: -1,8%

O mercado reagiu principalmente às expectativas de elevação ou manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve, além da oscilação dos preços do petróleo após mudanças nas sanções dos Estados Unidos relacionadas ao Irã.

O ambiente de maior aversão ao risco reduziu o apetite por ativos emergentes e pressionou moedas e bolsas asiáticas, ampliando o movimento de realização de lucros.

Ibovespa recua no Brasil com pressão externa e cautela fiscal e monetária

No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão em queda de aproximadamente 1%, operando na faixa de 168,6 mil pontos, acompanhando o cenário negativo das bolsas globais e o movimento de aversão ao risco em tecnologia e commodities.

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O mercado doméstico também reage à divulgação recente da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que reforçou a percepção de juros elevados por um período prolongado.

Indicadores do mercado brasileiro (abertura)
    • Ibovespa: -0,99% (~168.679 pontos)
    • Dólar comercial: +0,66%, em torno de R$ 5,17
    • Juros futuros (DIs): em alta em toda a curva
Destaques corporativos

Petrobras (PETR3/PETR4): oscila com a queda do petróleo no mercado internacional

Vale (VALE3): acompanha volatilidade do minério de ferro na Ásia e fluxo global de investidores

Raízen (RAIZ4): segue entre os papéis mais negociados do setor de energia

Panorama geral dos mercados

O cenário global desta terça-feira é marcado por três vetores principais: aversão ao risco internacional, expectativa de política monetária mais dura nos EUA e volatilidade em commodities estratégicas. Esses fatores combinados pressionam simultaneamente bolsas desenvolvidas e emergentes, com reflexos diretos sobre o desempenho do Ibovespa e do câmbio no Brasil.

A tendência segue sensível a novos sinais do Federal Reserve, aos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e ao comportamento dos preços de energia e metais ao longo do dia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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