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Mercado interno do algodão reage após o Carnaval com alta nas cotações

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Após um período de menor movimentação devido ao feriado de Carnaval, o mercado interno de algodão registrou recuperação nas cotações, impulsionado pela retração dos produtores e pela valorização da commodity na Bolsa de Nova York. Segundo a Consultoria Safras & Mercado, a demanda interna reapareceu de forma tímida, com compradores atuando conforme a necessidade, enquanto os vendedores mantiveram postura cautelosa.

No mercado paulista, o preço do algodão colocado na indústria subiu para R$ 4,19 por libra-peso, um avanço de 0,96% em relação aos R$ 4,15 da semana anterior. Em Rondonópolis (MT), o valor pago ao produtor atingiu R$ 4,03 por libra-peso (equivalente a R$ 131,15 por arroba), representando um aumento de 1,77% na comparação com os R$ 3,96 por libra-peso (ou R$ 130,84 por arroba) da quinta-feira anterior (27).

Tarifa chinesa sobre algodão dos EUA pode favorecer Brasil

Medida fortalece competitividade do produto brasileiro no mercado global

A decisão da China de impor uma tarifa de 15% sobre as importações de algodão dos Estados Unidos já provoca impactos no mercado internacional, refletindo-se na Bolsa de Nova York, onde os preços da commodity registraram queda. Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, a nova tarifa dificulta a comercialização do algodão norte-americano para a China, o maior consumidor mundial da fibra natural.

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“Se a China estabelece um imposto de 15% sobre o algodão dos Estados Unidos, as vendas para esse mercado se tornam mais desafiadoras”, explica Barabach. Esse cenário beneficia diretamente o Brasil, que se consolida como o maior exportador global de algodão, ampliando ainda mais sua presença no mercado chinês.

A expectativa é de que a demanda chinesa pelo algodão brasileiro aumente significativamente, tornando o produto nacional ainda mais competitivo frente ao norte-americano. “Com essa tarifa, o Brasil ganha espaço no mercado, ocupando parte do volume antes destinado aos Estados Unidos”, destaca o analista.

Outro reflexo dessa movimentação pode ser a valorização do prêmio pago pelo algodão brasileiro nos portos, especialmente no Porto de Santos, principal ponto de escoamento da fibra. “Com a maior procura por parte dos compradores chineses, a tendência é de que o prêmio pago pelo algodão nacional aumente”, avalia Barabach. Ainda que os efeitos da tarifa já sejam sentidos na Bolsa de Nova York, no Brasil, a reabertura do mercado e o período de entressafra podem intensificar essa valorização nos próximos meses, reforçando a posição do país como principal fornecedor global da fibra.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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