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Mercado da soja apresenta cautela e oscilações em diferentes regiões do Brasil e na Bolsa de Chicago

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O mercado da soja segue com comportamento cauteloso e preços mistos, refletindo tanto condições locais nos estados brasileiros quanto fatores internacionais, como a política tarifária dos Estados Unidos e impactos climáticos nas lavouras americanas.

Cenário do mercado de soja nas principais regiões brasileiras

Rio Grande do Sul

O mercado da soja no Rio Grande do Sul permanece cauteloso diante da quebra de safra. Segundo a TF Agroeconômica, as cotações no porto indicam preços para entrega em maio e pagamento em 17 de junho na casa de R$ 136,00 por saca. No interior, os preços variam conforme a praça: Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí apresentam valores em torno de R$ 131,00 por saca com pagamentos previstos para início ou início/médio de julho. Em Panambi, o preço “de pedra” subiu para R$ 119,00 por saca.

Santa Catarina

A colheita foi finalizada, mas o mercado está travado, refletindo a baixa movimentação comercial em maio. A liquidez reduzida e a cautela dos agentes dificultam vendas spot e contratos futuros, resultando em leve queda nos preços. No porto de São Francisco do Sul, a saca é cotada a R$ 133,66, com alta de 0,20%.

Paraná

As exportações estão em alerta, com preços estáveis ou pouco variados. Em Paranaguá, a soja foi cotada a R$ 132,66, enquanto em Cascavel e Maringá os preços ficaram em R$ 119,51 e R$ 120,86, respectivamente. Em Ponta Grossa, o preço FOB foi R$ 118,93, e no balcão local, R$ 130,00. Já em Pato Branco, a cotação chegou a R$ 133,72 por saca.

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Mato Grosso do Sul

A rentabilidade é limitada e o mercado segue instável. Em Dourados, o preço spot da soja teve leve alta, chegando a R$ 118,88 (+0,62%), mesmo valor praticado em Campo Grande e Sidrolândia. Já Chapadão do Sul apresentou valor menor, R$ 112,25. Os custos logísticos, como fretes e armazenagem, continuam influenciando a competitividade regional.

Mato Grosso

O aumento dos fretes devido à safra histórica gera preocupação. A capacidade de armazenagem não acompanha o ritmo da produção, o que pode forçar vendas em momentos desfavoráveis e prejudicar o planejamento comercial. Os preços em algumas regiões registram pequenas altas: Campo Verde e Primavera do Leste em R$ 113,24 (+0,22%), enquanto Lucas do Rio Verde e Nova Mutum estão em R$ 109,12. Rondonópolis acompanha Campo Verde, e Sorriso marca R$ 108,71 por saca.

Mercado internacional: soja na Bolsa de Chicago opera próxima da estabilidade

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a soja teve pregão misto, com preços próximos da estabilidade. O contrato de julho, referência para a safra brasileira, subiu 0,31%, fechando a US$ 1.051,75 por bushel. O contrato de agosto também registrou alta de 0,31%, a US$ 1.048,50. O farelo de soja valorizou-se 0,92%, a US$ 296,40 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja caiu 1,10%, a US$ 48,39 por libra-peso.

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A oscilação reflete incertezas sobre a política tarifária dos Estados Unidos. Uma decisão do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA suspendeu temporariamente tarifas retaliatórias, gerando alívio, mas o Tribunal de Apelações reverteu essa decisão no fim do dia, restabelecendo as tarifas e podendo influenciar os próximos pregões.

Além disso, fatores climáticos afetaram a produção americana. Inundações no Arkansas danificaram cerca de 31% das lavouras, com prejuízo estimado superior a US$ 79 milhões, o que pressiona a oferta da safra dos EUA.

Expectativas para os próximos movimentos de preço

Diante deste cenário complexo, especialistas apontam para a possibilidade de retomada dos preços da soja, impulsionada por questões climáticas e incertezas geopolíticas. Naomi Blohm, consultora sênior da Stewart Peterson, destaca que o mercado está preparado para romper a faixa atual de preços, refletindo a combinação desses fatores.

Assim, o mercado da soja no Brasil e no exterior apresenta um momento de cautela, com diferentes regiões enfrentando desafios próprios, enquanto o cenário internacional permanece marcado por volatilidade e expectativas de reajustes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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