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Inteligência Artificial impulsiona inovação sustentável no agronegócio brasileiro

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A combinação de biotecnologia avançada, inteligência artificial (IA) e machine learning está transformando o agronegócio brasileiro, permitindo o desenvolvimento de soluções mais rápidas, eficientes e sustentáveis para a produção de alimentos. Estudos da CropLife Brasil e da Agroconsult apontam que, nos últimos 25 anos, a biotecnologia gerou R$ 143,5 bilhões em receita adicional para o setor.

Brasil como protagonista global em biotecnologia agrícola

O país se destaca internacionalmente não apenas pela produção expressiva de grãos e biodiversidade, mas também pela qualidade científica e maturidade do mercado de investimentos em biotecnologia. Esse cenário favorece o crescimento das agtechs – startups especializadas em soluções biotecnológicas para o agronegócio.

Entre elas, está a InEdita Bio, fundada em 2021, que reúne jovens cientistas com expertise em edição genômica. O objetivo da empresa é desenvolver características (“traits”) de alto impacto em culturas globais, promovendo maior sustentabilidade na produção de alimentos.

Edição genômica: inovação além dos transgênicos

A InEdita Bio adota uma abordagem diferenciada: em vez de introduzir genes de outras espécies, a empresa edita genes da própria planta para aprimorar características agronômicas desejáveis. A companhia já possui patentes internacionais depositadas no USPTO, garantindo a proteção de suas plataformas de edição genômica.

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Essas tecnologias permitem criar plantas resistentes a pragas e doenças, com maior fixação biológica de nitrogênio e melhor adaptação a condições de seca e altas temperaturas.

IA como motor da edição genômica

A plataforma proprietária On Target™ utiliza IA e machine learning para gerar RNAs regulatórios exclusivos, capazes de silenciar genes essenciais de patógenos e pragas, reduzindo a probabilidade de desenvolvimento de resistência.

“Comparo a edição genômica ao processo de revisar um texto: não adicionamos nada novo, apenas ajustamos pequenas partes para melhorar o todo”, explica Paulo Arruda, sócio-fundador da InEdita Bio.

Nova geração de biológicos com inteligência artificial

Outra startup que aposta fortemente na IA é a Symbiomics, que combina inteligência artificial, machine learning e genômica avançada para desenvolver biológicos de nova geração. Seus algoritmos identificam combinações robustas de microrganismos capazes de melhorar a nutrição das plantas, controlar pragas e regenerar o solo.

“A maioria dos biológicos disponíveis ainda utiliza cepas tradicionais. Nosso trabalho é descobrir microrganismos pouco explorados com alto potencial biotecnológico”, afirma Jader Armanhi, COO e cofundador da Symbiomics.

A empresa desenvolve SynComs (synthetic communities), comunidades microbianas sintéticas desenhadas por análises computacionais para replicar, de forma simplificada, a eficiência das comunidades naturais associadas às plantas.

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Bioinsumos: mais sustentabilidade e economia

O uso de bioinsumos representa uma alternativa mais sustentável ao meio ambiente e à saúde humana, além de gerar ganhos econômicos significativos. Um estudo de 2024 do Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o setor privado, estima que a adoção de bioinsumos em gramíneas como trigo, arroz, milho e cana-de-açúcar poderia gerar economia de até US$ 5,1 bilhões anuais e reduzir 18,5 milhões de toneladas de CO₂.

Atualmente, o mercado brasileiro de bioinsumos movimenta mais de US$ 1,5 bilhão, com potencial de ultrapassar US$ 3 bilhões até o final da década, segundo a DunhamTrimmer – International Bio Intelligence.

“IA redefine os limites da produtividade e abre caminho para um campo mais eficiente, diverso e conectado ao futuro”, conclui Jader Armanhi.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá está entre as dez capitais com melhor qualidade de vida do Brasil, aponta IPS 2026

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Cuiabá ficou entre as dez capitais brasileiras mais bem colocadas no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). A capital mato-grossense ocupa a décima posição no ranking nacional e lidera o cenário estadual, em um levantamento que avalia a qualidade de vida da população com base em indicadores sociais e ambientais.

O estudo analisa os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores distribuídos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. O objetivo é medir o acesso da população a condições essenciais para viver bem, para além de indicadores econômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB).

No ranking das capitais, Cuiabá ficou atrás de cidades como Curitiba, Brasília e São Paulo, mas se destacou pelos resultados em áreas ligadas ao atendimento de necessidades básicas e aos fundamentos do bem-estar.

O desempenho evidencia a diferença entre os grandes centros urbanos e municípios mais isolados do país, onde o acesso a serviços públicos e infraestrutura ainda apresenta maiores desafios.

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O IPS Brasil 2026 aponta média nacional de 63,40 pontos em uma escala de 0 a 100, registrando uma evolução discreta em relação ao ano anterior. A metodologia do índice considera 12 componentes para compor a avaliação dos municípios, são eles:

  • Nutrição e Cuidados Médicos Básicos
  • Água e Saneamento
  • Moradia
  • Segurança Pessoal
  • Acesso ao Conhecimento Básico
  • Acesso à Informação e Comunicação
  • Saúde e Bem-Estar
  • Qualidade do Meio Ambiente
  • Direitos Individuais
  • Liberdades Individuais e de Escolha
  • Inclusão Social
  • Acesso à Educação Superior

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou que o reconhecimento no IPS Brasil 2026 reforça o potencial da capital mato-grossense em crescer de forma equilibrada, aliando desenvolvimento econômico, preservação ambiental e qualidade de vida. O prefeito citou que a capital é agraciada com mais de 300 nascentes e que precisa de ações para o futura da cidade. Abilio também ressaltou que Cuiabá se consolida como a capital do agronegócio, dos serviços e do comércio, com geração de empregos e carência de mão de obra em diversos setores, cenário que demonstra a força da economia local.

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“Cuiabá vive um novo momento. Queremos uma capital viva, que preserve sua cultura, sua história e suas tradições, mas que também acompanhe o desenvolvimento, atraia investimentos, gere oportunidades e ofereça qualidade de vida para quem vive aqui”, afirmou.

Confira abaixo o ranking de pontuações das capitais no IPS Brasil 2026:

  1. Curitiba (PR): 71,29
  2. Brasília (DF): 70,73
  3. São Paulo (SP): 70,64
  4. Campo Grande (MS): 69,77
  5. Belo Horizonte (MG): 69,66
  6. Goiânia (GO): 69,47
  7. Palmas (TO): 68,91
  8. Florianópolis (SC): 68,73
  9. João Pessoa (PB): 67,73
  10. Cuiabá (MT): 67,22

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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