AGRONEGÓCIO

Mercado Global de Açúcar Sofre Queda com Aumento da Oferta e Safra Abundante na Índia

Publicado em

Os contratos futuros de açúcar registraram queda nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (14), em resposta às projeções de aumento na oferta global, impulsionadas principalmente pela promissora safra na Índia.

De acordo com informações do Barchart, o Departamento Meteorológico da Índia divulgou que o país recebeu 579,7 mm de chuva até o dia 11 de agosto, durante a atual temporada de monções, um volume 7% superior à média histórica de 481,9 mm. A temporada de monções, que ocorre entre os meses de junho e setembro, é crucial para a produção agrícola do país, especialmente para a cana-de-açúcar.

Desempenho nas Bolsas Internacionais

Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto sofreu uma desvalorização significativa. O contrato com vencimento em outubro de 2024 recuou 42 pontos, fechando em 17,97 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de março de 2025 também apresentou queda, com perda de 40 pontos, encerrando a 18,26 centavos de dólar por libra-peso.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco seguiu a tendência de retração. O contrato de outubro de 2024 caiu US$ 7,70, finalizando a US$ 515,40 por tonelada. O contrato de dezembro de 2024, por sua vez, recuou US$ 8,40, fechando a US$ 508,80 por tonelada.

Leia Também:  Tecnologia e Planejamento: Soluções para Superar a Instabilidade Climática na Safra 2024/25
Mercado Doméstico: Açúcar Cristal e Etanol

No mercado doméstico, o açúcar cristal também apresentou uma ligeira queda. De acordo com dados do Cepea/Esalq, as usinas negociaram a saca de 50 quilos a R$ 129,78, refletindo uma redução de 0,30%.

Já o etanol hidratado manteve-se estável, sem variação nos preços, encerrando a R$ 2.707,00 por metro cúbico, conforme o Indicador Diário de Paulínia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações do agro brasileiro avançam em abril e soja lidera embarques, aponta ANEC

Published

on

O Brasil segue com ritmo acelerado nas exportações do agronegócio em 2026, com destaque para a soja e o milho, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório da Semana 16 mostra avanço consistente nos embarques e reforça o protagonismo do país no comércio global de grãos.

Embarques semanais superam 3,4 milhões de toneladas de soja

Na semana de 19 a 25 de abril, os embarques brasileiros de soja somaram cerca de 3,48 milhões de toneladas. Para o período seguinte, entre 26 de abril e 2 de maio, a projeção indica aumento para aproximadamente 4,46 milhões de toneladas.

Os dados refletem a intensificação da logística portuária, com destaque para:

  • Porto de Santos: maior volume embarcado, superando 1,4 milhão de toneladas de soja
  • Paranaguá: mais de 400 mil toneladas
  • Barcarena e São Luís/Itaqui: forte participação no escoamento pelo Arco Norte

Além da soja, o farelo e o milho também apresentaram movimentação relevante nos principais portos do país.

Exportações crescem em abril e reforçam tendência positiva em 2026

No acumulado mensal, abril deve registrar entre 18,0 milhões e 20 milhões de toneladas exportadas, considerando todos os produtos analisados.

Leia Também:  CNA debate metodologias de levantamento da safra de soja

Entre os destaques:

  • Soja: cerca de 14,9 milhões de toneladas embarcadas
  • Milho: 2,75 milhões de toneladas
  • Farelo de soja: volumes mais modestos, mas com recuperação frente a meses anteriores

No acumulado do ano, o Brasil já soma mais de 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional.

Comparativo com 2025 mostra avanço nas exportações

Os dados da ANEC indicam crescimento relevante frente ao ano anterior, especialmente no primeiro quadrimestre:

  • Janeiro: alta expressiva nos embarques
  • Março e abril: consolidação do crescimento
  • Fevereiro: leve recuo pontual

Em abril, o volume exportado supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o registrado no mesmo período de 2025.

China segue como principal destino da soja brasileira

A demanda internacional permanece aquecida, com forte concentração nas compras chinesas. Entre janeiro e março de 2026:

  • China: responsável por 75% das importações de soja brasileira
  • Espanha e Turquia: aparecem na sequência, com participações menores
  • Países asiáticos e do Oriente Médio ampliam presença
Leia Também:  Variações no mercado de boi gordo: Indicador apresenta queda em janeiro

No caso do milho, os principais destinos incluem Egito, Vietnã e Irã, reforçando a diversificação dos mercados compradores.

Logística e demanda sustentam desempenho do agro

O avanço das exportações brasileiras está diretamente ligado à combinação de fatores como:

  • Safra robusta
  • Demanda internacional aquecida
  • Eficiência logística, com maior uso de portos do Norte

A tendência é de manutenção do ritmo positivo ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço da comercialização da safra e a continuidade da demanda global por grãos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA