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Tecnologia e Planejamento: Soluções para Superar a Instabilidade Climática na Safra 2024/25

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A safra 2024/25 no Brasil começou de forma conturbada, com atrasos no plantio nas principais regiões produtoras devido à instabilidade climática. No entanto, os agricultores seguem avançando na semeadura, e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mantém sua previsão de produção de 322,47 milhões de toneladas de grãos. Em um cenário de incertezas, causadas pelas mudanças climáticas, o planejamento rigoroso se tornou essencial para enfrentar os desafios e alcançar uma safra produtiva e rentável.

Wellington Sena, executivo técnico de negócios da GAtec – unidade de negócios da Senior Sistemas, especializada em soluções de gestão –, alerta que o atraso no plantio pode afetar não só a safra atual, mas também as futuras. “Quanto maior o adiamento do plantio, mais restrita será a janela para a próxima semeadura, o que pode comprometer o cronograma original”, afirmou. Diante desse cenário, o produtor deve agir rapidamente, recalcular as rotas e buscar alternativas para minimizar os impactos e recuperar o tempo perdido.

Tecnologia como aliada na tomada de decisões

A utilização de tecnologias de gestão agrícola tem se mostrado fundamental para a tomada de decisões rápidas e assertivas. A GAtec, por exemplo, oferece o SimpleFarm, um software multiplataforma que ajuda os produtores a acompanhar todos os processos da lavoura, desde o controle de pragas até o monitoramento das condições climáticas. O sistema possibilita uma gestão detalhada da produção, dividida em seis níveis – de empresa a talhão – permitindo um controle eficaz da fazenda, além de otimizar os recursos e facilitar o planejamento de safra.

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Além disso, as ferramentas da empresa também auxiliam desde o planejamento inicial até a organização dos recursos, como maquinário, mão de obra e insumos. “Com dados atualizados, o agricultor pode ajustar sua estratégia ao longo da safra, garantindo mais segurança e assertividade”, acrescentou Sena.

Dicas para o planejamento da safra

A chave para o sucesso de uma safra produtiva e sustentável está no planejamento integrado e na adoção de práticas eficientes. A seguir, algumas dicas para otimizar o gerenciamento da produção e superar os desafios climáticos:

Análise do solo e escolha das culturas: Realize uma análise detalhada do solo para entender suas características físicas, químicas e biológicas. A escolha da cultura deve considerar fatores como demanda de mercado, resistência a doenças e adequação ao clima e ao solo. Prefira sementes de alta qualidade, preferencialmente com tecnologias de resistência a pragas e herbicidas.

Rotação de culturas: A rotação de culturas é essencial para preservar a saúde do solo e evitar o esgotamento de nutrientes. Culturas de cobertura entre safra também ajudam a controlar a erosão e aumentar a matéria orgânica.

Gestão do clima e irrigação: Acompanhe as previsões climáticas e prepare-se para eventos extremos. Se sua região depende de irrigação, invista em sistemas eficientes, como o gotejamento ou pivô central, para garantir o uso racional da água.

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Planejamento de insumos: Antecipe a compra de insumos, como fertilizantes e defensivos, para reduzir custos. Mantenha um controle rigoroso sobre os gastos e alinhe o planejamento financeiro com as projeções de receita.

Controle de pragas e doenças: Realize monitoramento constante das lavouras e adote práticas preventivas, como o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina métodos químicos, biológicos e culturais para minimizar os danos causados por pragas.

Previsão de colheita e comercialização: Defina com antecedência o período da colheita e tenha um plano para o armazenamento ou a venda da produção. Acompanhe as tendências de preços e, se possível, estabeleça acordos com compradores antecipados para garantir preços favoráveis.

Gestão de riscos: Considere contratar seguros agrícolas para se proteger contra perdas devido a fenômenos climáticos extremos. Também é recomendável manter uma reserva financeira para lidar com imprevistos, como quebras de safra e flutuação de preços.

Com o uso estratégico de tecnologias e um planejamento bem estruturado, os agricultores podem enfrentar as adversidades climáticas e alcançar uma safra mais eficiente e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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