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Mercados Asiáticos Sofrem Queda com Novas Ameaças Comerciais dos EUA

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As ações dos mercados chineses e de Hong Kong registraram quedas significativas nesta segunda-feira, em meio a uma escalada nas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. A iminência de novas tarifas e restrições impostas pelo governo norte-americano, aliada às preocupações geopolíticas, enfraqueceu o apetite por risco dos investidores.

O índice chinês CSI300, que reúne as principais empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,46%, atingindo 3.848 pontos, o menor fechamento em cinco semanas. Já o índice SSEC, de Xangai, teve leve queda de 0,11%, encerrando o dia em 3.263 pontos, mínima de três semanas.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,41%, para 19.150 pontos, praticamente anulando os ganhos acumulados desde o fim de setembro, período em que estímulos econômicos promovidos pelo governo chinês impulsionaram o mercado local.

Perspectivas de volatilidade no mercado chinês

James Wang, estrategista-chefe para a China do UBS Investment Bank Research, prevê um ano de intensa volatilidade para os mercados acionários do país, com múltiplos fatores exercendo pressões contraditórias. Segundo Wang, os desafios imediatos incluem as tarifas comerciais dos EUA, incertezas quanto a novas medidas restritivas e sinais de estabilização nos fluxos de entrada no varejo. Ele estima que o mercado pode registrar uma queda adicional de até 5% até o final do primeiro trimestre de 2025.

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As tensões aumentaram após o anúncio do governo Biden de que novas restrições de exportação contra a China serão divulgadas ainda esta semana. Estima-se que até 200 empresas chinesas de semicondutores sejam incluídas na lista de controle comercial.

Além disso, a nomeação de Scott Bessent para o cargo de secretário do Tesouro dos EUA, que já atuou ao lado de investidores renomados como George Soros e Jim Chanos, gerou receios de uma possível escalada na guerra financeira entre as duas potências econômicas.

Outros mercados asiáticos

Enquanto China e Hong Kong sofreram recuos, outros mercados asiáticos tiveram desempenho misto:

  • Tóquio: o índice Nikkei avançou 1,3%, alcançando 38.780 pontos.
  • Seul: o Kospi subiu 1,32%, encerrando em 2.534 pontos.
  • Taiwan: o índice Taiex registrou leve alta de 0,19%, fechando em 22.948 pontos.
  • Cingapura: o Straits Times recuou 0,39%, para 3.731 pontos.
  • Sydney: o índice S&P/ASX 200 teve alta de 0,28%, finalizando em 8.417 pontos.

As incertezas em torno das relações sino-americanas e os possíveis impactos de novas regulamentações continuam a preocupar investidores, reforçando um ambiente de cautela nos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado

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O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas quase três em cada quatro vieram do exterior. Os dados mostram que a oferta mensal se manteve próxima de 10 milhões de doses, enquanto a produção nacional perdeu participação e aumentou a dependência das importações para proteger os rebanhos.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 7,30 milhões de doses disponibilizadas no mês passado foram importadas, o equivalente a 73,16% do total. As fábricas brasileiras forneceram 2,68 milhões de doses, ou 26,84%.

Em julho, haviam sido colocadas no mercado 10,16 milhões de doses, das quais 60,31% eram importadas. Na passagem de um mês para o outro, a oferta total diminuiu 1,7%, mas a produção nacional caiu aproximadamente 34%. As importações cresceram 19% e sustentaram o abastecimento.

O balanço não significa necessariamente que as vacinas chegaram de forma regular a todas as regiões. O número divulgado pelo governo corresponde às doses liberadas para comercialização, e não à quantidade efetivamente vendida, distribuída em cada Estado ou aplicada nos animais.

O acompanhamento mensal começou depois de uma escassez registrada no início do ano. Fabricantes interromperam a produção e a comercialização de imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, reduzindo a oferta em um mercado já concentrado. Desde então, o governo passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com as empresas a ampliação da produção.

As clostridioses não são uma única doença. O nome reúne diferentes enfermidades provocadas por bactérias do gênero Clostridium e, principalmente, pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão o botulismo, o carbúnculo sintomático, chamado no campo de manqueira, a gangrena gasosa, a enterotoxemia e o tétano.

Essas bactérias conseguem formar esporos resistentes, que permanecem por longos períodos no solo, na água, em restos de animais e no ambiente das propriedades. Em determinadas condições, os microrganismos se multiplicam ou produzem toxinas que atingem o sistema nervoso, os músculos ou o aparelho digestivo dos animais.

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No botulismo, a toxina provoca paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e engolir e, nos casos graves, parada respiratória. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de água ou alimento impróprio e pelo contato com restos de animais em pastagens, silagens ou suplementos.

O carbúnculo sintomático atinge principalmente bovinos jovens e bem alimentados. A doença provoca febre, dificuldade de locomoção e inchaço dos músculos. A evolução é muito rápida e a mortalidade pode se aproximar de 100%. Em muitas ocorrências, o animal é encontrado morto antes que o produtor perceba sinais claros.

A enterotoxemia está associada à produção de toxinas no intestino e pode surgir após mudanças bruscas na alimentação, especialmente em sistemas intensivos. O tétano e a gangrena gasosa estão relacionados à contaminação de ferimentos, inclusive aqueles provocados por procedimentos de manejo.

As clostridioses geralmente não se espalham entre os animais da mesma forma que uma virose altamente contagiosa. O risco está na presença dos agentes no ambiente e na dificuldade de tratamento. Como a evolução costuma ser rápida, a vacinação preventiva é considerada a principal forma de controle.

O prejuízo começa com a morte do animal, mas não termina nela. O produtor perde o valor investido em genética, alimentação, medicamentos, mão de obra e tempo de criação. Também pode ter gastos com diagnóstico, descarte da carcaça, atendimento veterinário e revisão do manejo sanitário e nutricional.

Pelos preços atuais, um bezerro vale cerca de R$ 3,4 mil. Um bovino terminado com 18 arrobas pode superar R$ 6,2 mil, considerando a cotação do boi gordo próxima de R$ 347 por arroba. Em confinamentos, a perda inclui ainda toda a alimentação consumida até o momento da morte, o que torna o prejuízo maior conforme o animal se aproxima do abate.

Levantamentos realizados em confinamentos colocam as clostridioses entre as principais causas sanitárias de mortalidade. Em propriedades sem vacinação adequada, surtos de botulismo ou manqueira podem atingir vários animais em poucos dias e comprometer o resultado de um lote inteiro.

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Não existe uma estimativa oficial consolidada do prejuízo anual provocado por essas doenças em todo o País. O impacto nacional ocorre pela soma das mortes nas propriedades, da menor produção de carne e leite e do aumento das despesas sanitárias. Diferentemente da febre aftosa, as clostridioses não costumam provocar o fechamento generalizado de mercados internacionais, mas reduzem a eficiência econômica da pecuária.

Com um rebanho de aproximadamente 238 milhões de bovinos, além de milhões de ovinos e caprinos que também podem ser imunizados, o Brasil precisa de oferta contínua. Uma única aplicação nem sempre completa a proteção. Animais vacinados pela primeira vez geralmente precisam de dose inicial e reforço, conforme a idade, o produto utilizado e a orientação do médico-veterinário.

Por isso, não é possível comparar diretamente as quase 10 milhões de doses liberadas em agosto com o tamanho total do rebanho e concluir que o volume é suficiente ou insuficiente. A necessidade varia ao longo do ano e depende do histórico de vacinação, da categoria animal e dos riscos presentes em cada propriedade.

A retomada das importações reduziu o risco imediato de falta, mas a queda da produção nacional mantém o setor exposto a atrasos logísticos, oscilações cambiais e problemas nos países fornecedores. O desafio agora é garantir que a oferta permaneça regular e chegue às regiões pecuárias antes de ocorrerem falhas nos calendários de imunização.

O Mapa informou que trabalha com a indústria para ampliar a fabricação no País, viabilizar as importações e acelerar a fiscalização e a liberação dos produtos. Para o produtor, a orientação é não substituir ou adiar o protocolo por conta própria e procurar o médico-veterinário responsável para definir a vacina e o calendário adequados ao rebanho.

Fonte: Pensar Agro

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