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Mercado Físico de Algodão no Brasil Descolado de Nova York em Janeiro

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O mercado físico brasileiro de algodão experimentou um descolamento do referencial da Bolsa de Nova York durante a maior parte de janeiro, um comportamento típico da entressafra. De acordo com a Safras Consultoria, os compradores reduziram suas bases de negociação, demonstrando interesse pontual para entrega em 30 dias. Por outro lado, os produtores adotaram uma postura mais defensiva, o que contribuiu para mitigar a pressão negativa sobre as cotações domésticas.

A indústria nacional também esteve menos agressiva, especialmente após o pico de consumo registrado no final de 2024. No mercado spot, o preço do algodão no CIF de São Paulo fechou na quinta-feira, 30 de janeiro, a R$ 4,10 por libra-peso, o que representa uma queda de 1,20% em relação ao valor de R$ 4,15 registrado na semana anterior (23 de janeiro). Em comparação com o mesmo período do mês anterior, quando o preço era de R$ 4,18 por libra-peso, a desvalorização foi ainda mais expressiva.

Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o preço pago ao produtor foi de R$ 3,88 por libra-peso, equivalente a R$ 128,23 por arroba. Esse valor representa uma redução de 1,29% em relação à semana anterior, quando a cotação estava em R$ 3,93 por libra-peso (R$ 129,90 por arroba). Quando comparado com o preço do mesmo período do mês passado, quando a pluma era negociada a R$ 3,97 por libra-peso (R$ 131,28 por arroba), a retração foi de 2,32%.

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Impactos das paridades de exportação em Mato Grosso

Em Mato Grosso, as paridades de exportação para os contratos de julho/25 e dezembro/25 apresentaram queda de 1,46% e 1,14%, respectivamente, com os valores médios ficando em R$ 139,14 por arroba e R$ 141,12 por arroba. Esse declínio é atribuído, principalmente, à desvalorização do dólar, que afetou os contratos futuros desses períodos, impulsionada pela incerteza econômica global, especialmente devido às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre taxações previstas para serem implementadas em fevereiro de 2025.

Perspectivas para o mercado de algodão no curto prazo

No curto prazo, as movimentações nos preços do algodão não indicam grandes valorizações, considerando o cenário atual de questões macroeconômicas globais, além do panorama de oferta e demanda da fibra, que aponta para uma produção superior ao consumo. As informações são do Imea.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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