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Produção de Açúcar no Centro-Sul Atinge Crescimento Significativo

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A produção de açúcar das usinas do Centro-Sul somou 3,25 milhões de toneladas na segunda quinzena de junho, representando um aumento de 20,11% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024, quando foram produzidas 2,70 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta semana pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Desde o início da safra, em primeiro de abril, até o dia primeiro de julho, a produção totalizou 14,20 milhões de toneladas, comparadas às 12,27 milhões de toneladas do ciclo anterior, resultando em um crescimento de 15,70%.

Na última quinzena, 49,89% da cana-de-açúcar disponível foi destinada à produção de açúcar, enquanto no mesmo período da safra passada, esse percentual era de 49,36%. “Até o momento, o aumento na fabricação de açúcar atingiu 1,93 milhão de toneladas, sendo 1,63 milhão decorrente do avanço na moagem de cana-de-açúcar e apenas 300 mil toneladas associadas à mudança no mix de produção das unidades produtoras”, explicou Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica.

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Na segunda quinzena de junho, as usinas do Centro-Sul processaram 48,80 milhões de toneladas de cana, comparadas às 43,19 milhões de toneladas do mesmo período na safra 2023/2024, um incremento de 12,99%. Desde o início da safra 2024/2025 até 1º de julho, a moagem alcançou 238,40 milhões de toneladas, em comparação às 210,48 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior, resultando em um aumento de 13,27%.

“O avanço na moagem até o momento está relacionado à antecipação do início das operações nos primeiros meses da safra e, especialmente, às condições climáticas favoráveis à colheita no atual ciclo”, destacou Rodrigues. Ele alertou que a aceleração na moagem pode levar a uma antecipação da colheita, aumentando o risco de impacto do clima seco no rendimento das lavouras em algumas áreas.

Exportações Brasileiras de Açúcar Superam 1 Milhão de Toneladas na Primeira Semana de Julho

A receita média diária obtida com as exportações brasileiras de açúcar e melaços atingiu US$ 95,913 milhões nos primeiros cinco dias úteis de julho, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário de exportações foi de 207,256 mil toneladas no mês. No total, foram exportadas 1.036.283 toneladas de açúcar em julho, gerando uma receita de US$ 479 milhões, com preço médio de US$ 462,80 por tonelada.

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Em comparação à média diária de julho de 2023, de US$ 70,978 milhões, houve um aumento de 35,1% no valor obtido diariamente pelas exportações de açúcar em julho de 2024. Em termos de volume, houve um ganho de 47,8% em relação às 140,198 mil toneladas exportadas diariamente em julho de 2023. No entanto, o preço médio apresentou uma queda de 8,6%, passando de US$ 506,30 por tonelada em julho de 2023 para US$ 462,80 por tonelada em julho de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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