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Participação brasileira nas exportações mundiais de carne de frango aumenta pelo terceiro ano consecutivo

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Era notório que essa participação vinha recuando no decorrer do tempo – seja porque grandes importadores aumentaram a produção própria ou porque diversos produtores intensificaram a presença no mercado internacional, transformando-se em concorrentes do produto brasileiro.

Assim, após o pico de, praticamente, 40,5% registrado em 2007 (efeito da queda de produção no Hemisfério Norte em decorrência de surtos de Influenza Aviária), a participação brasileira recuou de forma quase contínua nos 13 anos seguintes. Ou seja: houve breve reversão apenas em 2015, novamente por conta da Influenza Aviária no Hemisfério Norte.

O ciclo de queda foi fechado em 2020, mas desta vez por outro problema sanitário: a pandemia de Covid-19, que não só paralisou o comércio mundial, mas também reduziu significativamente a demanda pelo produto. Então, a participação do Brasil nas exportações globais caiu para cerca de 31,5%, uma retração de mais de 20% em relação ao pico de 2007 e o retorno, praticamente, aos níveis registrados em 2003, quando o País ainda caminhava em direção à liderança mundial nas exportações de carne de frango.

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A recuperação iniciada em 2021 com continuidade em 2022 teve como pano de fundo o pós-pandemia (o mundo retornando à normalidade), mas também o efeito da guerra na Europa (que encareceu os custos e/ou forçou a redução da produção).

Mas o incremento observado no ano passado decorreu, sem dúvida nenhuma, do fato de a avicultura brasileira ter permanecido livre da Influenza Aviária. Foi o que permitiu chegar a, praticamente, 37% de participação nas exportações mundiais do produto, apenas 3,5 pontos percentuais a menos que no pico de 2007.

Note-se, neste último caso, que essa redução não significa perda de participação – até pelo contrário. É que os procedimentos atuais em relação aos países afetados pela Influenza Aviária sofreram mudança radical pelos padrões sanitários da Organização Mundial de Saúde Animal.

Em 2007, por exemplo, uma vez identificado um foco da doença em qualquer parte do país, todo o país era obrigado a suspender suas exportações, sujeitando-se ao embargo total de seus produtos avícolas. Hoje (embora ainda haja importador que apele para o embargo total ao país afetado), a maioria dos embargos se restringe ao local dos focos, assegurando ao restante do país a permanência no mercado.

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Não fosse isso, a participação brasileira seria muitíssimo maior. E o fato de o País manter participação muito próxima da registrada em 2007 indica maior confiança no produto do Brasil.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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