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Mercado do milho inicia semana em queda na B3, enquanto Chicago tenta se recuperar após fortes perdas

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Preços futuros do milho abrem a semana em queda na B3

A semana começou com recuo nos preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). Por volta das 9h49 desta segunda-feira (2), os principais contratos operavam no campo negativo:

  • Julho/25: R$ 62,65 (-0,52%)
  • Setembro/25: R$ 63,86 (-0,82%)
  • Novembro/25: R$ 67,59 (-0,30%)
  • Janeiro/25: R$ 71,16 (-0,27%)

A queda nos preços reflete um movimento típico para o período, marcado pelo avanço da colheita da segunda safra, o que tende a aumentar a oferta interna e pressionar as cotações.

Chicago abre com leves altas após perdas expressivas

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho começaram a segunda-feira em alta, tentando recuperar parte das perdas acumuladas na semana anterior. Por volta das 9h44 (horário de Brasília), os contratos registravam as seguintes cotações:

  • Julho/25: US$ 4,47 (+3,25 pts)
  • Setembro/25: US$ 4,24 (+1,50 pts)
  • Dezembro/25: US$ 4,39 (+1 pt)
  • Março/25: US$ 4,55 (+1 pt)

Segundo o portal Farm Futures, o mercado tenta se reequilibrar após os indicadores técnicos do milho sofrerem forte erosão, com risco de novas quedas caso os especuladores intensifiquem as apostas baixistas.

Vender milho antecipadamente exige cautela

De acordo com análise da TF Agroeconômica, embora o momento ainda favoreça a venda antecipada do milho, é preciso atenção. A consultoria lembra que quem se antecipou nos últimos 50 dias conseguiu ganhos de até R$ 20 por saca. No entanto, alertam que esperar até julho, tradicionalmente o mês de maior oferta, pode ser um erro estratégico.

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Para produtores que desejam proteger os preços sem correr riscos com a entrega física, a recomendação é negociar contratos futuros na B3. O mercado futuro, segundo a TF, oferece segurança em anos com incertezas climáticas, como o atual.

Fatores de alta e baixa no radar dos investidores

O mercado do milho está sendo influenciado por fatores que atuam tanto na valorização quanto na desvalorização dos preços:

Fatores de alta:

  • Possível redução na área plantada nos EUA devido ao excesso de chuvas em estados como Ohio
  • Venda recente de 210,5 mil toneladas de milho pelos EUA para destinos não revelados
  • Aumento da produção de etanol nos EUA, com 1.056.000 barris diários, e redução nos estoques

Fatores de baixa:

  • Avanço da colheita da safrinha no Brasil
  • Incertezas nas relações comerciais dos EUA, com discussões sobre tarifas e isenções para refinarias
  • Potencial impacto na demanda por milho para etanol
Volatilidade marcou o mercado na última semana

Na última sexta-feira (30), os contratos futuros de milho na B3 encerraram o pregão em alta, impulsionados pela valorização do dólar, que aumentou a competitividade do milho brasileiro no mercado externo. Ainda assim, o mês de maio terminou com saldo negativo.

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Os dados da B3 mostram:

  • Julho/24: R$ 62,95 (+R$ 0,23 no dia, -R$ 0,24 na semana, -6,45% no mês)
  • Setembro/24: R$ 67,79 (+R$ 0,25 no dia, +R$ 0,06 na semana)

No mercado físico, o indicador Cepea caiu 3,08% na semana e acumulou baixa de 13,95% em maio.

Chicago registra maior queda entre os grãos em maio

Na CBOT, o milho registrou a maior desvalorização entre os grãos negociados ao longo de maio. O contrato de julho/24 caiu 0,67% na sexta-feira, encerrando a US$ 4,44 por bushel, com perdas de 3,37% na semana e 6,62% no mês.

As exportações norte-americanas somaram 916,7 mil toneladas na última semana, uma redução de 23% em relação ao volume anterior e o menor patamar semanal do ano, abaixo de 1 milhão de toneladas.

Incertezas políticas e comerciais pesam no cenário externo

O mercado internacional segue atento às movimentações políticas nos EUA. A possibilidade de retorno de Donald Trump à presidência levanta temores sobre novas tarifas comerciais. Além disso, rumores de cancelamentos de compras internacionais aumentam a cautela.

Mesmo com especulações sobre a redução da área plantada com milho nos EUA para a safra 2025/26, muitos agricultores optaram por manter o cultivo do cereal, diante da relação de preços mais favorável em comparação à soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais operam com liquidez reduzida por feriado nos EUA; Ibovespa acompanha cenário externo enquanto mercado monitora indústria brasileira e resultados corporativos

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O mercado financeiro iniciou esta sexta-feira (3) em ritmo mais lento devido ao fechamento das bolsas norte-americanas em razão do feriado da Independência dos Estados Unidos, comemorado em 4 de julho. A ausência de Wall Street reduz significativamente a liquidez global e limita os movimentos dos investidores, deixando o foco concentrado nos indicadores econômicos e no noticiário corporativo.

Na B3, o Ibovespa abriu a sessão próximo dos 174 mil pontos, após dois pregões consecutivos de valorização, mas com volume financeiro reduzido diante da menor participação dos investidores estrangeiros. Já o dólar iniciou o dia em leve queda, sendo negociado ao redor de R$ 5,19, refletindo o ambiente de menor liquidez e ajustes após os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados na véspera.

Mercado acompanha dados da economia brasileira

No cenário doméstico, os investidores concentram atenções na divulgação da produção industrial brasileira referente a maio. O indicador é considerado importante para medir o ritmo da atividade econômica e pode influenciar as expectativas para a política monetária e o desempenho da economia no segundo semestre.

Além dos indicadores econômicos, continuam no radar as discussões sobre o equilíbrio das contas públicas, a trajetória fiscal do país e o ambiente político, fatores que seguem influenciando o comportamento da curva de juros e o fluxo de investimentos para o Brasil.

Dados dos Estados Unidos mudam expectativas sobre os juros

O relatório oficial de emprego dos Estados Unidos divulgado na quinta-feira trouxe sinais mistos para a economia americana. Embora a taxa de desemprego tenha recuado para 4,2%, a criação de vagas veio abaixo das expectativas do mercado e os números dos meses anteriores foram revisados para baixo.

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Esse cenário reforçou a percepção de desaceleração gradual da atividade econômica e aumentou as apostas de que o Federal Reserve poderá manter os juros estáveis nas próximas reuniões, reduzindo parte da pressão sobre os mercados emergentes.

Bolsas internacionais encerram sessão em alta

Mesmo com a ausência dos mercados americanos nesta sexta-feira, as bolsas asiáticas encerraram o pregão em território positivo.

O índice CSI 300, da China, avançou 0,62%, enquanto o índice de Xangai registrou alta de 0,37%. No Japão, o Nikkei subiu 1,47%, refletindo maior apetite por ativos de risco. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, apresentou forte valorização de 5,76%, liderando os ganhos na região.

Na Europa, os principais índices operam sem direção única ao longo da manhã, em sessão marcada por baixo volume financeiro e pela divulgação de indicadores econômicos da Zona do Euro, que também influenciam o humor dos investidores.

Rotação de investimentos beneficia a Bolsa brasileira

Segundo gestores do mercado, a realização de lucros nas empresas globais ligadas ao setor de inteligência artificial favoreceu uma migração parcial de recursos para mercados emergentes, beneficiando a Bolsa brasileira nos últimos pregões.

Apesar desse movimento, especialistas destacam que a volatilidade deve permanecer elevada nas próximas semanas, especialmente diante das expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos, das discussões fiscais no Brasil e do calendário eleitoral.

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Empresas movimentam o pregão da B3

O noticiário corporativo segue intenso nesta sexta-feira.

A Embraer informou a entrega de 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, o melhor desempenho para o período nos últimos 16 anos, reforçando a recuperação da fabricante brasileira no mercado global de aviação.

No setor de petróleo, Brava Energia e PRIO divulgaram suas prévias operacionais de junho, mantendo resultados consistentes na produção de óleo e gás.

Já no varejo, a RD Saúde concluiu a aquisição da Stix Fidelidade, ampliando sua estratégia de fidelização de clientes. A Natura aprovou um novo programa de recompra de ações, medida que costuma ser interpretada pelo mercado como sinal de confiança na geração de valor para os acionistas. Além disso, a gestora Advent ampliou sua participação acionária na companhia, reforçando sua presença entre os investidores relevantes.

Perspectivas para os próximos dias

Com Wall Street fechada, o restante da sessão deve permanecer marcado por baixa liquidez e menor volatilidade. Ainda assim, investidores continuarão atentos aos indicadores econômicos brasileiros, à evolução das expectativas para os juros americanos e ao comportamento das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, que seguem influenciando empresas de grande peso no Ibovespa.

A retomada das negociações completas nos mercados internacionais na próxima semana deverá devolver maior volume financeiro às bolsas globais, trazendo novos direcionamentos para os ativos brasileiros e para o mercado de commodities.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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