AGRONEGÓCIO

Mercado do Milho em Alta no Brasil com Oferta Restrita e Negociações Desafiadas por Indicadores Externos

Publicado em

Oferta de Milho no Brasil Diminui e Pressiona Preços

A disponibilidade de milho para negociação imediata no mercado interno brasileiro registrou redução na última semana, estimulando uma maior disputa entre compradores pelo cereal. Com isso, os preços do milho subiram na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores do Cepea apontam que a oferta restrita ocorre mesmo com a colheita da safra de verão em andamento e estoques de passagem considerados confortáveis. Segundo relatório divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (13), a safra 2025/26, iniciada em fevereiro, tem um estoque inicial estimado de 12,68 milhões de toneladas – bem acima dos 1,88 milhão de toneladas da temporada anterior.

O levantamento do Cepea mostra que produtores têm priorizado as entregas de soja e a semeadura da segunda safra de milho. Com menos vendedores dispostos a ofertar o grão no curto prazo, compradores têm intensificado a busca por recomposição de estoques, buscando garantir insumos para as próximas semanas.

Outro fator que pode pressionar a cadeia logística é a disputa por frete, que já está acirrada e pode se intensificar diante do aumento no valor dos combustíveis, impulsionado pelos conflitos no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz.

Início de Semana com Ambiente de Negócios Estagnado

O começo da semana no mercado brasileiro de milho deverá ser marcado por um ambiente de negociações mais cauteloso e indicadores negativos, com principais formadores de preço operando em queda. Na Bolsa de Chicago, os contratos do cereal recuaram, ao passo que o dólar caiu frente ao real, reduzindo o fôlego para novas operações.

Leia Também:  Créditos de carbono podem gerar R$ 500 bilhões ao Brasil até 2030

Esse cenário de incertezas mantém os negócios travados. Enquanto os produtores se mostram retraídos na oferta, muitos compradores adotam postura mais reservada. Em algumas regiões, como em São Paulo, a demanda por milho segue mais ativa, refletindo a dificuldade de alongar estoques.

As atenções do mercado seguem também voltadas às tensões geopolíticas globais, que têm trazido volatilidade a ativos financeiros, além de fatores como clima, andamento dos trabalhos de campo e desafios logísticos.

Cotações do Milho nas Principais Regiões do País

As cotações do milho apresentam variação conforme a região, entre os principais centros de comercialização brasileiros:

  • Porto de Santos (SP): R$ 70,00 a R$ 74,00 por saca (CIF)
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 69,00 a R$ 74,00 por saca (CIF)
  • Cascavel (PR): R$ 63,00 a R$ 64,00 por saca
  • Mogiana (SP): R$ 69,00 a R$ 71,00 por saca
  • Campinas (SP, CIF): R$ 75,00 a R$ 76,00 por saca
  • Erechim (RS): R$ 63,50 a R$ 64,50 por saca
  • Uberlândia (MG): R$ 65,00 a R$ 67,00 por saca
  • Rio Verde (GO, CIF): R$ 60,00 a R$ 62,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): R$ 52,50 a R$ 56,00 por saca
  • Mercado Externo: Chicago, Câmbio e Bolsas
Leia Também:  Carne de Frango Ganha Competitividade Frente às Demais Proteínas
Bolsa de Chicago com Correções

Os contratos futuros de milho com vencimento em maio de 2026 na Bolsa de Chicago operaram cotados a US$ 4,61 ¾ por bushel, com recuo de 5,50 centavos de dólar (1,17%) em relação ao fechamento anterior. A posição de julho também apresentou retração.

Esse movimento acompanhou a perspectiva de maior cautela dos investidores, em meio ao potencial adiamento de um encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China – situação que pode refletir menor demanda por parte do mercado asiático. O presidente americano Donald Trump indicou que a reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, pode ser adiada, enquanto pressiona Pequim a colaborar na crise do Estreito de Ormuz.

Na última sexta-feira (13), os contratos de milho fecharam em leve alta, com maior liquidez nos vencimentos de maio e julho, em meio às oscilações por notícias econômicas e geopolíticas.

Câmbio e Indicadores Econômicos Globais
  • Dólar Comercial: baixa de 1,02%, cotado a R$ 5,2625
  • Dollar Index: recuo de 0,41%, para 99,95 pontos
Bolsas Internacionais
  • Europa: principais índices operaram com leves altas (Paris +0,05%, Frankfurt +0,40%, Londres +0,52%)
  • Ásia: bolsas fecharam em baixa (Xangai -0,26%, Japão -0,13%)
Petróleo

O barril de WTI para abril negociado a US$ 96,87, em retração de 1,86%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

Published

on

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

Leia Também:  Crédito rural recebe reforço de R$ 2,2 bilhões do BNDES no Plano Safra 2024/25

Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

Leia Também:  Carne de Frango Ganha Competitividade Frente às Demais Proteínas

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA