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Mercado do Milho Brasileiro: Compradores Cautelosos Mantêm Ritmo Lento de Negociações

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O mercado brasileiro de milho antecipa um dia de negociações mais lentas nesta quarta-feira, influenciado pela retração dos compradores que aguardam possíveis reduções nas cotações do cereal por parte dos produtores. No contexto global, a Bolsa de Chicago opera em alta, impulsionada pela fraqueza do dólar em relação a outras moedas.

Na terça-feira, os preços do milho no mercado brasileiro foram predominantemente fracos, variando de estáveis a mais baixos. A SAFRAS Consultoria relata uma baixa fluidez no mercado ao longo desta semana, com consumidores mantendo-se retraídos. A Região Sul destaca-se pela oferta interessante, embora ainda enfrente declínios nos preços.

Em diversos pontos do país, as cotações refletem essa dinâmica. No Porto de Santos, a saca (CIF) oscilou entre R$ 68,00/72,00, enquanto no Porto de Paranaguá, a cotação ficou entre R$ 67,00/70,00.

Destacando alguns estados, no Paraná, a cotação situou-se em R$ 53,00/56,00 em Cascavel. Em São Paulo, o preço variou entre R$ 63,00/65,00 na Mogiana e, em Campinas CIF, registrou-se R$ 68,50/69,00 por saca. No Rio Grande do Sul, Erechim apresentou cotação de R$ 59,00/62,00 por saca. Em Minas Gerais, Uberlândia registrou preços entre R$ 61,00/65,00 por saca. Em Goiás, Rio Verde – CIF, manteve-se entre R$ 56,00/60,00 por saca. Já no Mato Grosso, Rondonópolis apresentou preços entre R$ 45,00/50,00 por saca.

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Quanto ao cenário internacional, os contratos de milho com vencimento em março de 2024 na Bolsa de Chicago operam a US$ 4,49 1/4 por bushel, com uma alta de 2,75 centavos de dólar ou 0,61% em relação ao fechamento anterior. A sustentação nas cotações é atribuída à fraqueza do dólar em relação a outras moedas e às compras realizadas por fundos especuladores.

Em relação aos indicadores financeiros, o dólar comercial apresenta uma queda de 0,72%, atingindo R$ 4,9178, enquanto o Dollar Index recua 0,47% a 103,12 pontos. Nas bolsas asiáticas, Xangai registrou alta de 1,80%, enquanto Tóquio teve uma queda de 0,80%. Na Europa, Paris opera com +0,80%, Frankfurt com +1,21%, e Londres com +0,41%. Quanto ao petróleo, o WTI para fevereiro recua 0,21% a US$ 74,21 o barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno cai no Brasil com consumo enfraquecido e oferta elevada no mercado interno

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com novas quedas nos preços do animal vivo e dos cortes no atacado, refletindo um cenário de consumo doméstico enfraquecido e oferta confortável de animais para abate.

De acordo com análises do setor, os frigoríficos mantêm postura cautelosa nas compras e seguem pressionando as negociações por valores menores, diante da disponibilidade elevada de suínos no mercado.

No atacado, a carne suína continua enfrentando dificuldades para recuperar preços, mesmo após os recuos acumulados nas últimas semanas, que aumentaram a competitividade da proteína frente às carnes bovina e de frango.

Consumo abaixo do esperado limita recuperação do setor

O desempenho fraco da demanda doméstica continua sendo o principal fator de pressão sobre a cadeia suinícola brasileira. O menor poder de compra das famílias no fim do mês reduz o ritmo de reposição no varejo e compromete a recuperação mais consistente dos preços.

Segundo avaliação de mercado, apesar da carne suína estar mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, o consumo segue abaixo das expectativas da indústria e dos produtores.

As exportações brasileiras continuam apresentando resultado positivo, mas ainda insuficiente para enxugar a oferta interna em um nível capaz de sustentar uma reação mais firme das cotações.

Média nacional do suíno vivo recua na semana

Levantamento de mercado apontou queda na média nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 5,53 para R$ 5,48 na semana.

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No atacado, a média dos cortes de carcaça caiu de R$ 9,00 para R$ 8,96 por quilo. O pernil também apresentou leve retração, passando de R$ 11,43 para R$ 11,40.

Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 104,00 para R$ 103,00.

Cotações apresentam pressão em diversas regiões produtoras

Nas principais praças produtoras do país, o mercado apresentou comportamento misto, com predominância de estabilidade nas integrações e queda no mercado independente.

No Rio Grande do Sul, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,90 no sistema de integração, enquanto o mercado do interior caiu de R$ 5,30 para R$ 5,25.

Em Santa Catarina, a integração seguiu em R$ 5,90, mas o mercado independente recuou de R$ 5,30 para R$ 5,15.

No Paraná, o preço do suíno vivo no mercado livre caiu de R$ 5,15 para R$ 5,10, enquanto a integração permaneceu em R$ 5,90.

Já em Minas Gerais, o interior do estado registrou retração de R$ 5,90 para R$ 5,70, enquanto o mercado independente caiu de R$ 6,10 para R$ 5,90.

Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, mas a integração estadual recuou de R$ 5,95 para R$ 5,90.

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Exportações de carne suína avançam em maio

Apesar das dificuldades no mercado interno, as exportações brasileiras de carne suína “in natura” seguem em ritmo positivo em maio.

Nos primeiros 10 dias úteis do mês, o Brasil embarcou 55,571 mil toneladas, com média diária de 5,557 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A receita obtida no período alcançou US$ 138,459 milhões, com média diária de US$ 13,846 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 2.491,6.

Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 10,2% no volume médio diário exportado e avanço de 6% na receita média diária. Por outro lado, o preço médio por tonelada registrou queda de 3,8%.

Mercado segue atento ao comportamento do consumo

O setor suinícola acompanha com atenção o comportamento do consumo doméstico nas próximas semanas, especialmente diante do impacto da renda das famílias e da competitividade entre proteínas.

Enquanto isso, o avanço das exportações continua sendo um fator importante para equilibrar o mercado, embora ainda insuficiente para provocar uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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